Sociologia J. - Anotação (8)
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Sociologia J. - Anotação (8)

Disciplina:Sociologia Jurídica E Judiciária1.407 materiais13.019 seguidores
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Pelo Novo Código, a atribuição da culpa pela separação litigiosa a um dos cônjuges não interfere na

atribuição da guarda dos filhos, que será deferida a quem revelar melhores condições para exercê-la. A

guarda dos filhos menores deve atender aos interesses destes e não dos pais. Também deve ser acordado o

direito de visita, a pensão devida aos filhos e ao cônjuge, quando for o caso.

Já o cônjuge que adotou o sobrenome do outro e foi o culpado pela separação, perde o direito a usá-lo e o

vencedor opta pela sua conservação ou renúncia.

SEPARAÇÃO DE CORPOS

A separação litigiosa tem como primeira conseqüência a separação de corpos, que pode ser requerida pelos

cônjuges e homologada pelo juiz ou ser determinada como medida cautelar. Embora não seja obrigatória,

tem o condão de, a partir da decisão que a concedeu, iniciar o prazo de dois anos para que a separação seja

convertida em divórcio, como permitido pelo art. 226, § 6,º da Constituição Federal de 1988.

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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SEPARAÇÃO CONSENSUAL

Terminada a sociedade conjugal consensualmente, a separação judicial se fará pelo procedimento previsto

nos artigo 1.120 a 1.124 do Código de Processo Civil, desde que atendidas as condições objetivas

estabelecidas no art. 1.574 do Código Civil, quais sejam:

1) Mais de um ano de casamento

2) Manifestação conjunta e expressa dos cônjuges demonstrando interesse de separar-se.

Em razão de ambos os cônjuges buscarem a separação, é procedimento típico de jurisdição voluntária,

representada por petição assinada pelos consortes e seus advogados ou advogado se assim

convencionarem, endereçada ao juiz competente, comunicando a vontade de pôr termo à sociedade

conjugal, sem necessidade de expor os motivos, convencionando as cláusulas e condições em que o fazem.

Deverá a petição estar instruída:

1) Pela certidão de casamento, para provar que estão casados há mais de um ano, como determina o artigo

1.574, do Código Civil;

2) Pacto antenupcial, se houver;

3) Descrição dos bens móveis e imóveis do casal e respectiva partilha, ou se assim convencionarem, sem

prejuízo da homologação da separação judicial, poderá ser feita posteriormente por sentença, em inventário

judicial;

4) Acordo relativo à guarda e visita dos filhos menores e dos maiores incapazes;

5) Valor da contribuição dos cônjuges para criar e educar os filhos;

6) Pensão alimentícia ao cônjuge que não possuir meios suficientes para se manter;

7) Declaração a respeito do nome do cônjuge, esclarecendo se voltará a usar o nome de solteiro ou

continuará com o de casado.

O juiz, se não se convencer da espontaneidade de um dos cônjuges de se separar, poderá recusar-se a

homologar a separação judicial, determinando a realização de nova audiência para ratificação, importando

a ausência de um ou ambos os consortes, ao arrependimento.

Preenchidos todos os requisitos, o juiz, depois de ouvir as partes sobre as causas da dissolução e ouvido o

Ministério Público, reduzirá a termo as declarações e homologará o acordo.

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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Homologado o acordo, deverá ser a sentença averbada no Registro Civil e, havendo bens imóveis, haverá

necessidade de expedição de formal de partilha ou carta de adjudicação para encaminhamento ao cartório

de Registro de Imóveis da circunscrição respectiva, como determina o art. 1.124 do Código de Processo

Civil.

Importante esclarecer que a sentença de separação judicial importa na separação de corpos e, se o caso, na

partilha de bens, não extinguindo o vínculo matrimonial.

RECONCILIAÇÃO

De acordo com o art. 1.577, do Código Civil, os cônjuges podem restabelecer a qualquer tempo a

sociedade conjugal por ato regular em juízo, não importando seja a causa da separação judicial litigiosa ou

consensual.

DIVÓRCIO

A Emenda Constitucional nº 9 de 1.977 extinguiu o princípio da indissolubilidade do casamento e instituiu o

divórcio no direito brasileiro. A Constituição Federal de 1.988 trouxe modificações na Emenda, reduzindo o

prazo da separação de fato para um ano, no divórcio-conversão, e criou a modalidade de divórcio direto

desde que comprovada a separação de fato por mais de dois anos.

Assim, são duas as espécies de divórcio: por conversão da separação judicial, divórcio indireto, e pela

separação de fato, divórcio direto.

A nossa legislação não permite a discussão das causas que conduziram o casal ao divórcio, pois para obtê-

lo basta a comprovação do lapso temporal.

DIVÓRCIO CONVERSÃO

Também denominado divórcio indireto, rompe o vínculo conjugal, cujo relaxamento já havia ocorrido pela

separação judicial. É procedimento de jurisdição voluntária, em que os divorciandos podem manter as

cláusulas estabelecidas na separação judicial, ou modificá-las. No caso de conversão da separação judicial

em divórcio, por pedido de um dos cônjuges em face do outro, assume a forma litigiosa, sendo

procedimento de jurisdição contenciosa.

O novo Código Civil trouxe alteração ao permitir a concessão do divórcio sem que haja prévia partilha de

bens, conforme estabelece o art. 1.581, do Código Civil. Não há necessidade de fase conciliatória no

processo de conversão. O Ministério Público será necessariamente ouvido, pois se trata de ação de estado,

referente a casamento.

No divórcio indireto litigioso, uma das partes oferece contestação e a ação segue o procedimento ordinário.

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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DIVÓRCIO DIRETO

Resulta de um estado de fato, autorizando a conversão direta da separação de fato por mais de dois anos

consecutivos, desde que comprovada, em divórcio, sem que haja prévia separação judicial, havendo pedido

de um, será litigioso, ou de ambos os consortes, será consensual.

Efeitos do divórcio: a sentença depois de registrada no Registro Público competente, produz os seguintes

efeitos:

- Dissolução do vínculo conjugal;

- Fim dos deveres recíprocos dos cônjuges;

- Extinção do regime de bens e do direito sucessório dos cônjuges;

- Possibilidade de novo casamento aos divorciados;

- Impossibilidade de reconciliação (se quiserem restabelecer a união terão que contrair novo casamento);

- Subsistência da obrigação alimentícia ao ex- consorte que dela necessitar, que cessará se houver renúncia

ou novo casamento do ex-cônjuge credor;

- Perda do direito de usar o nome do cônjuge se assim estiver consignado na sentença de separação judicial.

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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