PODER EXECUTIVO
6 pág.

PODER EXECUTIVO

Disciplina:Direito Constitucional I5.151 materiais355.112 seguidores
Pré-visualização3 páginas
(suspende tbm a prescrição). Terminado o mandato, a ação penal volta a correr.

a.3) Crimes que o PR praticou DURANTE O MANDATO mas SEM RELAÇÃO COM FATO DELE SER PR (crime praticado como cidadão comum): Essa ação penal poderá ser ajuizada no STF (já que o crime foi praticado quando ele já era PR) mas o STF terá que SUSPENDER O PROCESSO ATÉ QUE TERMINE O MANDATO DO PR.

b) IMUNIDADE FORMAL RELATIVA EM RELAÇÃO À PRISÃO (art. 86, §3º, CF)
- O PR não pode sofrer PRISÃO EM FLAGRANTE nem PRISÃO CAUTELAR, SÓ PODE SER PRESO POR UMA DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO

* Vamos ver que os Governadores e Prefeitos também são CHEFES DE GOVERNO. Os privilégios que o PR enquanto Chefe de Estado só ele tem (Governadores e Prefeitos não têm). Já os privilégios que o PR tem enquanto Chefe de Governo, em algumas situações, são extensíveis aos Governadores e Prefeitos

3.5.2. GARANTIAS INSTITUCIONAIS DO PRESIDENTE ENQUANTO CHEFE DE GOVERNO
Prerrogativa de foro no STF (art. 102, I, b, e 86, caput, CF) sempre e exclusivamente pela prática de CRIME. Não existe foro privilegiado em razão de infração civil ou improbidade administrativa
Prerrogativa de foro no Senado Federal (art. 52, I e 86, caput, CF) por crime de responsabilidade
LICENÇA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS para (1) recebimento da denúncia pelo STF e (2) instauração do processo de impeachment pelo Senado (art. 51, I, CF)

	Ambos são crimes funcionais que o PR praticou no cargo ou em razão dele (*)
	RESPONSABILIDADE DO PR NA PRÁTICA DE INFRAÇÃO PENAL COMUM (art. 102, I, b e 86, CF)

	RESPONSABILIDADE DO PR NA PRÁTICA DE CRIME DE RESPONSABILIDADE (art. 85, CF e Lei 1079/50)
* O processo é político, não existe
processo jurisdicional

	Conceito e abrangência
	Infrações penais comuns praticadas in officio ou propter officium :
Crime comum
Crime eleitoral ou
Contravenção penal

	- Crimes de responsabilidade (ou infrações político-administrativas)
- Previsão: art. 85, CF regulamentada pela Lei 1079/50. O Presidente do STF preside a sessão de julgamento no SF mas ele não vota

	Denúncia
	- Oferecida pelo PGR se ação penal pública
* Se for uma ação penal privada, o ofendido poderá ajuizar ação contra o PR
	- Oferecida por qualquer cidadão no exercício do direito de petição (5º, inc. XXXIV, a, CF)
 Cidadão oferece denúncia

	Juízo de admissibilidade da acusação
	CD por maioria de 2/3 (art. 51, I, CF)
 513 no total (**)

	CD por maioria de 2/3 (art. 51, I, CF)

	Prerrogativa de foro (foro privilegiado)
	STF (art. 102, I, b, CF)

	Senado Federal (art. 52, I, CF)

	Efeitos da condenação
	- Legislação penal
- Art. 15, III, CF >> A CONDENAÇÃO CRIMINAL ACARRETA SUSPENSÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS >> Em razão dessa suspensão, não poderá mais ser PR (= perde o cargo)
	- Para condenação, a CF exige maioria de 2/3 no SF (art. 52, §único, CF):
1) Perda do cargo
2) Inabilitação para o exercício de qq função pública por 8 anos

	
	* São PROCESSOS INDEPENDENTES. O ex-PR Fernando Collor foi processado nas 2 instâncias (STF e SF) porque, muitas vezes, a mesma conduta é tipificada como crime comum e como crime de responsabilidade. Como são instâncias independentes, o ex-PR foi absolvido no STF por falta de provas e condenado no SF.

(*) porque se for um crime estranho, como já dito, o processo será suspenso até o término do mandato
(**) A CD faz o JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE DA ACUSAÇÃO, que é um JUÍZO POLÍTICO. Se a CD entender que o PR é culpado mas que processá-lo causará grande prejuízo ao país, pode não dar a licença tanto para o STF como para o SF.

