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necessária aquela
SEMANA 7 AULA 13
DIREITO DE RETENÇÃO (Art.1219)
 Se o possuidor bem está de boa-fé (ex: inquilino,
comodatário, usufrutuário, etc) terá sempre direito à
indenização e retenção pelas benfeitorias necessárias;
já as benfeitorias voluptuárias poderão ser levantadas
(=retiradas) pelo possuidor, se a coisa puder ser retirada
sem estragar e se o dono não preferir comprá-las, não
cabendo indenização ou retenção; quanto às
benfeitorias úteis, existe mais um detalhe: é preciso
saber se tais benfeitorias úteis foram expressamente
autorizadas pelo proprietário para ensejar a indenização
e retenção.
SEMANA 7 AULA 13
BENS CONSIDERADOS EM
 RELAÇÃO AO SUJEITO
BENS PÚBLICOS E BENS
 PARTICULARES
SEMANA 7 AULA 13
Você sabia?
Desta distinção resultam os importantes efeitos jurídicos
abaixo, entre outros:
1- A propriedade dos bens móveis se transfere com a
tradição (1267 CC), enquanto que a transferência da
propriedade dos imóveis se faz por escritura pública
(1245 CC);
2- Os bens móveis podem ser alienados livremente,
enquanto que os imóveis, ressalvado o regime de
separação absoluta de bens, nenhum dos cônjuges
pode, sem autorização do outro, alienar ou gravar de
ônus real os bens imóveis (1647 CC).
SEMANA 7 AULA 13
BENS MÓVEIS
São caracterizados como
os que têm movimento
próprio (semolventes),
como animais; ou as
removíveis por força
alheia, tais como objetos,
mercadorias, utensílios,
moeda, títulos da dívida
pública etc. (art 82 CC),
sem alteração da
substância ou da
destinação econômico-
social,
bem como as que são
móveis por força de lei,
como a energia elétrica, os
direitos pessoais de caráter
patrimonial e respectivas
ações etc (art 83 do CC).
SEMANA 7 AULA 13
Também são considerados, para os efeitos legais,
bens móveis :
a) as energias que tenham valor econômico;
b) os direitos reais sobre objetos móveis e as ações
correspondentes; e
c) os direitos pessoais de caráter patrimonial e
respectivas ações.
Percebe-se que o Código Civil, na definição de bem
móvel, calcou-se em dois critérios:
a) natural; e
b) ficcional ou legal.
SEMANA 7 AULA 13
Na classe dos bens móveis, pelo critério natural, existem os:
a) os bens suscetíveis de movimento próprio ;
b) os bens suscetíveis de remoção por força alheia.
Para a lei, acomoda-se indiferente a natureza da força física ou
jurídica mediante a qual o bem se movimenta, situação que lhe
confere o atributo de bem móvel.
O importante, porém, é que, para a movimentação própria ou
remoção por força alheia, exige-se a disposição e a intervenção
do homem.
SEMANA 7 AULA 13
Na classe dos bens móveis, pelo critério ficcional ou
legal, foram incluídas as energias que tenham valor
econômico e os direitos pessoais de caráter
patrimonial e as respectivas ações , como bens
móveis.
- A energia que se
considera bem móvel é
aquela que o homem,
aproveitando-sedos
recursosnaturaise
científicos,produz,
transmite e distribui, com
agregaçãodevalor
econômico, sua utilidade e
necessidade.
SEMANA 7 AULA 13
Os direitos reais
sobreobjetos
móveis, com as
ações
correspondentes,
foram considerados
bens móveis, para
osefeitos
meramente legais.
SEMANA 7 AULA 13
Em relação aos direitos
pessoaisdecaráter
patrimonial,comas
respectivas ações, diz-se
queoconceitoé
ampliativo ou extensivo,
sob cujo alcance acham-
se todos os direitos que
dizemrespeitoaos
atributosdapessoa,
natural ou jurídica.
SEMANA 7 AULA 13
CASO CONCRETO
Pertencente a uma expressiva coleção
particular mineira - de onde nunca saíra
antes a não ser para retrospectivas e salões
de arte - a tela Casamento na roça, de
Inimá de Paula, vai ao mercado. O leilão
será no dia 16, na Vitor Braga Rugendas
Galeria de Arte, em Belo Horizonte. A obra
datada de 1947 traz no verso o carimbo do
Salão Nacional de Belas Artes de 1949,
onde obteve a medalha de prata. Lance
inicial: R$ 230 mil.
