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AULA 9
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Aula 9: Inflação e Setor Público

ECONOMIA – ANDREA SAMPAIO VIANNA
Rio de Janeiro, 11 de Junho de 2011
AULA 9
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 Compreender o que é inflação e os seus tipos.
Entender as consequências da inflação na economia.
Entender a importância da participação do setor público na economia e suas consequências.

OBJETIVOS DA AULA 9

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AULA 9
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Não é qualquer aumento de preço que chamamos de inflação.

Os índices de preços permitem medir a inflação ocorrida durante determinado período, por exemplo, do 1º. ao último dia do mês, ou em uma quinzena.
Há muitos índices que captam a variação dos preços; o governo usa o IPCA (Indice de Preços ao Consumidor Ampliado) como base para formular as políticas econômicas e acompanhar a evolução da inflação no país.
AULA 9
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O QUE É A INFLAÇÃO?
A inflação ocorre se houver uma alta geral de preços de bens e serviços, ou pelo menos de preços de bens essenciais à cadeia produtiva do país. O aumento deve ser contínuo no tempo observado, pois a inflação é um processo.

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AULA 9
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O índice que mede a inflação de um determinado mês, é divulgado logo ao início do mês seguinte. Se o índice detectar aumento de preços, chamamos de inflação. E se houver uma queda geral dos preços, ocorre deflação.
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Inflação de demanda
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TIPOS DE INFLAÇÃO
Podemos distinguir 3 tipos de inflação, de acordo com o fator que seja a sua principal causa:
Inflação de custos
Inflação inercial

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AULA 9
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Fatores que elevem a DA do país podem acarretar inflação, se a oferta agregada (a produção) não acompanhar o ritmo da DA: ocorre um desequilíbrio que força os preços para cima.
	Dentre os fatores que podem estimular a DA estão a redução dos juros, ou a alta de gastos do governo (dentre outros).
	

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INFLAÇÃO DE DEMANDA
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A inflação de demanda é causada por um excesso de DEMANDA, em relação à oferta disponível de bens e serviços em diversos setores da economia.
E por que a oferta agregada não acompanha a demanda? Pode ser que não haja recursos suficientes para aumentar a produção, ou que o investimento para ampliar a capacidade produtiva demore a amadurecer.

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Fatores que podem gerar inflação de custos: aumento do preço do petróleo, ou da energia elétrica. Até mesmo os aumentos salariais podem causá-la, se os empresários repassarem o custo maior com os funcionários aos preços de suas mercadorias.	

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INFLAÇÃO DE CUSTOS
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Essa inflação independe do nível da demanda por bens e serviços; é causada pelo repasse de um aumento dos custos de produzir/comercializar, para o preço final dos bens e serviços. Também é chamada de inflação de oferta, porque o motivo do aumento de preços vem pelo lado da oferta.

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Por exemplo, acontece inflação de 2% em janeiro porque o preço do petróleo aumentou naquele mês. Em fevereiro, é divulgado o IPCA de janeiro, e as empresas elevam seus preços em 2%. Ora, isso causa inflação de 2% em fevereiro.
O que ocorre em março? O IPCA relativo a fevereiro mede inflação de 2%, e todos reajustam novamente seus preços. É um movimento causado pelo que aconteceu no passado, e que persiste se os reajustes não forem eliminados.
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INFLAÇÃO INERCIAL
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Já a inflação inercial é a perpetuação de uma inflação ocorrida no passado. Ela ocorre devido aos reajustes de preços, aluguéis e outros, que é feito com base nos índices de inflação. Esses reajustes são chamados de indexação.

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ALGUNS EFEITOS DA INFLAÇÃO
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Causa distorções nos preços relativos dos produtos; por exemplo, a água pode custar mais caro que a aguardente. Isso atrapalha a capacidade das empresas de fazerem estimativas de custos e de vendas; adia o investimento produtivo.

Piora a distribuição de renda, pois as classes mais pobres não têm sobra de renda para aplicar em ativos corrigidos pela inflação.

Gera expectativas de alta da inflação no futuro, o que leva os empresários a aumentarem seus preços “preventivamente”.

Pode afetar as contas do governo, pois há defasagem temporal entre o pagamento de impostos e seu recolhimento aos cofres públicos.

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Em uma economia de mercado, a alocação de recursos para produção de bens / serviços é feita através da interação entre oferta e demanda. Em boa parte dos casos, o jogo de mercado promove uma alocação eficiente; entretanto, podem acontecer “falhas de mercado” que impeçam essa eficiência, o que torna necessária a intervenção do governo.

Algumas falhas de mercado:
a existência de bens que não atendem ao princípio da exclusão;
externalidades;
desemprego e inflação.
Além disso, a distribuição de renda promovida pelo mercado pode não ser aquela que seria socialmente justa.

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A ATUAÇÃO DO SETOR PÚBLICO
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AULA 9
AS FUNÇÕES DO GOVERNO
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A intervenção do governo se faz no grau necessário para corrigir essas falhas, e pode ser resumida em 3 grandes funções:
Alocativa:

 fornecimento
 de bens
públicos
2. Distributiva:

ajustes na
distribuição
de renda
3. Estabilizadora:

alcançar alto
nível de emprego,
estabilidade dos
preços e taxa
apropriada
 de crescimento
econômico

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A FUNÇÃO ALOCATIVA
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Está relacionada ao fornecimento de bens públicos ou bens meritórios, também chamados de “semi-públicos”.
O que são bens públicos?
Bens cuja produção/distribuição não é adequadamente ofertada pelo mercado; não atendem ao “princípio da exclusão”. Isso significa que seu consumo por um indivíduo não prejudica o consumo daquele mesmo bem por outras pessoas. Ex.: iluminação das ruas; a defesa nacional.
O que são os bens meritórios?
Bens cujo fornecimento está relacionado a valores morais/éticos daquela sociedade, cuja produção pode até atrair o interesse da iniciativa privada, mas sua provisão precisa ser garantida pelo governo. Ex.: saúde, educação

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A FUNÇÃO ALOCATIVA
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A função alocativa também abrange a atuação do governo em setores/bens que envolvam externalidades.
O que são EXTERNALIDADES?
Situações em que a ação de um indivíduo ou empresa afeta direta ou indiretamente outros agentes do sistema econômico. Se esta ação implica benefícios a outros indivíduos ou firmas da economia, ela gera “externalidades positivas” (como a preservação do meio ambiente). Em caso contrário, gera “externalidades negativas” (como uma fábrica poluidora que elimina resíduos sem tratar).
O governo pode lidar com as externalidades através de regulamentação, desestimulando com multas as externalidades negativas; ou concedendo isenções de impostos a quem gerar externalidades positivas.

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A FUNÇÃO DISTRIBUTIVA
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Através das transferências e tributos, o governo pode promover uma redistribuição da renda, tributando em maior medida os indivíduos das camadas de renda mais alta, e subsidiando os indivíduos de baixa renda.	
Como o governo exerce a função distributiva?
Usando as políticas macroeconômicas, principalmente a política fiscal, que veremos adiante, e a política de rendas. A política de rendas, em sentido estrito, consiste na intervenção direta do governo em preços/ salários. Ex.: tabelamento de preços, fixação do salário mínimo.

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Observe que se o governo quiser gerar maior crescimento e emprego, vai estimular a demanda agregada, adotando por exemplo uma política monetária expansiva (redução dos juros).
Se a prioridade for combater a inflação, o governo vai reduzir a demanda agregada, o que pode ser feito com política monetária restritiva (aumento dos juros), entre outras.

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A FUNÇÃO ESTABILIZADORA
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Consiste na intervenção do governo nas flutuações de algumas variáveis econômicas fundamentais, como o nível geral de preços, o produto e o emprego. Para tal, o governo age sobre a demanda agregada, objetivando altas taxas de crescimento e de emprego, com baixa inflação.

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A POLÍTICA FISCAL é outro instrumento de grande peso, usado pelo governo para influenciar a demanda agregada e cumprir suas 3 funções.
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A POLÍTICA FISCAL
A política fiscal consiste