Resumo - Cap. 18 (GIDDENS  Anthony. Sociologia) - Turma B
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Resumo - Cap. 18 (GIDDENS Anthony. Sociologia) - Turma B

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crescimento dos subúrbios.
O deslocamento de pessoas com alta e média renda para fora da cidade significa a perda de receita e a concentração de pobreza na área urbana.
A oferta de imóveis na área urbana é menor que no subúrbio.
Na área urbana há maiores índices criminalidade e desemprego que no subúrbio.
Consequentemente, os serviços como previdência, escolas e bombeiros passam a demandar mais gastos.
Ciclo: quanto mais suburbanização pior tornam-se as cidades, o que incentiva a suburbanização.
A cidade acaba por concentrar males como o consumo abusivo de drogas, a violências, a falta de moradia, desemprego, intolerância étnica e acarretar a insuficiência de serviços públicos.
Os mais carentes tornam-se vítimas de mais crimes e tem de tolerar presença policial enérgica.
Conflito urbano
A cidade conforma expressões concentradas e, inclusive, intensificadas, de problemas sociais.
Tanto no RU como nos EUA a pobreza é um problema crescente. Em 1990 a população abaixo da linha de pobreza foi a mais alta já vista em 25 anos.
O que gera essas tensões estourarem em conflitos urbanos? A pobreza; a divisão étnica, principalmente o antagonismo brancos e negros; a criminalidade; e a insegurança.
Renovação Urbana
Como lidar com o enfraquecimento das áreas urbanas e o concomitante crescimento suburbano?
Oferecer incentivos e depender da iniciativa privada é um método ineficaz para resolver os problemas sócias básicos das áreas centrais.
Relatório da Força-Tarefa Urbana
A renovação urbana deve unir a revitalização das áreas urbanas com o desenvolvimento sustentável das áreas afastadas.
O início do século XXI apresenta três grandes oportunidades de mudança: A revolução tecnológica (novas formas de tecnologia de informação), a ameaça ecológica (necessidade do desenvolvimento sustentável), a transformação social (aumento da expectativa de vida e importância das escolhas na vida pessoal e profissional).
Propôs temas chave para a proteção da zona rural e promoção de áreas urbanas saudáveis:
Reciclagem da terra e das construções (novas casas em terrenos urbanizados e não em áreas verdes)
Melhoria do ambiente urbano (melhoria do ambiente urbano favorecendo o sentimento de comunidade e segurança pública)
Excelência na administração das áreas locais (é essencial a participação dos moradores e lideranças locais)
Cumprimento da regeneração (Fundos públicos para restaurar áreas carentes)
Enobrecimento e reciclagem urbana
A reciclagem urbana enfrenta o problema do enobrecimento, ou seja, que os novos prédios construídos sobre áreas já urbanizadas atendam a interesses de grupos de alta renda, acompanhados de atrativos para esse mesmo grupo, como lojas e restaurantes.
Isso advém do recente interesse de profissionais com carreira executiva dependente do centro da área urbana e do interesse pelo fervor cultural e intelectual desses centros urbanos.
4 - A urbanização e o mundo em desenvolvimento
A grande maioria dos moradores urbanos até 2025 estarão vivendo em cidades dos países em desenvolvimento. A maior parte das 36 cidades com mais de 8 milhões de habitantes(estimativa para 2015) também estará situada nesses países.
Essas chamadas megacidades são consideradas por Manuel Castells como um dos principais aspectos da urbanização. Dentre suas características principais, pode-se destacar:
Seu grande tamanho e quantidade de habitantes.
Têm intensa concentração de diversas atividades globais (economia, política, mídia, etc.).
Servem como ponto de ligação entre a população e a economia mundial.
São, geralmente, as principais cidades de deus respectivos países, atraindo grande contingente populacional.
Altas taxas de desigualdade social.
Existem duas razões primordiais para explicar o grande crescimento urbano nesses países menos desenvolvidos:
Os altos índices de fertilidade implicam maior crescimento populacional
Migração interna das áreas rurais para as urbanas em razão, sobretudo, da desintegração dos sistemas tradicionais de produção rural ou do desejo por melhores empregos. (Ex: Hong Kong-Guangdong).
A formação de uma megacidade
Está se formando na China, entre Hong Kong e a China continental (área entre o Pearl River Delta e Macau), uma das maiores povoações urbanas da história, que pode se tornar um dos centros industriais, empresariais e culturais mais importantes do século, segundo Castells.
O mesmo autor aponta ainda alguns fatores que explicam o surgimento dessa conurbação:
A importância de Hong Kong para a transformação econômica chinesa.
Crescimento do papel de Hong Kong como centro empresarial e financeiro.
Enorme processo de industrialização iniciado entre 1980 e 1990 no Pearl River Delta.
Os desafios da urbanização no mundo em desenvolvimento
Implicações econômicas
O crescimento econômico das cidades dos países em desenvolvimento é majoritariamente através da economia informal, devido à falta de profissionalização e grande contingente de mão-de-obra que migra para os centros urbanos.
Essa informalidade é positiva na medida em que auxilia na sobrevivência dos trabalhadores, mas podem-se ressaltar dois aspectos problemáticos relevantes:
A não regulamentação do setor informal, que acarreta a não arrecadação de impostos, uma receita muito necessária.
O baixo nível de produtividade.
Com a necessidade de novos empregos para sustentar o crescimento populacional, deve-se dar atenção à formalização ou à regulamentação do trabalho informal.
Os desafios em termos ambientais
Os problemas ambientais são particularmente graves nos países em desenvolvimento, devido à, entre outros fatores, falta de moradias, saneamento inadequado e poluição.
A questão das habitações é um ponto crítico, já que o índice de migrações é alto demais. Por isso, os migrantes instalam-se em qualquer espaço, geralmente nas periferias (margens sépticas das cidades). Para amenizar essa situação, alguns optam pela melhoria das condições das favelas, já outros temem as condições precárias dos barracos improvisados e defendem a sua demolição para dar lugar a casas para os moradores.
Os congestionamentos e desenvolvimento excessivo dos centros das cidades implica altos níveis de poluição, oriunda, principalmente, dos automóveis e indústrias. A título de exemplo, estima-se que morar na Cidade do México equivale a fumar 40 cigarros por dia.
Efeitos sociais
No mundo em desenvolvimento, a falta de recursos nas áreas de saúde, educação, planejamento familiar, etc., agrava a situação de pobreza, pois não é possível atender a todas as demandas da população.
Soma-se a isso o desequilíbrio etário: a população majoritariamente jovem dos países em desenvolvimento necessita de auxílio e educação para, quando em idade adulta, tornarem-se produtivos. Mas o que se vê são jovens e crianças trabalhando para ajudar nas despesas familiares, assim, tornam-se futuramente desempregadas e/ou sem-teto.
O futuro da urbanização no mundo em desenvolvimento
Em vista da situação das cidades no mundo em desenvolvimento, é provável que haja um declínio nas condições de vida nesses lugares nos próximos anos, mas o quadro não é completamente negativo:
As taxas de natalidade continuarão altas, mas provavelmente sofrerão queda em virtude da própria urbanização, refreando esse processo.
A globalização representa uma grande oportunidade para os países em desenvolvimento, já que contribui para que as cidades dinamizem sua economia, tornando-se “cidades globais”.
5 – As cidades e a globalização
Com a globalização surgem as redes globais de cidades, que são interligadas fisicamente (com os meios de transporte) e também virtualmente. Essa integração virtual pode mudar o que se conhece como cidade, pois com a internet, várias tarefas podem ser feitas sem a necessidade de se deslocar, fazendo com que densas áreas urbanas não sejam tão mais necessárias, sendo um exemplo o mercado financeiro, que hoje encontra-se totalmente vinculado ao espaço virtual.Porém, até o presente momento a globalização só fortaleceu os centros urbanos, acontecendo o que Catells chama de uma “dispersão e concentração simultâneas