SEMANA 7 AULA 13
Além dessa obra também serão leiloados: 137 calças blue
jeans da grife Live Strond, um automóvel Lancia Astura,
exemplar único, fabricado especialmente para o ditador
italiano Benito Mussolini, em 1939, com desenho do ateliê
Pininfarina, cinco anéis de brilhante, duas pulseiras de
esmeraldas, os dois últimos lotes de vinho tinto da marca
Merci Borreau, safra 1977, confiscados pela Receita Federal
e um terreno de 2.000 m² localizado na Av. Paulista/SP.
Levando em consideração a classificação dos bens,
A) estabeleça a natureza jurídica dos bens objeto do
leilão e JUSTIFIQUE sua resposta.
B) As roupas referidas no caso acima são consideradas
bens consumíveis ou inconsumíveis?
SEMANA 7 AULA 13
 OS BENS MÓVEIS DIVIDEM-SE
 EM:
BENS FUNGÍVEIS E NÃO FUNGÍVEIS
(OU INFUNGÍVEIS)
a) BENS FUNGÍVEIS - podem substituir-
 se por outros da mesma espécie,
 qualidade e quantidade.
Fungível = substituível - art. 85 do CC.
O dinheiro é o bem fungível por
 excelência, dado que quando se
 empresta uma quantia a alguém (por
 exemplo, R$100,00), não se está
 exigindo de volta aquelas mesmas
 cédulas, mas sim um valor, que pode
 ser pago com quaisquer notas de Real
 SEMANA 7 AULA 13(moeda).
Decerto, pela propriedade da equivalência, admite-se
que o devedor entregue ao credor uma coisa em
substituição à outra, situação mediante a qual se tem
como adimplida a obrigação, se observadas,
evidentemente, as particularidades referentes ao
gênero, à qualidade e à quantidade.
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B) BENS INFUNGÍVEIS - não podem substitui-se por outros
da mesma espécie e qualidade e quantidade.
Infungibilidade é o princípio que
define os bens móveis que não
podem ser substituídos por
outros da mesma espécie,
quantidade e qualidade. Logo,
todo bem móvel único é
infungível, assim como todo bem
imóvel.
São infungíveis as obras de arte,
bens produzidos em série que
foram personalizados, objetos
raros dos quais restam um único
exemplar, etc.
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BENS CONSUMÍVEIS E
 NÃO CONSUMÍVEIS
A) BENS CONSUMÍVEIS - são bens móveis cujo uso
importa destruição imediata da própria substância,
sendo também considerados tais os destinados a
alienação, ou seja, coisas que se excluem, num só
ato, com o primeiro uso, podendo ser coisas fungíveis
ou infungíveis.
Na caracterização do bem consumível, deixa-se de
investigar a natureza a causa ou a natureza do
consumo, haja vista que importa constatar que, com o
uso, lhe ocorreu a destruição imediata da própria
substância.
SEMANA 7 AULA 13
É interessante observar que a lei também emprestou o
caráter de bem móvel consumível a todo bem que se
destina à alienação, por isso o processo que lhe explica a
natureza não é apenas o consumo biológico.
No entanto, vale a ressalva de que consumibilidade não se
confunde com deteriorabilidade, atributos que se
impregnam nos bens, conforme a natureza.
A deteriorabilidade é, no geral, caráter de coisa
inconsumível; a consumibilidade, de coisa consumível,
obviamente
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• B) BENS INCONSUMÍVEIS -
 bensqueproporcionam
 reiteradautilizaçãodo
 homem, sem destruição da
 sua substância. Assim, não é
 consumível a roupa, de uso
 de uma pessoa, já que lhe
 proporciona o uso reiterado.
 Todavia, a mesma roupa
 torna-se consumível numa
 loja, onde se destina à venda.
SEMANA 7 AULA 13
BENS DIVISÍVEIS E INDIVISÍVEIS
A) BENS DIVISÍVEIS - são as que se podem fracionar
sem alteração na sua substância, diminuição
considerável de valor, ou prejuízo do uso a que se
destinam. Podem partir-se em porções reais distintas,
formando cada qual um todo perfeito - art. 87 do CC.
B) BENS INDIVISÍVEIS - são aquelas que não
comportam fracionamento ou aquelas que, fracionadas,
perdem a possibilidade de prestar serviços e utilidades
que o todo anteriormente oferecia.
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Um exemplo de bem indivisível é um carro
ou um diamante lapidado (uma vez que
sua divisão irá acarretar uma diminuição
considerável de valor).
Vale lembrar que um bem fisicamente
divisível pode ser transformado em
indivisível por vontade das partes ou por
determinação legal.
Também, ressalta-se que a divisão física
em partes iguais de coisa indivisível,
quando possível (um terreno,