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FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO
CURSOS DE LICENCIATURAS LETRAS E PEDAGOGIA
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FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO
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COMTE E O POSITIVISMO

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OBJETIVOS
Identificar o significado do Positivismo de Augusto Comte e suas implicações para a educação.

Enumerar as contribuições dos educadores do séc. XIX para a prática escolar no século XX e XXI.

Analisar criticamente as bases do positivismo e do novo modelo de educação.
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Contexto Histórico - Século XIX
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL:

 Decorreu de um conjunto de mudanças científicas e tecnológicas com profundo impacto no mundo do trabalho e da produção (tanto do ponto de vista econômico como social).

 Iniciada na Inglaterra em meados do séc. XVIII, expandiu-se pelo mundo a partir do século XIX.

 Ao longo do processo a era agrícola foi superada. A máquina foi suplantando o trabalho humano e uma nova relação entre capital e trabalho se impôs.

 Decorrente do novo modelo de desenvolvimento econômico teremos a formação do Estado Moderno ou Estado Nação e o fenômeno da cultura de massa, entre outros eventos.
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Essa transformação foi possível devido a uma combinação de fatores, como o liberalismo político e econômico, a acumulação de capital e uma série de invenções, tais como o motor a vapor.

O Liberalismo é uma filosofia política que prima pela autonomia moral e econômica da sociedade civil em oposição à concentração do poder político.

Tornou-se uma expressão moderna com os escritos de John Locke (1632-1704) e Adam Smith (1723-1790).

Seus principais conceitos incluem: individualismos, liberdade de pensamento e religiosa, direitos fundamentais, estado de direito e governo limitado, ordem espontânea, propriedade privada e livre mercado.
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ESTADO MODERNO
De acordo com a periodização do historiador Eric Hobsbawm, o Estado Moderno passou por três etapas na sua formação:
1ª etapa: – 1830 – 1880: fala-se em princípio da nacionalidade – definição de um território contínuo, com limites e fronteiras demarcados agindo política e administrativamente sem sistemas intermediários de dominação, e que precisava de consentimento prático de seus cidadãos válidos.
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2ª. etapa – 1880 a 1918: fala-se em idéia nacional, pois as lutas sociais e políticas colocaram a massa trabalhadora em cena e os poderes constituídos tiveram que disputar com os socialistas e comunistas a lealdade popular.
Uma das saídas encontradas foi o desenvolvimento do sentimento de pertencimento à nação (nacionalismo), ou seja, da religião cívica do patriotismo.
Tanto que em 1914, milhares de trabalhadores foram para a guerra para matar e morrer servindo aos interesses do capital.
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3ª. etapa – 1918 a 1950-60: fala-se em questão nacional.
A Revolução Russa de 1917, a derrota alemã na 1ª. Guerra Mundial (1914-18), a depressão econômica dos anos 20-30, o aguçamento mundial da luta de classes preparam a arrancada mais forte do nacionalismo: o nazi-fascismo.
O nazi-fascismo e os vários nacionalismos desse período contaram com a comunicação de massa (o rádio e o cinema) para transformar os “símbolos nacionais” em parte da vida cotidiana de qualquer indivíduo e romper as divisões entre a esfera privada e local e a esfera pública e nacional.
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POSITIVISMO
AUGUSTO COMTE (1798-1857)
Para ele a humanidade (e o próprio indivíduo na sua trajetória pessoal), passa por diversos estágios até alcançar o estado “positivo”, que se caracteriza pela maturidade do espírito humano.

O termo “positivo” designa o “real”, em oposição às formas teológicas ou metafísicas de explicação do mundo que predominavam na filosofia.

O positivismo exprime a exaltação provocada no século XIX pelo avanço da ciência moderna, capaz de revolucionar o mundo com uma tecnologia cada vez mais eficaz: “Saber é poder”.
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Esse entusiasmo desembocou em várias correntes de pensamento dentre elas destacamos o cientificismo, visão reducionista segundo a qual a ciência seria o único conhecimento válido.

Deste modo, o método das ciências da natureza (baseado na observação, experimentação e matematização), deveria ser estendido a todos os campos de indagação e a todas as atividades humanas, inclusive a educação como veremos a seguir.
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Augusto Conte estava convencido de que a educação deveria levar em conta, em cada indivíduo, as etapas que a humanidade percorrera: o pensamento fetichista da criança seria superado pela concepção metafísica, e esta, finalmente, pela positivista, no momento em que atingisse a idade madura.
O positivismo permeou de maneira eficaz a pedagogia daí em diante, ora de maneira explícita, ora camuflada. Ele também, atuou de maneira marcante no conteúdo e na forma de educar das escolas estatais, sobretudo na luta a favor do ensino laico das ciências e contra a escola tradicional humanista religiosa.
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No século XX ainda permaneceu viva essa influência.
Por exemplo, a psicologia comportamentalista de Watson e Skiner serviu de base a muita teoria pedagógica.
No Brasil, o positivismo influenciou as medidas governamentais do início da República e, na década de 70, por ocasião da tentativa de implantação da escola tecnicista.
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Johann F. Herbart (1776-1841)
Trouxe grande contribuição para a pedagogia como ciência, buscando o maior rigor de método.
Foi o precursor de uma psicologia experimental aplicada à pedagogia. Mesmo que essa psicologia conservasse alguns sinais de metafísica e ainda utilizasse uma avaliação matemática de valor discutível, mesmo assim, já se tornou um avanço sobre os seus antecessores.
Vejamos então a psicologia herbartiana, a teoria de educação da vontade e o método de instrução desse pensador que estava consciente de ter elaborado uma pedagogia como ciência da educação.
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Herbart: a conduta pedagógica segue três procedimentos básicos
A) O governo é a forma de controle da agitação infantil, levado a efeito inicialmente pelos pais e depois pelos mestres, a fim de submeter a criança às regras do mundo adulto e tornar possível o início da instrução.

B) A instrução é o processo principal da educação, supõe o desenvolvimento dos interesses, e interesse para ele tem um sentido bem específico, de poder ativo que determina quais ideias e experiências receberão atenção.

Para Herbart, a instrução é compreendida como construção, o que leva a não separar a instrução intelectual da moral, porque uma é condição da outra.
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C) Por fim a disciplina, que é aquilo que mantém firme a vontade educada no propósito da virtude.
Enquanto o governo é exterior e heterônomo, mais usado com crianças pequenas, a disciplina supõe a autodeterminação característica do amadurecimento moral, que leva à formação do caráter proposto.
Insatisfeito com a precária assimilação do que se ensinava nas escolas, afirmava que sua ineficiência se devia aos métodos mal aplicados, que em nada se relacionavam com os conhecimentos adquiridos na prática dos alunos, e que só geravam uma memorização superficial que logo é esquecida.
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Para evitar este fracasso metodológico ele propõe os cinco passos formais, que favorecem o desenvolvimento do aluno, são eles: a preparação, a apresentação, a assimilação, a generalização e a aplicação.
O caráter de objetividade de análise, a tentativa de psicometria, o rigor dos passos seguidos e a sistematização são aspectos que determinam a sua grande influência no pensamento pedagógico.
O ensino expositivo da escola tradicional, baseado no método indutivo de Francis Bacon, é o caminho do raciocínio que vai do concreto para o abstrato.
Para ele, o conhecimento é oferecido pelo mestre ao aluno, que só depois vai aplicá-lo na sua experiência de vida.
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Friedrich Froebel (1782-1852)
Ele aprendeu muito com as ideias de Pestalozzi.
Sua principal contribuição pedagógica resulta da atenção