PLANEJAMENTO ESCOLAR_1  (2010)
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PLANEJAMENTO ESCOLAR_1 (2010)

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de unidade, pois o processo de ensino e aprendizagem se compõe de uma seqüência articulada de fases:

Preparação e apresentação dos objetivos, conteúdos e tarefas.

Desenvolvimento da matéria nova.

Consolidação (fixação, exercícios, recapitulação, sistematização).

Síntese integradora e aplicação.

Avaliação.

Isto significa que não devemos preparar uma aula, mas um conjunto de aulas.

7.1 Como elaborar um plano de aula?

O primeiro passo é indicar o tema central da aula. Exemplo: matéria-prima e produto.

A seguir devem-se estabelecer os objetivos da aula.
Exemplo: Ao final das atividades propostas o aluno será capaz de:

Identificar matéria-prima e produto
Compreender os processos de transformação de matéria-prima em produto, relacionando com as questões ambientais.
Destacar as principais indústrias de seu município e a origem das matérias primas.

Listar produtos transformados de matéria-prima, utilizados no seu cotidiano.

Em terceiro lugar indica-se o conteúdo que será objeto de estudo.
Exemplo:

Matéria-prima.

Produto.

Matéria-prima e sua procedência.

As indústrias do município.

Em quarto lugar estabelecem-se os procedimentos e recursos de ensino, isto é, estabelecem-se as formas de utilizar o conteúdo selecionado para atingir os objetivos propostos.
Nesse caso, por exemplo, para o aluno identificar matéria-prima, produto e processos de transformação, pode-se programar com eles uma excursão a uma indústria. Assim, o professor pode planejar uma excursão como ponto de referência para ele próprio, mas não deve dar o planejamento pronto aos alunos. Proceder a orientações quanto a conceitos básicos que os alunos devem dominar antes da visita. Deverá, sim, estimula-los para que, com seu auxílio, planejem a excursão. Para isso procurará levantar com seus alunos as questões mais interessantes e sobre as quais gostaria de obter respostas, como, por exemplo:

Nome da fábrica.

Endereço da fábrica. (área industrial, urbana...)
Número de operários da fábrica.

Diferentes tipos de funções dentro da fábrica.

Salários.

Matéria-prima e sua procedência.

Produtos fabricados.

Utilidade dos produtos.

Qualificação profissional das pessoas que trabalham na fábrica.
Como a fábrica faz a preservação ambiental.

Existem programas de qualidade de vida para os operários e programa sociais.

Em quinto lugar, no dia seguinte ao da visita, deve-se fazer uma síntese integradora das informações colhidas pelos alunos. Além disso, outras atividades complementares poderão ser desenvolvidas. Assim, aproveitando a experiência adquirida com a excursão, cada aluno poderá individualmente entrevistar uma pessoa que trabalha em alguma fábrica e obter dela as seguintes informações:

Em que fábrica esta pessoa trabalha.

Qual a função que desempenha e sua formação escolar.

Número de operários que trabalham na fábrica.

Que a fábrica produz.

Material usado na fabricação dos produtos.

Como a empresa preserva o meio ambiente.

Ao retornarem das entrevistas o professor deve proporcionar um espaço para troca de idéias, onde cada aluno expõe o achou interessante em sua entrevista, estabelecendo um paralelo com os relatos dos colegas, onde o professor fará a mediação do processo de discussão.

Em sexto lugar, o professor proporciona a consolidação com atividades variadas, que pode ser realizada no decorrer do processo e não apenas em um momento específico.

Outra atividade que pode ser desenvolvida consiste em investigar que matéria-prima é utilizada na fabricação de uma série de objetos usados pelo próprio aluno, como sapatos, lápis, bola, caderno, livro, etc.
Finalmente, o planejamento da aula deve prever como será feita a avaliação. No exemplo que estamos considerando, não podemos propor apenas questões do tipo:

Que é produto?

Que é matéria-prima?

Que é indústria?

Procedendo dessa maneira, estamos avaliando apenas se o aluno memorizou essas definições. Precisamos, nesse caso, propor situações de avaliação que possibilitem verificar se o aluno realmente é capaz de identificar o produto e matéria-prima em situações novas. Poderíamos, por exemplo, propor as seguintes situações de avaliação:

Solicitar que os alunos recortem de jornais e revistas nomes e figuras de matérias-primas para que o aluno indique os produtos que podem ser fabricados a partir delas.

Dar uma relação de produtos conhecidos do aluno para que ele indique a matéria-prima da qual é feito cada um deles, podendo montar jogos da memória a partir da seleção.
Aplicar ao aluno uma série de com questões variadas, para que ele assinale as proposições que correspondam ao conceito de produto e/ou matéria-prima.

Apresentar um texto para que o aluno o interprete e indique o que é produto e/ou matéria-prima.

7.2 Vamos revisar o nosso planejamento:

Releia os objetivos gerais da matéria.

Verifique a seqüência no plano de ensino.

Observe se os alunos estão preparados para o estudo deste conteúdo novo.

O desdobramento do tópico da unidade possui uma seqüência lógica.

Os objetivos específicos estão de acordo com a proposta do plano anual, bimestral...

A idéia central do tópico está clara no conteúdo programado.
O número de aulas é suficiente para o tema proposto.
O desenvolvimento metodológico e interessante e estimula a participação ativa do aluno e prevê:

Preparação e introdução do assunto.

Desenvolvimento e estudo ativo do assunto.
Sistematização e aplicação.

Tarefas de casa.
Foi previsto a avaliação diagnóstica, formativa e somativa, isto é, no início, durante e no final das atividades.
Sabemos que o êxito dos alunos não depende unicamente do professor e de seu método de trabalho, pois a situação docente envolve muitos fatores de natureza social, psicológica, o clima geral da dinâmica da escola, etc. Entretanto o trabalho docente tem um peso significativo ao proporcionar condições efetivas para o êxito escolar dos alunos.

Ao fazer a avaliação das aulas, convém ainda levantar questões como estas:

Os objetivos e conteúdos foram adequados à turma?

O tempo de duração da aula foi adequado?

Os métodos e técnicas de ensino foram variados e oportunos para suscitar atividade mental e prática dos alunos?

Foram feitas avaliações da aprendizagens dos alunos no decorrer das aulas (formais e informais)?

O relacionamento professor-aluno foi satisfatório?

Houve uma organização segura das atividades, de modo a ter garantido um clima de trabalho favorável?

Foram propiciadas tarefas de estudo ativo e independente dos alunos?
Os alunos realmente consolidaram a aprendizagem da matéria, num grau suficiente para introduzir matéria nova?

	Anotações:

	

	

	

7.3 Modelos de plano de aula:

7.3.1 – Modelo de Nelson Piletti:

	Tema central:

Objetivos:

Conteúdo:

	Procedimentos de ensino
	Recursos
	Procedimentos de avaliação

	

	
	

7.3.2 Modelo de José Carlos Libâneo (Pedagogia crítico-social dos conteúdos):

	Escola: Disciplina: Data:

Série: Professor:

	Unidade didática:

	Objetivos Específicos
	Conteúdos
	Nº aulas
	Desenvolvimento Metodológico

	

	
	
	Preparação:

Introdução do assunto:

Desenvolvimento e estudo ativo do assunto:

Sistematização e aplicação:

Tarefas para casa:

	Avaliação:

	Referencial teórico:

7.3.3 Modelo de Imídeo Nérice (tecnicista):

1 Cabeçalho

2 Objetivos

3 Motivação

4 Desenvolvimento da aula

Revisão da aula anterior e articulação com a experiência passada do aluno.

Assunto novo.

Síntese ou resumo

5 Procedimentos didáticos:

Técnicas de ensino a empregar

Material didático a ser usado

Atividades previstas para os alunos

Fixação, integração e avaliação

Tarefas

6 Notas complementares:

Enriquecimento do vocabulário

Questão proposta para reflexão

Assunto provável da próxima aula

Bibliografia

7 Crítica da aula

O que não foi realizado?

Por quê?

Que deve passar para a aula seguinte e o que deve ser reelaborado?

Como melhorar a aula?

Observações e ocorrência durante a aula.

7.3.4 Modelo simplificado: