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Semiologia da radiografia do tórax

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ANA CAROLINA PAIVA-MED14 
 
 
Para poder analisar as imagens prontas ela passam um processo que inicia-se quando os raios-x atravessam o corpo, 
atingem ou não o filme do detector e fazem as áreas correspondentes apresentarem cores diferentes. 
 Como assim? É simples, nem tudo é possível ser analisado por uma radiografia, o corpo é formado por 
diferentes tecidos, por ossos, as vezes as pessoas possuem metais, e cada um possui uma densidade diferente, essa 
densidade é o que permite ou não os raios ultrapassarem e formarem as cores. Então digamos assim: o que é preto/ 
radiotransparentes teve absorção da radiação e o que é branco/radiopaca não teve absorção. 
 
Nessa imagem é perceptível ver a estruturação óssea, os diferentes tons de 
cor estão relacionados também com sensibilidade. 
 
 
 
 
 
 
 Espessura: é um fator de influência na formação das imagens pois quanto maior a espessura-> maior absorção-> 
mais clara é a imagem. Já em casos de menor espessura-> menor absorção-> melhor é a imagem 
 Nesse ponto é importante destacar que existem casos de pacientes que são muito magros, caso de 
subnutrição, por exemplo, em que se faz necessário ajustar a quantidade de radiação ou aumentar o poder de 
penetração dos raios. 
 Densidade: tudo que contem espessura também tem densidade então quando mais denso-> maior absorção de 
raios-> mais clara será a imagem. 
 Alterações em pulmões com pneumonia é um exemplo 
 
 
 
 
 
 
Imagens brancas: apresentam opacidade, são menos penetráveis. 
Imagens pretas: são radiotransparentes, são mais penetráveis. 
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 Apresentação de imagens com preto total significam acumulo de gás puro, já apresentação de branco 
total implica na apresentação de metais. 
 Patologias alteram a densidade do tecido/osso a ser analisado. Ossos compactos tem mais concentração, 
já os mais esponjosos tem menor quantidade de cálcio. 
 
Exemplificando: 
Demarcado com uma linha encontra-se o musculo psoas maior, sua 
visualização só é possível devido ao redor ser gordura e as densidades serem 
diferentes. Marcado com um círculo é o sombreamento que demonstra a 
densidade renal, já em outro tom. 
 Com isso se pode perceber também que para região abdominal a 
radiografia não é muito utilizada, porque não se tem a percepção do órgão e 
sim de sombras dele. 
 
 
 
 
 
Tumor com 
densidade menor 
que a densidade do 
osso 
** Para uma estrutura ser visualizada na radiografia seus bordos precisam estar em contato com um tecido que 
apresente densidade diferente** 
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Nessas imagens ao lado esquerdo temos uma radiografia normal, quando comparada com a do lado direito 
percebemos uma alteração de densidade no lobo médio. Mas como? Simples, não é perceptível de comparação 
aonde está a demarcação da região em que está o coração. Esse quadro é de uma pneumonia. 
 Já nessa imagem a alteração está 
no lobo inferior, é possível ainda perceber qual a diferença entre o coração e o começo da alteração, também 
demonstra uma pneumonia. 
 Esse quadro consegue demonstrar 
as diferentes tonalidades encontradas nas radiografias, bem como, o que elas significam. 
 Aqui é bom para análise da 
densidade metálica, na terceira imagem da esquerda para direita perceba que são metais de distintos formatos mas 
que independente do que são a forma de apresentação é a mesma. 
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 Esse é um exemplo de densidade 
cálcica. 
 Densidade de partes moles 
 Densidade de gordura. 
 Aqui já é um pouco diferente, existe a presença de ar e líquido ( possuem 
densidades diferentes), apresentando-se com o mais denso na parte de baixo. 
 Cálculos renais 
Tumor 
Esplenomegalia 
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 Essa imagem demonstra um exame com subpenetração, não é possível analisar o 
diafragma direito, nem a região da coluna vertebral. 
É um dos problemas apresentados pelo raios-x ao atravessarem um objeto. As imagens são formadas por com 
composição da soma das radiodensidades. Isso é uma grande desvantagem. 
É um documento que além de ficar anexado ao prontuário do paciente pode ser avaliado por órgãos competentes se 
solicitados, a guia utilizada para ser solicitada, seja ela no setor público ou privado, também serve para o 
pagamento. Deve conter o nome correto do exame, o motivo pela qual está sendo solicitado, se possível referir a 
exames anteriores ( muitos gostam de comparar, por exemplo, evolução ou redução de tumores). É necessário 
compartilhar dados clínicos e laboratoriais do paciente com o radiologista, pois uma mesma imagem pode 
apresentar patologias diferentes e interferir no laudo. 
 É bom fazer um solicitação bem detalhista, ajuda o radiologista a saber qual procedimento vai fazer. Não sei 
qual tipo solicitar? Liga para o serviço de radiologia do hospital e pergunta ou coloca a(s) hipótese (s) diagnostica na 
solicitação, o radiologista vai entender. 
-Identificação: analisar corretamente os dados do paciente e a data de solicitação do exame. Quando se olha o seu 
lado direito refere-se ao lado esquerdo do paciente o seu lado esquerdo ao lado direito do paciente ( isso vem 
sinalizado). 
-Incidência: é a posição do paciente em relação ao tubo de radiografia: antero-posterior (AP) ou posterior-anterior 
(PA). Determina o local do corpo perto do filme.
Solicita-se em AP: em crianças, pacientes debilitados, pacientes no leito. É realizada com um aparelho portátil com 
uma pequena distância entre o tubo e o filme 
-Incidência ápico-lordótica: é realizada em AP com o paciente inclinado para trás. Consegue melhor avaliação dos 
lobos superiores, médio e língula, uma vez que joga as clavículas para fora dos campos pulmonares. 
 
**Radiografias do tórax: PA, perfil ESQ,posição ortostática e em apneia**. Solicita-se em perfil para avaliar 
regiões escondidas em PA, avaliar desvios e fraturas, confirmar lesões vistas em PA, auxilio na localização de 
lesões. 
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-Incidência-decúbito lateral com raios horizontais: paciente está em decúbito lateral, bom para detectar pequenos 
derrames, pneumotórax e espessamento pleural. 
 Casos de derrame: lado suspeito em contato com a mesa 
 Casos de pneumotórax: lado suspeito para cima 
-Posição: o paciente pode estar em ostostase, decúbito/supino ou decúbito lateral. 
-Avaliação de rotação: analise pela medida equidistante entre as clavículas. Caso ocorra pode resultar em: desvio do 
mediastino, aumento do hilo, alteração na transparência pulmonar. 
 
-Avaliação da exposição/penetração: são erros técnicos que implicam no erro diagnóstico, o ideal é visualizar vasos 
e corpos vertebrais atrás do coração. Nem muito penetrado,nem pouco penetrado. 
 
-Avaliar inspiração: Diafragma entre o 10º e 11º arcos costais posteriores e entre 6º e 7º arcos costais anteriores ( é 
contar mesmo). Casos inadequados resultam em perda de volume pulmonar, aumento da trama 
intersticial,cardiomegalia. 
 
MUITO 
IDEAL 
Pouco 
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-Avaliar centralização: perceber que a anatomia deve estar no centro do filme 
 Cada médico gosta de ter seu método de avaliação, mas deve analisar todos os fatores: 
-Partes moles, parede torácica, mamas, axilas e fossas supra-claviculares ( imagens na sequência): 
 
 
-Estruturas ósseas: 
 
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-Diafragma: 
 
-Abdome: 
 
-Pleuras e fissuras: 
 
Perfil 
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-Seios costofrênicos laterais e posteriores: 
 
-Ângulos cardiofrênicos: 
 
-Mediastino: 
 
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-Janela aorta pulmonar: 
 
-índice cardiotorácico: 
 
-Traquéia e brônquios: 
 
 
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-Hilos pulmonares: 
 
-Pulmões: 
 
 
Áreas escondidas

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