Sociologia J. - Anotação (7)
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Sociologia J. - Anotação (7)

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Professora: Dra. Ana Claudia

DISCIPLINA: DIREITO PREVIDENCIÁRIO

Capítulo 1 - Aula 2

PROCESSO ADMINISTRATITVO

PREVIDENCIÁRIO – BENEFÍCIOS

Coordenação: Prof. Dr. Wagner Balera

DE APERFEIÇOAMENTO PROFISSIONAL

01

Processo Administrativo Previdenciário – Benefícios

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

www.r2direito.com.br

A LEI 9784/99 trata do processo administrativo em sentido estrito, como preferem alguns, ou em seu aspecto

externo, como entendem outros; referindo-se unicamente aos casos em que o particular ou funcionário se

insurge contra determinado ato concreto proveniente da Administração Pública Federal direta ou indireta

nos termos catalogados em seu art. 1º.

Separamos nosso estudo pela seguinte seqüência de itens:

1. O Direito de petição

2. Os princípios norteadores do processo administrativo

3. A estrutura administrativa de controle jurisdicional administrativo previdenciário

4. A dinâmica do processo administrativo

5. A formação jurisprudencial do Direito Previdenciário

6. Conclusões sobre o tema para reflexão

1.

O art. 5º, inciso XXXIV da CF/88 determina que "são a todos assegurados independentemente do

pagamento de taxas") o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade

ou abuso de poder.

Verifica-se portanto o direito de petição como um direito notadamente consagrado com o status

constitucional.

Corolário da democracia e do respeito a um povo o direito de petição infelizmente na prática diária parece

ser em algumas hipóteses "letra morta".

Importante portanto lembrarmos que o direito de petição não é um "favor" feito pela Administração Pública e

seus agentes, muito pelo contrário é um instrumento a serviço do cidadão consagrado constitucionalmente.

2. Princípios Norteadores do Processo Administrativo

Cumpre observar preliminarmente que o termo " princípio"(do latim principium, principii) encerra a idéia de

começo, origem, base. Em linguagem leiga é, de fato, o ponto de partida e o fundamento (causa) de um

processo qualquer.

 DIREITO DE PETIÇÃO

Capítulo 1

02

Miguel Reale considera que "princípios são verdades fundantes de um sistema de conhecimento, como tais

admitidas, por serem evidentes ou por terem sido comprovadas, mas também por motivos de ordem prática

operacional, isto é, como pressupostos exigidos pelas necessidades da pesquisa e da práxis"

Como "verdades fundantes" ou "bases do ordenamento jurídico" o que implicaria a violação de um

princípio?

A esta indagação José Souto Maior Borges em sua obra Lei Complementar Tributária, editada pela Revista

dos Tribunais responderia que :

 "a violação de um princípio constitucional importa em ruptura da própria Constituição, representando por isso

mesmo uma inconstitucionalidade de conseqüências muito mais graves do que a violação e uma simples

norma, mesmo constitucional"

Conjugando os conceitos que ora são expostos percebemos claramente que os princípios atuam de maneira

coordenada, formando um todo harmônico e sistemático. Devemos, desta feita, entender tais princípios

dentro de um sistema normativo. Mas cumpre-nos interrogar o que vem a ser um sistema? Por sistema deve

ser entendido na lição sempre atual de Geraldo Ataliba como "O caráter orgânico das realidades

componentes do mundo que nos cerca e o caráter lógico do pensamento humano conduzem o homem a

abordar as realidades que pretende estudar, sob critérios unitários, de alta utilidade científica e conveniência

pedagógica, em tentativa de reconhecimento coerente e harmônico da composição de diversos elementos

em um todo unitário, integrado em uma realidade maior"

Para o Prof. Celso Antônio Bandeira de Mello, o princípio da legalidade é o princípio capital para a

configuração do regime jurídico-administrativo.

Consoante precisas lições do prof. Wagner Balera " Pode-se dizer que no contexto administrativo, esse

preceito imprime eficácia a todos os demais. De tal arte que, nessa seara, o Estado não pode atuar com

impessoalidade, moralidade, ou ainda, expressar publicamente o seu agir, sem lançar mão do instrumento

normativo e sem que o seu poder de mando se expresse como esteio a legislação."

O princípio da finalidade é inerente ao princípio da legalidade, correspondendo à aplicação da lei nos

estritos fins a que foi proposta. Exige que o ato seja praticado nos termos da finalidade pública definida

legalmente, não podendo ser usada como instrumento de satisfação de caráter privado sob pena de

invalidação com o vício denominado desvio de finalidade.

O princípio da motivação das decisões de natureza judicial já se encontra consagrado com status

constitucional previsto no art. 93, IX da CF/88 que dita que " todos os os julgamentos dos órgãos do Poder

Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade (....) .

LEGALIDADE

FINALIDADE

MOTIVAÇÃO

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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03

Na esfera administrativa o comando se repete e traz consigo uma obrigação legal e moral do órgão público

explicar as razões pelas quais decide.

Wagner Balera em sua já citada obra Processo Administrativo Previdenciário destaca que " as razões de

decidir tornam transparente o labor da autoridade. Não basta a esta alegar meramente cânon normativo em

que se funda. Cumpre-lhe deliberar justificadamente, demonstrando que o caminho escolhido é o que

melhor atende aos objetivos da proteção social."

A partir da CF/1988 a moralidade tornou-se explicitamente um pressuposto para a validade de todo ato da

administração pública.

A moralidade significa o zelo, a probidade na conduta dos administradores públicos, na função que lhe é

inerente.Ter a moralidade como preceito é caminhar de acordo com as regras legítimas de uma sociedade. É

o bem servir, é a ética como lema. Entretanto, na prática infelizmente crescem os números de denúncias que

comprovam o não respeito às regras da moralidade.

É com certeza a consolidação da justiça, da liberdade e da democracia e que está exposta em nosso art. 5º,

inciso LV ditando que "aos litigantes em processo judicial ou administrativo e aos acusados em geral são

assegurados o contraditório e ampla defesa, com meios e recursos a ela inerentes."

Quando se fala em segurança jurídica, deve-se tratar do Estado constitucional.

O que vem a ser esse princípio? Segundo Canotilho, "O homem necessita de segurança para conduzir,

planificar e conformar autónoma e responsavelmente a sua vida. Por isso, desde cedo se consideravam os

princípios da segurança jurídica e da protecção da confiança como elementos constitutivos do Estado de

direito".

O princípio da segurança jurídica deve ser entendido como um direito de natureza fundamental, cláusula

pétrea não modificável pela via da Emenda Constitucional, corolário da estabilidade e da paz nas relações

jurídicas, e por fim a certeza e o respeito necessários para a confiança do cidadão no Estado de Direito, no

Estado Constitucional.

Mais do que uma mera palavra, eficiência, é sinônimo nos dias atuais de qualidade total e passou a ter no

cenário jurídico o status de princípio da Administração Pública.

Mas, infelizmente quando pensamos em eficiência e poder público parece que estamos diante de antíteses,