Sociologia J. - Anotação (10)
11 pág.

Sociologia J. - Anotação (10)

Disciplina:Sociologia Jurídica E Judiciária1.407 materiais13.018 seguidores
Pré-visualização4 páginas
Professor: Dr. Daisson Portanova

DISCIPLINA: DIREITO PREVIDENCIÁRIO

Capítulo 2 - Aula 5

SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO

E SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO

Coordenação: Prof. Dr. Wagner Balera

DE APERFEIÇOAMENTO PROFISSIONAL

01

Salário-de-contribuição e Salário-de-benefício

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

www.r2direito.com.br

1 - SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO

A definição legal estabelece que seja a remuneração efetivamente percebida, do trabalhador, do

empresário, do autônomo, impondo sua relação direta quanto ao custeio, e seu financiamento da

Seguridade Social.

A remuneração do trabalhador empregado ou o que se denomina salário para o direito do trabalho, para a

relação tributária da contribuição social é o salário-de-contribuição.

Este possui dois pisos: o mínimo (de 01 salário mínimos), pois a ninguém é dado contribuir sobre valor

inferior ao do salário mínimo, e há um piso máximo, fixado por disposição legal ou constitucional, sujeito as

correções determinadas pelo mesmo sistema de majoração dos valores expressos na legislação. Assim

define-se dois pios: o piso mínimo do salário-de-contribuição é o salário mínimo e o máximo, fixado em lei.

Pode-se dizer que há exceções para a limitação mínima do piso quanto ao salário-de-contribuição mínimo:

exemplo se dá em situações especiais dos menores aprendizes. Esta exceção se dá por haver maior , eis que

assim é admitido por legislação própria, em face da relação de trabalho, eis que não é a mesma de um

trabalhador já em nível de profissionalização.

Como dito, o segundo teto do salário-de-contribuição é o teto máximo. Importante destacar que ninguém é

obrigado a contribuir acima deste teto, sendo que para cada período há variações específicas dos seus

valores, pois sofrem os mesmos critérios de reajustes dos demais valores constantes na legislação, em

especial a Lei 8.213/91 (Art. 134).

Importante que até 1991 houve fixação do teto vinculado ao salário mínimos, destacando que incialmente o

teto era de cinco salários mínimos, passou depois para dez salários mínimos, chegando ao máximo fixado

em montante de vinte salários mínimos (Lei 5.890/73). Com o advento da Lei 7.787/89, e a unificação do

salário mínimo de referência e o piso nacional de salários, o patamar retorna a 10 salários mínimos,

desvinculando-se deste indexador em face da proibição constitucional, reservando-se a indexação para o

patamar mínimo (salário mínimo).

A contar da Emenda Constitucional nº 20, tivemos um primeiro momento de alteração do teto contributivo

por ordem constitucional, logo a seguir, também a Emenda Constitucional nº 41 também o fez, alterando o

limite máximo de contribuição e, por conseqüência, do valor dos benefícios a ser pago.

Ressalva se faça, que com a majoração do teto de salário-de-contribuição houve imediata repercussão na

arrecadação previdenciária, entretanto, sem que o mesmo universo tenha sido estendido aos benefícios já

pagos. Majorou-se o limite da proteção social, mas não o valor dos benefícios já mantidos pela previdência.

Capítulo 2

02

Apesar da Carta magna não estabelecer limites para o salário-de-contribuição, a Lei Ordinária o faz, senão

naqueles dois casos das EC´s 20 e 41, impondo atenção ao conceito e garantia constitucional da

contrapartida previdenciária, pois se não podem ser majorados os benefícios sem respectivas fontes de

custeio, também não se pode majorar contribuições sem que se estendam os direitos ao benefício mantido.

A Emenda Constitucional nº 20, no art° 14, estabelece que o limite máximo para o valor dos benefícios do

regime geral de previdência social, é fixado em R$1.200,00. Expressão monetária, esta que, em dezembro

de 1998, quando da vigência da emenda nº 20, correspondia a dez salários mínimos. O mesmo ocorreu no

disposto pelo art. 5º da Emenda Constitiucional nº 41, fixando em R$ 2.400,00 o valor máximo do salário-

de-contribuição, também valor que corresponderia aos mesmos 10 salários mínimos, à época.

Como já dito, só há garantia de indexação da remuneração mínima quanto ao salário-de-contribuição,

portanto, o teto, logo a seguir, não manterá sua indexação em 10 salários mínimos, mas sim, sofrerá a

incidência da correção estabelecida por lei, a qual passou a fixar o montante em R$ 2.508,72, vigendo de

maio de 2004 até nova alteração legal (provavelmente em maio de 2005). Há vedação expressa da

Constituição de qualquer outra vinculação ao salário mínimo.

Em comparação com o valor do salário mínimo hoje, R$ 260,00, vê-se que o valor em comento como teto

máximo de salário-de-contribuição (R$ 2.508,72) não corresponde mais a dez salários mínimos.

Até que se altere o critério de reajustamento dos valores de benefício e das expressões monetária contidas na

Lei 8.213/91 (lembrando o art. 134) permanecerá sendo majorado, o teto de salário-de-contribuição e dos

valores de benefício, pelo critério da anualidade.

Tal alteração tem tido a bata-base no mês de maio, devendo ser majorado o valor do salário-de-

contribuição no mesmo percentual da majoração dos benefícios, não necessariamente pelo percentual de

valores atribuídos ao salário mínimo.

Nas três categorias de segurados (empregados, inclusive o doméstico e o trabalhador avulso), contribuem

com a alíquota prevista no art° 20 da Lei nº 8.212.

Outra categoria de contribuintes são os Contribuintes Individuais, assim denominados genericamente, pois

antes do advento da Lei 9.876/99 eram distintas as denominações entre empresários, autônomos,

facultativas e equiparados a autônomos.

O percentual incidente, indistintamente, é de 20% sobre o salário de contribuição (tendo sempre em mente

que o mínimo é o salário mínimo e o máximo o teto fixado em lei).

Para que se assente a disposição legal quanto ao contribuinte individual, indispensável se faz a leitura do art°

12, inciso V da Lei nº 8.212, cuja previsão legal elenca os denominados contribuintes individuais.

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

www.r2direito.com.br

03

Há uma gama extensa de trabalhadores considerados contribuintes individuais: a pessoa física, proprietária

ou não, que explora a atividade agropecuária ou pesqueira com caráter permanente ou temporário,

diretamente ou por intermédio de prepostos e com o auxílio de empregados utilizados a qualquer título ainda

que de forma não contínua; a pessoa física proprietária ou não, que explora a atividade de extração mineral,

garimpo, em caráter permanente ou temporário, diretamente ou por intermédio de prepostos, com ou sem o

auxílio de empregados, utilizados a qualquer título ainda que de forma não contínua; o ministro de confissão

religiosa e o membro de instituto de vida consagrada de congregação ou de ordem religiosa, quando

mantidos pela entidade a que pertencem; o brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial

internacional do qual o Brasil é membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado; o titular de firma

individual urbana ou rural, o diretor não empregado e o membro de conselho e administração de sociedade

anônima, o sócio solidário, o sócio de indústria, o sócio gerente, o sócio cotista, que recebam remuneração

decorrente do seu trabalho em empresa urbana ou rural; e o associado eleito para o cargo de direção em

cooperativa,