12 - Teniasecisticercose.hymenolepis. echinococcus
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12 - Teniasecisticercose.hymenolepis. echinococcus

Disciplina:PROCESSOS GERAIS DE AGRESSÃO E DEFESA DO ORGANISMO56 materiais198 seguidores
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Taenia saginata e
Taenia solium

Teníase e Cisticercose

• Etiologia

Teníase: presença da forma adulta da Taenia solium ou T. saginata no
intestino delgado do homem (hospedeiro definitivo)

Cisticercose: presença da larva nos tecidos de seus hospedeiros
intermediários (suíno e bovino) e eventualmente o homem e cão (C.
cellulosae)

Morfologia – Verme adulto

Escólex: pequena dilatação na extremidade mais
delgada do helminto, destinada a fixação do parasito no

seu habitat intestinal.

Ventosas

Acúleos

Taenia solium T. saginata

Colo: porção mais delgada do corpo, onde as células do
parênquima estão em intensa atividade multiplicadora –

zona de crescimento

Colo

Estróbilo: corpo do verme, dividido em proglotes

Formas EvolutivasFormas Evolutivas

Taenia solium

• 1 a 4 metros;
• escólex com 4 ventosas,
com um rostro armado com

dupla hélice de acúleos;
• 700 a 900 proglotes;
• Ramificações uterinas
pouco numerosas;
• Proglotes eliminadas de
forma passiva;

Taenia saginata

• 4 a 10 metros;
• escólex com 4 ventosas;
• 1000 a 2000 proglotes;
• Ramificações uterinas
numerosas;
• Proglotes eliminadas
ativamente;

Taenia saginata

Ovo

• praticamente iguais;
• forma ovóide (30-40 µm de diâmetro);

• cor marrom; inteiro:

• massa de grânulos com 3 pares de acúleos;
• casca: prismas quitinosos cimentados.

Oncosfera

Embrióforo

Ovos de Taenia

Transmissão

a. AUTO-INFECÇÃO EXTERNA: Homem elimina proglotes - os ovos
da sua tênia são levados à boca pelas mãos contaminadas.

b. AUTO-INFECÇÃO INTERNA: Durante vômitos ou movimentos
retroperistálticos do intestino - as proglotes da T. solium poderiam

ir até estômago - depois voltariam ao intestino delgado - liberando
as oncosferas (embrião).

c. HETERO-INFECÇÃO: Homem ingere, juntamente com alimentos
contaminados, ovos da T. solium de outro paciente.

• Homem parasitado elimina proglotes grávidas meio
exterior � ovos solo � H.I ingere ovos � estômago �

oncosferas liberadas intestino � corrente circulatória �
orgãos e tecidos organismo � cisticercos � verme

adulto

Ciclo EvolutivoCiclo Evolutivo

Taenia saginata

1 proglote – 80.000 ovos
Paciente – 700.000 ovos/dia

Cisticercose:

a) Embrião hexacanto só abandona o embrióforo no
interior do intestino do hospedeiro intermediário.

b) A oncosfera penetra na parede intestinal e ganha a
circulação sangüínea.

c) Oncosfera é levada ao tecido conjuntivo dos músculos
esqueléticos e cardíaco.

Taenia solium

Proglote – 30.000 – 50.000 ovos
Hospedeiro intermediário – porco
Hospedeiro definitivo – homem
Ciclo Biológico semelhante ao de T. saginata

* Larva cisticercóide permanece na musculatura do suíno
por longos anos; talvez toda a vida.

Patogenia

Teníase

• Estudos anatomopatológicos não revelam produções de
lesões a nível de mucosa intestinal

• Frequentemente assíntomática

• O paciente torna-se consciente do parasitismo após ter
sido constatado por ele a expulsão de proglotes

(comportamento psicológico no quadro clinico)

Taenia saginata

Casos sintomáticos:

• Dor abdominal
• Naúsea
• Fraqueza
• Perda de peso
• Cefaléia
• Apetite aumentado
• Constipação intestinal
• Diarréia
• Prurido anal

Prurido ou sensação anal!!

Descoberta das proglotes

Taenia solium

• Produz uma forma de teníase menos evidente que a T.
saginata

• Não ocorrem complicações devida aos vermes adultos

• Formas assíntomáticas e benignas são mais frequentes

• Gravidade desta tênia decorre de ser o homem H.D e H.I

• CISTICERCOSE

Diagnóstico

• Encontro de proglotes nas fezes (T. solium)

• Encontro de proglotes nas fezes e, também, roupas de
cama ou roupas intimas (T. saginata)

• Pesquisa de proglotes nas fezes

• Diagnóstico de espécies pela diferenciação do útero e
suas ramificações

**** Durante os três primeiros meses não há eliminação de
proglotes ou de ovos

• Pesquisa de ovos nas fezes

• Pesquisa de ovos com fita adesiva (90% eficaz para
infecções por T. saginata)

