Sociologia J. - Anotação (8)
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Sociologia J. - Anotação (8)

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escolhido pela Lei, no caso dos consortes não terem feito pacto antenupcial, ou

quando este for nulo ou ineficaz, por isso é chamado de regime legal ou supletivo.

O art. 1.659, do Código Civil, fala quais os bens que ficam excluídos da comunhão, são eles:

I - Bens que o cônjuge possuir ao se casar e os que receber, na constância do casamento, em razão de

doação ou sucessão e os sub-rogados em seu lugar;

II - Bens adquiridos com valores exclusivamente pertencentes a um dos cônjuges, em sub-rogação dos bens

particulares;

III - Obrigações anteriores ao casamento;

IV - Decorrentes da prática de ato ilícito por um dos consortes (a responsabilidade é pessoal) a não ser que

ambos tirem proveito;

V - Proventos do trabalho pessoal de cada cônjuge;

VI - Pensões, meios-soldos, montépios e outras rendas similares;

VII - Direitos patrimoniais do autor, excetuados os rendimentos de sua exploração, salvo disposição contrária

em pacto antenupcial, como prevê o art. 39 da Lei nº 9.610/98.

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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Vale dizer que é considerada lícita a compra e venda entre os cônjuges, com relação aos bens excluídos da

comunhão.

Já o art. 1.660, do Código Civil, indica quais os bens que se comunicam na comunhão, quais sejam:

I - Os bens adquiridos onerosamente na constância do casamento, mesmo que em nome de um só dos

cônjuges;

II - Os adquiridos por fato eventual, como jogo, aposta, rifa, loteria, descobrimento de tesouro, com ou sem

concurso de trabalho ou despesa anterior;

III - Os recebidos em razão de doação, herança ou legado, em favor de ambos os consortes, contudo,

deverá estar expresso esse benefício;

IV - As benfeitorias úteis, necessárias ou voluptuárias em bens particulares de cada cônjuge, ante a

presunção de que foram feitas com o produto do esforço comum;

V - Os frutos dos bens comuns ou dos particulares de cada cônjuge, percebidos durante o casamento, ou

pendentes ao tempo de cessar a comunhão dos já adquiridos, por serem ganhos posteriores a núpcias,

excluindo aqueles que sobrevierem à separação judicial e os que estão as vias de serem adquiridos após

cessar o matrimônio.

A administração dos bens comuns compete a qualquer dos cônjuges, e não apenas ao marido como previa o

Código anterior. Somente no caso de malversação dos bens, o juiz poderá atribuir a administração à apenas

um deles. No que diz respeito à administração dos bens particulares, por bom senso, esta caberá ao cônjuge

proprietário, mas não há impedimento na hipótese de ser gerido por apenas um deles ou ambos.

Estabelece o art. 1.663, § 1º, do Código Civil, que as dívidas contraídas, por qualquer dos cônjuges, na

administração do patrimônio comum obrigam os bens comuns e os bens particulares do outro cônjuge na

medida do proveito que o outro auferir.

COMUNHÃO UNIVERSAL

O antigo Código de 1916 previa como regime legal ou obrigatório de bens: o universal. Com a Lei

6.515/77 o regime supletivo passou a ser o da comunhão parcial.

O regime da comunhão de bens caracteriza-se pela comunicação de todos os bens do casal, móveis e

imóveis, assim como suas dívidas, salvo as expressamente excluídos pela lei ou pela vontade dos nubentes

declarada em convenção antenupcial. Os bens, na comunhão universal, formam um só patrimônio que

permanece indiviso até a dissolução da sociedade conjugal que pode ser pela morte de um dos cônjuges,

pela sentença de nulidade ou anulação do casamento, pela separação judicial e pelo divórcio e, somente

com a cessação do casamento e respectiva liquidação da comunhão é que vem a caber a cada cônjuge ou

seus herdeiros, os bens que se comportam da sua metade ideal.

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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O art. 1.668, do Código Civil, elenca os bens excluídos da comunhão:

I - Os bens doados ou ligados com a cláusula de incomunicabilidade e os sub-rogados em seu lugar, como

estabelece a Súmula 49 do STF;

II - Os bens gravados de fideicomisso e o direito do herdeiro fideicomissário, antes de realizar a condição

suspensiva. Como explica Maria Helena Diniz: " A propriedade do fiduciário é resolúvel. Com o implemento

da condição, cessa a resolubilidade, operando sua entrada na comunhão; logo, esses bens não podem

comunicar-se antes da condição suspensiva, pois tem apenas direito eventual, só adquire o domínio se

advier a condição";

III - Dívidas anteriores ao casamento, salvo se provierem de despesas com sua preparação, como aquisição

de móveis, enxoval, festa ou reverterem em proveito comum, como empréstimo de dinheiro para comprar o

imóvel destinado à residência do casal ou para viagem de núpcias;

IV - As doações antenupciais feitas por um dos cônjuges ao outro com cláusula de incomunicabilidade,

visando proteger doações que envolvam fraude ao regime de separação obrigatória;

V - Roupas de uso pessoal, ou jóias esponsalícias dadas antes do casamento pelo esposo, os livros e

instrumentos de profissão e os retratos de família, devido a sua característica nitidamente pessoal;

VI - Proventos do trabalho pessoal de cada cônjuge;

VII - Pensões, que é a quantia paga periodicamente em virtude de lei, decisão judicial, ato inter vivos ou

causa mortis a alguém visando sua subsistência, meios-soldos, que é a metade dos vencimentos que o

Estado paga a militar reformado, montépios, pensão que o Estado paga aos herdeiros de funcionário

falecido, em atividade ou não, a tença que é a pensão alimentícia, geralmente em dinheiro, paga

periodicamente pelo Estado, por pessoa de direito público ou privado, para assegurar a subsistência de

alguém, e outras rendas semelhantes, visto que garantem a sua subsistência, por se tratar de bens

personalíssimos.

VIII - Os bens de herança necessária a que se impuser a cláusula de incomunicabilidade.

PARTICIPAÇÃO FINAL NOS AQÜESTOS

Aqüestos, que etimologicamente significa bens adquiridos, e no Direito de Família significa bens adquiridos,

a título oneroso, na constância do casamento, no estudo deste título veremos, como ensina Sílvio Rodrigues,

que a diferença significativa deste novo regime com os demais consiste no fato de que a participação do

cônjuge na meação se faz sobre o aumento patrimonial, mas de forma contábil, não por meio de comunhão

ou condomínio; vale dizer, após a compensação de bens, aquele cônjuge em desvantagem passa a ter um

crédito consistente na diferença apurada, e não uma parcela sobre o bem indivisível.

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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Trata-se de um regime misto, pois durante a vigência do matrimônio aplicam-se a ele as normas da

separação de bens, pelas quais cada cônjuge possui e administra seu próprio patrimônio, permanecendo a

titularidade do direito de propriedade sobre os bens adquiridos na constância do casamento, que comporão

uma massa incomunicável de bens particulares.

O regime de participação final nos