 Conseqüência do recebimento da denúncia pelo STF e instauração do processo pelo Senado: A partir do momento em que o STF recebe a denúncia ou o SF instaura o processo de impeachment, O PR É SUSPENSO DO EXERCÍCIO DE SUAS FUNÇÕES (art. 86, §1º, CF) >> Essa suspensão não é uma pena, é uma medida cautelar (evita que o PR atrapalhe o processo) >> Mas essa suspensão tem PRAZO: Se o processo instaurado no STF ou SF não for concluído dentro de 180 dias, o PR volta ao exercício de suas funções (art. 86, §2º, CF)

3.7. MINISTROS DE ESTADO
a) Requisitos constitucionais para o exercício do cargo (artigos 87, caput e 12, §3º, VII, CF): Brasileiro, maior de 21 anos e pleno exercício dos direitos políticos
 O ÚNICO MINISTRO QUE TEM QUE SER BRASILEIRO NATO É O MINISTRO DE ESTADO
 Livre nomeação e exoneração
b) Atribuições (art. 87, §único, CF): A principal competência dos Ministros é a competência para dar a chamada “REFERENDA MINISTERIAL” >> Significa que qq ato do PR (seja LD, MP, decreto) tem qeu ser referendado pelo Ministro da respectiva pasta. Com a referenda, o Ministro assina junto com o PR. Essa referenda tem a finalidade de estabelecer uma RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA entre o Ministro e o PR por aquele ato >> Se o Ministro se recusar a dar a referenda, ele pode ser exonerado. A ausência de referenda gera NULIDADE DO ATO PRESIDENCIAL? Não. A única finalidade é estabelecer a responsabilidade solidária.
c) A convocação de Ministros pelo Poder Legislativo (art. 50, CF): A ausência INJUSTIFICADA a essa audiência pode gerar CRIME DE RESPONSABILIDADE do Ministro de Estado
d) A responsabilidade dos Ministros de Estado: Os Ministros têm prerrogativa de foro no STF e no SF
STF: (1) infração penal comum e (2) crime de responsabilidade praticado SOZINHO >> responde em um processo penal no STF
Senado Federal: crime de responsabilidade conexo com o do Presidente ou Vice-Presidente >> Sofrerão processo (político) de impeachment = ao processo de impeachment do PR
* Cuidado!
Quando o STF for processar o Ministro, NÃO É NECESSÁRIA A LICENÇA DA CÂMARA
Para o SF instaurar processo de impeachment depende de licença da CD

4. PODER EXECUTIVO ESTADUAL (art. 28, CF)

4.1. GOVERNADOR e VICE-GOVERNADOR
a) Requisitos constitucionais para o exercício do cargo (art. 14, §3º, CF):
 Idade mínima de 30 anos e não precisa ser brasileiro nato
b) Sistema eleitoral majoritário em 2 turnos (art. 28, caput,CF)
c) O Governador pode assumir outro cargo ou função na administração pública direta ou indireta? (arts. 28, §1º + 38, I, IV e V, CF)
Não.
Exceção: Pode assumir desde que seja um CARGO EFETIVO (aquele cargo cuja nomeação depende de aprovação em concurso). Ex: Se o Governador for aprovado em um concurso para AGU, ele pode tomar posse no cargo de AGU. Mas se ele quiser continuar a ser Governador, ele tem que se LICENCIAR do cargo público efetivo.

4.2. A RESPONSABILIDADE DO GOVERNADOR (aplicação do princípio da simetria)

 As garantias institucionais do Governador enquanto CHEFE DE GOVERNO:

a) Prerrogativa de foro (foro privilegiado) no STJ (art. 105, I, a, CF) e no Tribunal Misto composto por deputados e desembargadores (art. 78, da Lei 1079/50)
 Tribunal misto: julga o Governador pela prática de CRIME DE RESPONSABILIDADE
 STJ: julga o Governador pela prática de CRIME PENAL COMUM (qq infração penal comum: seja a estranha, seja a funcional >> Diferente do que ocorre com o PR). Ex: Crime comum, crime eleitoral, contravenção = responde no STJ

b) Licença da Assembléia Legislativa por maioria de 2/3 para recebimento da denúncia no STJ e instauração do processo de impeachment

	
	RESPONSABILIDADE DO GOVERNADOR NA PRÁTICA DE INFRAÇÃO PENAL COMUM
(art. 105, I, a, CF)

	RESPONSABILIDADE DO GOVERNADOR NA PRÁTICA DE CRIME DE RESPONSABILIDADE
(Lei 1079/50, Súmula 722, STF, ADI 2220 e HC 80511/MG)

	Conceito e abrangência
	Infrações penais comuns (crime comum, crime eleitoral ou contravenção penal)

	Infrações político-administrativas tipificadas na Lei 1079/50

	Denúncia
	- Oferecida pelo PGR no STJ, se ação penal pública (art. 37, I, e 48, II, Lei Complementar 75, de 1993)

	- Oferecida por qualquer cidadão no exercício do direito de petição (5º, inc. XXXIV, a, CF)

	Juízo de admissibilidade da acusação
	- Assembléia Legislativa por maioria de 2/3

	- Assembléia Legislativa por maioria de 2/3

	Prerrogativa de foro
	STJ
	Tribunal Misto composto por 5 deputados estaduais e 5 desembargadores sob a Presidência do Presidente do TJ (art. 78, §3º, Lei 1079/50)