• Imunodiagnóstico

Hemaglutinação indireta e
Imunofluorescência indireta

Tratamento

• Niclosamida (Cestocid, Devermin): Em infecções por T.
solium é conveniente administrar previamente um

antiemético e duas horas após uma purga
• Praziquantel (Biltricid, Cisticid): não recomendado para

T. solium se houver cisticercose concomitante
• Mebendazol
• Sementes de abóbora: Especialmente para gestantes e

crianças. Triturar 200 a 400 gramas de sementes e
administra-las misturadas com mel ou xarope de frutas

Cisticercose Humana
• Presença de formas larvárias de Taenia (cisticercos)

parasitando tecidos do homem

Ação patogênica:

• Compressão mecânica e o deslocamento de tecidos ou
estruturas decorrentes da localização e crescimento do
cisticerco, podendo obstruir, por exemplo, o fluxo normal
de líquidos orgânicos

• Processo inflamatório que geralmente envolve o parasito
e pode estender-se a tecidos vizinhos

• Provoca lesões graves no homem

Neurocisticercose
Cisticercose ocular

Cisticercose disseminada

Manifestações clínicas e patologia :

• Localização
• Número de parasitos
• Estágio de desenvolvimento
• Característica orgânica do paciente

Cisticerco

Neurocisticercose

� leptomeninge e córtex *** Cerebelo e medula espinhal são raros

• Cisticerco está maduro aos seis meses, após morre desenvolve
processo inflamatório e calcifica-se!!

• Dores de cabeça com vômito
• Ataques epileptiformes
• Desordem mental
• Alucinações
• Hipertensão intracraniana

demência por
neurocisticercose

Cisticercose cardíaca

• Palpitações
• Ruídos anormais
• Apnéia

Cisticercose ocular
• Cisticerco penetra através dos vasos da coróide,

instalando-se na retina

• Provoca deslocamento da retina ou perfuração desta,
atingindo o humor vítreo

• Conseqüências: Reação inflamatória; Perda parcial ou
total da visão; O parasita não atinge o cristalino mas
pode levar a sua opacificação.

Cisticercose muscular ou subcutânea

• Provoca pouca alteração
• Reação local
• Dor muscular devido a morte e calcificação do parasito

• Fadiga
• Cãibras

Cisticercos em língua

Cisticercos em tecido subcutâneo

Cisticercose muscular

Cisticercos em tecido subcutâneo

Neurocisticercose – cistos calcificados

Cisticercose na carne para
consumo humano

Diagnóstico Clínico

• Praticamente impossível sem exames laboratoriais

• Neurocisticercose� sintomas iguais a sífilis cerebral,
tumores, epilepsia, psicopatias etc...

• Exame físico

• Anamnese

Diagnóstico Laboratorial

Exame de liquor:

• Hipercitose discreta (5 a 50 células)
• Aumento de proteínas totais
• Pressão intracraniana aumentada ou normal
• Liquor límpido e incolor
• Eosinofilia

Imunológico:

• Detecta anticorpos anticisticercos no soro, LCR, humor
aquoso:

• Reação de Fixação do Complemento;
• Hemaglutinação Indireta;
• Reação Imunoenzimática (Elisa);
• Reação Imunofluorescência do LCR.

Profilaxia Teníase/Cisticercose

• Saneamento
• Educação sanitária
• Melhoria das condições sócio-econômicas
• Assistência aos manipuladores de alimentos
• Filtração/fervura da água
• Criação de gado bovino e suíno em condições

adequadas
• Controle e inspeção de matadouros

Tratamento da Neurocisticercose

• Cirurgia
• Quimioterapia (praziquantel)
• Corticosteróides
• Albendazol

Echinococcus granulosus

Hidatidose

HIDATIDOSE
AGENTE ETIOLÓGICO: Echinococcus granulosus

DESCRIÇÃO:

Grande incidência em região de criação de carneiros.

• Forma adulta →→→→ cães.

• Forma larvária (CISTO HIDÁTICO) →→→→ ovelhas →→→→
bovinos e suínos.

• Brasil: casos de hidatidose humana e animal
principalmente no RS.

• Maior prevalência no mundo: Argentina, Uruguai e
Chile.

· No homem: ingestão de ovos das fezes de cães
infectados

- Prejuízo pelo descarte de vísceras
contaminadas dos animais.

- Custo hospitalar dos pacientes: cirurgia.

· É endêmica: Argentina, Brasil (RS), Chile, Peru
e Uruguai.

MORFOLOGIA:

a) Verme adulto: 3 a 5 mm

a. Escólex globoso com 4 ventosas e um rostro
armado.

b. Colo curto.

c. Corpo: