Sociologia J. - Anotação (7)
13 pág.

Sociologia J. - Anotação (7)

Disciplina:Sociologia Jurídica E Judiciária1.407 materiais13.021 seguidores
Pré-visualização5 páginas
de crédito previdenciário, sendo o recorrente pessoa física, independe de garantia de instância, facultada a

realização de depósito, à disposição do Instituto Nacional do Seguro Social, do valor do crédito corrigido

monetariamente, quando for o caso, acrescido de juros e multa de mora cabíveis, não se sujeitando a novos

acréscimos a contar da data do depósito.

O Instituto Nacional do Seguro Social deverá contabilizar o depósito de que trata este artigo em conta

própria até a decisão final do recurso administrativo, quando o valor depositado para fins de seguimento do

recurso voluntário será:

 - devolvido ao depositante, se aquela lhe for favorável; ou

-convertido em pagamento, devidamente deduzido do valor da exigência, se a decisão for

contrária ao sujeito passivo.

O recurso só pode ter efeito suspensivo quando solicitado pelas partes, deferida pelo presidente da

instância julgadora.

O recurso não será conhecido quando interposto:

 - fora do prazo;

 - perante órgão incompetente;

 - por quem não seja legitimado;

I

II

EFEITOS DO RECURSO

I

II

III

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

www.r2direito.com.br

10

IV - após exaurida a esfera administrativa.

§ 1o Na hipótese do inciso II, será indicada ao recorrente a autoridade competente, sendo-lhe devolvido o

prazo para recurso.

§ 2o O não conhecimento do recurso não impede a Administração de rever de ofício o ato ilegal, desde que

não ocorrida preclusão administrativa.

O órgão competente para decidir o recurso poderá confirmar, modificar, anular ou revogar, total ou

parcialmente, a decisão recorrida, se a matéria for de sua competência.Os processos administrativos de que

resultem sanções poderão ser revistos, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando surgirem fatos

novos ou circunstâncias relevantes suscetíveis de justificar a inadequação da sanção aplicada.Da revisão do

processo não poderá resultar agravamento da sanção.

Finalmente deve ser dito que a propositura, pelo beneficiário ou contribuinte, de ação que tenha por objeto

idêntico pedido sobre o qual versa o processo administrativo importa renúncia ao direito de recorrer na

esfera administrativa e desistência do recurso interposto.

5.FORMAÇÃO JURISPRUDENCIAL DO DIREITO PREVIDENCIÁRIO

Um importante tema é a formação jurisprudencial do direito previdenciário e nestes ditames a Portaria

Ministerial nº 88 de janeiro de 2005 define que a uniformização em Tese da Jurisprudência pode ser

suscitada para encerrar divergência jurisprudencial ou para consolidar jurisprudência reiterada no âmbito

do Conselho de Recursos da Previdência Social.

A uniformização em tese pode ser provocada pelo Presidente do Conselho de Recursos da Previdência

Social, por qualquer dos presidentes das Câmaras de Julgamento ou, exclusivamente em matéria de alçada,

por qualquer dos presidentes das Juntas de Recursos, mediante a prévia apresentação de estudo

fundamentado sobre a matéria a ser uniformizada, no qual deverá ser demonstrada a existência de

divergência jurisprudencial ou de jurisprudência reiterada.

Questão de extrema importância, festejada por alguns e desprestigiada por outros é o caráter vinculante da

interpretação do Direito. Assim, a emissão de enunciados, em qualquer hipótese, depende da aprovação da

maioria absoluta dos membros do Conselho Pleno e vincula, quanto à interpretação do direito, todos os

membros do Conselho de Recursos da Previdência Social.

O estatuído para aplicação de ordem administrativa vem ao encontro da Reforma do Poder Judiciário que

destacou o efeito vinculante das decisões dos Tribunais Superiores. Embora não exista no Direito brasileiro o

contencioso administrativo, a Administração exerce um poder de tutela jurídica dos direitos e interesses

públicos e submete-se em sua atuação, ao princípio da legalidade e ao dever de não ocasionar , em

contrariedade à lei, prejuízos a direitos e interesses dos cidadãos e das pessoas que entram em relação com a

Administração por força dessa tutela l.

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

www.r2direito.com.br

11

Cabe à Administração observar , quando no pólo passivo da demanda que tal relação jurídica se efetiva por

meio de procedimentos administrativos , pode assim ser entendido como uma forma de jurisdição

administrativa, uma jurisdição em que a Administração expressa o seu querer, e entrega uma prestação

administrativa jurisdicional aos seus administrados, estando portanto vinculada à tal decisão, não podendo

a Administração Pública recorrer na esfera judicial.

Para confirmar nossa tese, Meire Lúcia Gomes Monteiro em seu artigo "O contencioso administrativo

da previdência social" publicado na obra Temas Atuais de Previdência Social, coordenado pelo Prof.

Wladimir Novaes Martinez, editora LTR, salientando que " Perante o CRPS os litígios têm, de um lado,

beneficiários (segurados e dependentes) ou empresas, e do outro, o INSS. Todavia, a utilização da via

jurisdicional não é obrigatória: a empresa ou o beneficiário pode recorrer à Justiça em qualquer fase do

processo administrativo; pode, inclusive, abandonar a instância jurisdicional e reclamar diretamente na

Justiça. O INSS, porém, não pode questionar na justiça, estando obrigado a acatar os ditames da instância

jurisdicional. Assim, a força coativa o julgado alcança apenas a autarquia previdenciária. A outra parte

interessada, repita-se, tem liberdade de utilizar ou não a instância jurisdicional.”

Sobre a questão do alicerce jurisprudencial administrativo previdenciário o mestre Wagner Balera, em sua

obra “O processo administrativo previdenciário” destacou que "O Conselho de Recursos da Previdência

Social prepara, com a sua construção jurisprudencial, os modelos de decisão que o Instituto Nacional do

Seguro Social, tomará de forma concertada com o superior intérprete da norma previdenciária brasileira. A

jurisprudência administrativa é assim, o instrumental que dá acabamento à ordem normativa social

inaugurada pela Constituição.Como nasce de uma articulação entre os atores sociais, que controlam o

sistema a fim de direcioná-lo permanentemente para as suas finalidades protetoras, ganha especial

legitimidade institucional e, nessa medida, deve ser prestigiada."

Fica aqui confirmada a importância da construção jurisprudencial administrativa pelo Conselho de Recursos

da Previdência Social.

6. CONCLUSÕES PARA REFLEXÃO

O processo administrativo previdenciário teve um grande avanço com a edição da Lei 9.784/99. De todos

os itens expostos e que merecem acuidade em nossas reflexões destacamos :

a) Os princípios da moralidade e da eficiência como o reconhecimento da necessidade de processos de

implementação de qualidade total na Administração pública por meio da desburocratização, investimento

em informática, reciclagem e aprimoramento da mão de obra, fiscalização constante para andamento dos

processos .

b) A uniformização de jurisprudência pelo Pleno do CRPS e a vinculação das decisões a todos os integrantes

da estrutura administrativa.

c) A importância indiscutível do direito previdenciário como precursor na jurisprudência construída

administrativamente vinculando a Administração Pública às decisões objeto de tese jurisprudencial