Resumo - Cap. 18 (GIDDENS  Anthony. Sociologia) - Turma B
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Resumo - Cap. 18 (GIDDENS Anthony. Sociologia) - Turma B

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de atividade e de poder”.
As cidades globais
Em meio a esse processo surge o termo Cidade Global, usado para se referir a centros urbanos que abrigam as sedes das grandes corporações transnacionais e que também apresentam uma abundância no setor de serviços financeiros, tecnológicos e de consultoria, sendo Nova York e Tóquio grandes exemplos desse novo modelo de cidade. Dessa forma, a cidade global se apresenta, não só como um grande centro comercial, funcionando também como “centros de comando” elaborando políticas para a economia global.Essas cidades também estão intimamente ligadas com as empresas financeiras e de serviços especializados, tendo suas sedes nessas áreas urbanas, devido a grande produção e inovação tecnológica que esses centros oferecem.Além disso as cidades globais servem como mercado para os indivíduos realizarem trocas comerciais dos produtos dessas indústrias. Vale ressaltar que, as cidades globais apresentam como seu principal produto, não os bens materiais, e sim os serviços e bens financeiros.
Porém, as cidades globais não são a única conseqüência da globalização, sendo a conturbada relação entre as cidades e a periferia outro fator ocasionado por esse processo. Com o desenvolvimento das grandes cidades e fácil interligação com outras destas cidades no mundo, esses grandes centros urbanos “perdem” parte da integração com a periferia, deixando estas abandonadas. Um dos principais casos deste processo é a Rússia, que com o fim do socialismo vivencia uma crise social, porém, em meio a isso, Moscou apresenta um grande crescimento econômico, que não é acompanhado pelas periferias russas.
As cidades globais evidenciam um dos grandes processos impulsionados pela globalização: a desigualdade social. Os trabalhadores do setor de serviços financeiros e de tecnologia, bem remunerados, passam a ocupar uma área da cidade, que se torna a área “nobre”, enquanto os habitantes de menor renda, devido ao alto custo de vida nessas áreas, se mudam para regiões mais afastadas, gerando uma expansão dos bairros de baixa renda. Esse processo se torna problemático, pois enquanto os bairros nobres recebem grandes investimentos do setor imobiliário, de desenvolvimento e de telecomunicações, os bairros de baixa renda recebem um investimento consideravelmente menor. Dessa forma, ao passo que a urbanização é benéfica por prever um maior número de oportunidades e uma maior circulação de mercadoria e pessoas, ela também enfraquece a coesão entre os lugares, as tradições e as redes existentes.
6 – Governando as cidades em uma era global
As cidades, então, apresentam uma importância, em comparação ao Estado, muito maior do que apresentavam antigamente, podendo intervir fortemente em questões globais. Esses grandes centros urbanos podem garantir a produtividade e a competitividade econômica, necessitando assim de uma mão de obra qualificada, o que em última instância fará com que o governo invista em educação, aumentando a escolaridade e reduzindo a desigualdade social. A cidade também é um grande motor para a integração sociocultural, devido a grande diversidade étnica nessas regiões. Cabe então a cidade promover a coesão social, evitando conflito entre esses grupos, e ocasionando assim um enriquecimento cultural. Por último, essas áreas urbanas são de prima importância para a representação política, pois os habitantes desta apresentam maior espaço de manobra, podendo interferir mais na política, tanto da região, quanto nacional, promovendo mais facilmente mudanças nesse aspecto.
 Dessa forma, as novas cidades apresentam voz no cenário mundial, podendo interferir diretamente na economia global. Na Europa, por exemplo, após a recessão de 1970, as cidades se uniram para promover investimentos e aumentar o emprego. Além disso, os prefeitos desses grandes centros urbanos deixaram de apresentar o antigo papel de apenas cuidar de assuntos da cidade, passando agora a representar esta mundialmente, devendo atrair novos investimentos por meio de políticas que não se estendem apenas a região da cidade, sendo um exemplo a Conferência Dos Prefeitos,que reúne as prefeituras das maiores cidades americanas, que tem como fim promover a parceria entre o governo local e as empresas.
A globalização, portanto, interferiu decisivamente no funcionamento da cidade, dando a estas importância mundial, além de ampliar, tanto oportunidades, quanto a desigualdade nessa região. Por ser um processo ainda em andamento não se sabe ao certo para que lado caminhará esse desenvolvimento, sendo visível apenas a crescente importância desses centros urbanos em questões que antigamente eram destinadas apenas ao Estado.
7 – Conclusão: as cidades e a governança global
	O papel das cidades globais não se restringe ao âmbito regional: ele atinge o plano internacional, assim como os problemas enfrentados por elas.
	Por isso, se faz necessária a integração dessas cidades por meio de organismos como a Assembleia Mundial de Cidades e Autoridades Locais, a fim de:
Democratizar as relações internacionais.
Tornar as cidades mais eficientes
Constituir políticas que visam a melhoria das condições de vida da crescente população urbana.