Sociologia J. - Anotação (9)
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Sociologia J. - Anotação (9)

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PREPARATÓRIO PARA OAB

Professor: Dr. Carlos Toledo

DISCIPLINA: DIREITO ADMINISTRATIVO

Capítulo 3 Aula 2

ATOS ADMINISTRATIVOS

Coordenação: Dr. Carlos Toledo

01

Atos Administrativos - Outros Aspectos

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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Atributos dos atos administrativos

Atributos são qualidades, características. O ato administrativo costuma apresentar certas características

peculiares, próprias dele, que podem diferenciá-los dos atos dos particulares.

Os atributos que a doutrina costuma citar são:

- presunção de legitimidade

- imperatividade

- auto-executoriedade

Uma advertência: embora sejam citados sempre conjuntamente nos manuais, isso não quer dizer que

estejam sempre presentes. Com exceção da presunção de legitimidade, que é um atributo constante, os

demais podem ou não estar presentes em um ato administrativo.

Presunção de Legitimidade.

Já falamos desse atributo em aula anterior (Capítulo 2), ao estudar os princípios do Direito Administrativo,

pois ele também é tratado muitas vezes como um princípio. Na ocasião, explicamos que essa presunção é

uma decorrência lógica do princípio da legalidade estrita e é necessário ao próprio exercício da autoridade

pela Administração Pública.

Vamos apenas lembrar que essa presunção é juris tantum, isto é, relativa, admitindo que outra pessoa

comprove que esse ato é inválido, ilegítimo e merece ser anulado.

Esse atributo também não significa a irresponsabilidade da Administração, pois ela deve, ao sofrer qualquer

forma de controle de legalidade demonstrar a regularidade de seus atos, visto que também existe o dever de

transparência na atuação administrativa. Assim, tanto o parlamentar quanto o juiz podem requisitar

informações da Administração, para que possam fazer esse exame de legalidade.

Imperatividade

A imperatividade é uma caraterística dos atos em que a Administração exerce sua prerrogativa, o seu poder

de impor obrigações unilateralmente aos administrados.

Aula 2

02

Exemplos de atos dotados de imperatividade:

Obrigações de fazer:

- A instalação de um equipamento obrigatório Ex: O cinto de segurança e o extintor do carro;

- O parcelamento e a edificação compulsórios de terrenos urbanos;

- A apresentação dos registros contábeis do estabelecimento.

Obrigações de não-fazer:

- O embargo da obra irregular;

- A suspensão das atividades irregulares de uma empresa;

- O desfazimento de uma fusão entre sociedades que seja considerada abusiva.

Obrigações de pagar:

- O lançamento do tributo;

- A imposição de multa.

Obrigações de suportar:

- Submeter-se à fiscalização;

- Sofrer a apreensão, perda ou expropriação de bens;

- Sofrer a constituição de servidão, etc.

Os atos dotados de imperatividade são os atos mais típicos da Administração, pois neles ela exerce aquele

Poder de que foi dotada pela coletividade, para atuar em prol do seu interesse. É o que a doutrina chama de

"poder extroverso" da Administração, a capacidade dela interferir na esfera jurídica de outras pessoas,

criando para elas obrigações.

Mas é importante lembrar que existem outros atos administrativos não dotados de imperatividade. Exemplo

de atos não dotados de imperatividade: um edital de licitação (visto que ninguém é obrigado a participar do

certame), a concessão de um benefício (uma autorização, uma comenda, etc.), a emissão de uma certidão,

etc.

Auto-Executoriedade

Além de poder impor obrigações de maneira unilateral, a Administração pode, em determinadas hipóteses,

constranger diretamente o particular ao cumprimento desta obrigação ou executá-la diretamente, de

maneira forçada, sem a intervenção do Poder Judiciário. A isso chamamos de auto-executoriedade.

É, evidentemente, um instrumento excepcional. Ele é admitido somente nas situações em que o interesse

público não pode ficar à espera da propositura e apreciação de uma demanda judicial e depende de

autorização implícita ou explícita da lei.

Além disso, a auto-executoriedade deve ser sempre aplicada na medida certa para evitar aquele perigo ou

aquela lesão ao interesse público, respeitando-se o princípio da proporcionalidade.

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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Exemplos de uso permitido da auto-executoriedade comuns no nosso direito positivo:

- a suspensão, interdição de ou intervenção em estabelecimento empresarial;

- a remoção ou destruição de coisas em situação irregular, ou que estejam oferecendo risco à segurança das

pessoas;

- a apreensão de bens e equipamentos utilizados em infração às normas da Administração;

- o arrombamento de residência, para prestar socorro, entre outras medidas de caráter urgente e impositivo.

Exemplos de situações em que não existe auto-executoriedade: a desapropriação de um bem de terceiro, a

execução de uma dívida tributária, são medidas que somente podem ser pleiteadas perante o Judiciário.

CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS

Atos gerais e atos individuais

Essa distinção se baseia na distinção entre destinatários determinados ou indeterminados do ato

administrativo.

Atos gerais são aqueles que não têm um destinatário certo: destinam-se a todos os que se enquadram na

situação nele definida. Ex.: edital de concurso.

Atos individuais são aqueles que têm destinatário certo, definido. Ex. a nomeação de um agente público.

Atos internos e atos externos

Aqui, a classificação tem por critério a repercussão dos atos.

Ato interno é aquele que somente produz efeitos no âmbito interno da Administração. Por exemplo, circulares

e portarias internas, ordens de serviços, relações de remessa, etc.

Ato externo é aquele que produz efeitos em relação a terceiros. Por essa razão, se costuma dizer que ele deve

ser obrigatoriamente publicado, visto que os interessados tem direito a conhecer o conteúdo de um ato da

Administração que vá atingir seus interesses.

Atos simples e atos complexos

Essa classificação é baseada no critério do número de vontades que participam para edição de um ato

administrativo.

Ato simples é aquele que depende apenas da vontade de um órgão para produzir seus efeitos. Ex.: a

nomeação de um Ministro pelo Presidente da República.

Dentro dos atos simples, há autores fazem a distinção entre: a) atos singulares: aqueles que são produzidos

por um só agente; b) atos colegiais: aqueles que são produzidos por vários agentes reunidos em um

colegiado.

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violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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Ato complexo é aquele que depende da vontade de mais de um órgão, ente ou Poder. Ex.: a nomeação dos

Ministros do Supremo Tribunal, pois depende da vontade de dois Poderes: o Presidente da República escolhe,

mas o Legislativo, no caso, o Senado, deve aprovar essa escolha.

Atos vinculados e atos discricionários

Essa é a classificação que distingue os atos administrativos conforme a liberdade, a margem de escolha do

agente ao praticá-los. Por