Sociologia J. - Anotação (8)
13 pág.

Sociologia J. - Anotação (8)

Disciplina:Sociologia Jurídica E Judiciária1.407 materiais13.019 seguidores
Pré-visualização4 páginas
aqüestos consiste numa inovação do Novo Código Civil, e está previsto

nos artigos 1.672 a 1.686, do Código Civil.

Importado dos países europeus, em especial da Alemanha, este novo regime tem sido objeto de crítica

dentre os autores pesquisados, entre eles: Sílvio Rodrigues, Caio Mário da Silva Pereira, Álvaro Vilaça

Azevedo, Maria Helena Diniz.

O novo regime produz seus efeitos somente no momento da dissolução da sociedade conjugal, não

importando ser pela separação judicial, divórcio, morte de um ou ambos os cônjuges, invalidação do

casamento pela anulação ou nulidade, como preestabelecem os artigos 1.683 e 1.685, do Código Civil.

Para apuração contábil dos aqüestos, leva-se em conta todos os bens ou seus respectivos valores, se

alienados e não sub-rogação, adquiridos a título oneroso pelos cônjuges, durante todo o período que

perdurou o casamento e não somente os que sobraram no momento da dissolução da sociedade conjugal,

partilhando-os ao meio como ocorre na separação parcial.

O direito à meação, por ser direito subjetivo constituível, é irrenunciável, incessível e impenhorável na

vigência do regime matrimonial, conforme determina o art. 1.682, do Código Civil. Sua natureza é a de

direito expectativo, cujo aperfeiçoamento dependo de evento futuro e incerto, a saber, a ocorrência de

alguma das hipóteses legais de dissolução do casamento. Ante tais características, não pode ser objeto de

qualquer ato ou negócio jurídico de disposição, enquanto perdurar a sociedade conjugal, ou na vigência

desse regime matrimonial.

Caracteriza-se pela existência de dois patrimônios distintos: um pertencente ao homem e outro à mulher.

Este regime tem sua utilidade, em princípio, para aqueles cônjuges que atuam em profissões diversas em

economia desenvolvida e já possuem certo patrimônio ao casar-se ou a potencialidade profissional de fazê-

lo depois.

SEPARAÇÃO TOTAL DE BENS

Neste regime há completa distinção do patrimônio dos dois cônjuges, não se comunicando os frutos e

aquisições e permanecendo cada um na propriedade, posse e administração dos bens que trouxer para o

matrimônio, bem como os sub-rogados e os adquiridos a qualquer título na sua constância.

No Novo Código, no art. 1.687, há uma verdadeira separação de patrimônios, permitindo expressamente a

alienação ou imposição de ônus real pelo titular do bem, fato que no Código revogado ainda havia a

necessidade de outorga conjugal para a alienação de imóveis.

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

www.r2direito.com.br

07

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

www.r2direito.com.br

Como estabelece o art. 1.688, do Código Civil, ambos os cônjuges são obrigados a contribuir para as

despesas do casal, inclusive na criação e educação dos filhos, na proporção dos rendimentos do seu

trabalho e de seus bens, salvo estipulação em contrário no pacto antenupcial.

É importante lembrar que a separação de bens pode ser legal, como ocorre nos casos do art. 1.641, do

Código Civil, quando é obrigatória, e convencional, feito por pacto antenupcial. Neste caso, nada impede

que os cônjuges estipulem a comunhão de certos bens e a forma de administração.

DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE CONJUGAL E VÍNCULO MATRIMONIAL

A diferença entre TÉRMINO DA SOCIEDADE CONJUGAL e a DISSOLUÇÃO DO VÍNCULO

MATRIMONIAL: A extinção da sociedade conjugal não pressupõe o desfecho do vínculo matrimonial.

Aquela põe termo às obrigações do casamento, impedindo os cônjuges de se casarem novamente, como

acontece nos casos de separação judicial, mas mantém intacto o vínculo, que só se extingue com a morte

real ou presumida de um dos cônjuges, invalidade do casamento ou o divórcio.

Prevê expressamente o art. 1.571, do Código Civil, que a sociedade conjugal cessa pela:

1) Morte de um dos cônjuges

2) Pela sentença anulatória do casamento

3) Pela separação judicial

4) Pelo divórcio.

Por ser a morte um dos modos de dissolução da sociedade conjugal, destaca-se o § 1º, do art. 1.571, do

Código Civil, que resolveu o problema da ausência de um dos cônjuges, visto que no Código revogado a

presunção do óbito do consorte ausente impedia que o outro convolasse núpcias. Dessa maneira, a

declaração de ausência introduzida em nosso direito, passou a ser também uma das formas de dissolução

do vínculo conjugal.

Por isso, como esclarece Maria Helena Diniz, a morte real ou presumida de um dos cônjuges dissolve não só

a sociedade conjugal, como também o vínculo matrimonial, de maneira que o sobrevivente poderá convolar

novas núpcias.

Como já tratamos das questões da invalidade do matrimônio na aula sobre CASAMENTO, sem

aprofundarmos as peculiaridades do assunto, podemos dizer que a decisão judicial que decreta a nulidade e

a anulabilidade do casamento põe fim à sociedade conjugal e ao vínculo matrimonial que padecia de vício

em sua constituição, de modo que os ex-consortes poderão contrair novas núpcias.

A separação judicial dissolve a sociedade conjugal, mas conserva íntegro o vínculo entre os consortes,

impedindo-os de contrair novo casamento. Enquanto a separação judicial, seja consensual ou litigiosa, não

for convolada em divórcio, pode, a qualquer tempo, ser restabelecida, bastando as partes a requererem nos

próprios autos da separação.

O divórcio extingue o vínculo matrimonial que somente poderá ser restabelecido por novas núpcias.

SEPARAÇÃO LITIGIOSA

A separação judicial é ato de caráter personalíssimo e cabe somente aos cônjuges, mas, no caso de

incapacidade do cônjuge, este pode ser representado por curador, ascendente ou irmão.

Os artigos 1.572 e 1.573, Incisos I a IV, do Código Civil, regulam a separação judicial a pedido de um dos

cônjuges que imputar ao outro qualquer ato que importe em grave violação dos deveres matrimoniais e

torne insuportável a vida em comum.

É a chamada separação-sanção, visto que o grave descumprimento de dever conjugal ou conduta

desonrosa, implica o fim da sociedade conjugal, na qual o juiz, diante dos fatos, ou causa real e concreta,

realiza o seu devido enquadramento na causa legal, aplicando sanções ao culpado.

Na separação-falência ou ruptura, prevista no § 1º, do art. 1.572, do Código Civil, não importam os

motivos que ensejaram a ruptura da vida em comum, tendo como requisito objetivo a separação de fato por

um ano contínuo e subjetivo a impossibilidade de reconstituição. Trata-se de separação por circunstância,

não por culpa, não importando as razões que levaram à separação de fato.

Já a separação-remédio que tem suas origens na Lei do Divórcio, Lei nº 6.515/77, e no nosso Código está

expressa no art. 1.572, § 2º, do Código Civil, é fundada na doença mental de um dos cônjuges que torne

impossível a continuação da vida em comum, desde que, após uma duração de dois anos, a enfermidade

tenha sido reconhecida de cura improvável. Aqui também o que se procura é a solução de um problema de

fato que existe de maneira gritante.

A separação judicial importa a separação de corpos e a partilha dos bens. Isso não quer dizer que a divisão

de bens na separação judicial seja obrigatória. O Código prevê a decretação do divórcio sem divisão prévia

do patrimônio. Portanto, se o divórcio é possível sem partilha prévia de bens, à separação judicial cabe a

mesma solução.