Sociologia J. - Anotação (10)
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Sociologia J. - Anotação (10)

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associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade, bem como síndico ou

administrador eleito para exercer a atividade de direção condominial, desde que recebam remuneração;

quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual ou a mais empresas, sem relação de

emprego; e a pessoa física que exerce por conta própria atividades econômicas de natureza urbana com fins

lucrativos ou não.

Em recente edição legislativa fixou-se como contribuinte individual, também, o vereador, cujo

enquadramento havia sido equiparado e empregado e declarado inconstitucional pelo Excelso Pretório.

Há ainda a figurado do segurado facultativo, cuja contribuição será em idêntico percentual ao do

contribuinte individual. Importante fazer breve inserção para sabermos quem é o segurado facultativo.

Para possibilitar o acesso universal ao sistema público de proteção previdenciária, a Constituição de 1988

garantiu que a pessoa que não trabalha ou exerça qualquer atividade remunerada nas condições

anteriormente expostas para os segurados obrigatórios, mas pretendem se vincular ao regime por sua

disposição, terá acesso a proteção universal diante desta facultatividade ou seja, se vincula ao regime não

obrigatoriamente, mas de forma voluntária, passando a ser protegido do sistema a contar de sua primeira

contribuição.

A esta figura é que se denomina o chamado segurado facultativo. Exemplo clássico é a dona de casa que,

mesmo não tendo nenhuma atividade remunerada, poderá ingressar no sistema e por ele estar protegido.

Incidem as mesmas garantias e obrigações, mas é importante destacar que a contribuição vertida por este

segurado não poderá se dar em atraso, sob pena de tornar inexistente aquele mês não contribuído ou feito

em atraso, diante de sua facultatividade.

O salário-de-contribuição do contribuinte individual e do segurado facultativo estão sujeitos a mesma

natureza.

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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 Por fim, é importante destacar que o salário-de-contribuição para os contribuintes individuais é o

denominado salário base. Soma-se, ainda, a existência de necessária escala de progressão dos salários-

base denominados interstícios, que remanesceu até o advento da Lei 9.876/99, a qual, gradativamente foi

sendo extinta. Portanto, há que se verificar, a cada tempo, se os salários-base vertidos pelos contribuintes

individuais ou a ele equiparados, cumpriram a escala de progressão, sob pena de estar incorreto o valor

apontado como salário-de-contribuição (vide art. 29 da Lei 8.213 e art. 134 do Decreto 89.312/84).

Hoje, com a extinção do salário-base, qualquer valor declarado pelo contribuinte, não sendo inferior ao

salário mínimo, nem superior ao teto de contribuição é aceito para fins de cômputo do salário-de-

contribuição destes segurados.

A Constituição art°195, § 8º, desta, ainda, outra categoria de trabalhadores, redação dada pela EC 20/98:

"O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais, e o pescador artesanal, bem como os respectivos

cônjuges, que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes,

contribuirão para a Seguridade Social mediante a aplicação de uma alíquota sobre o resultado da

comercialização da produção, e farão jus aos benefícios nos termos da lei".

Este são os Segurados Especiais.

Sua contribuição é diferenciada dos demais, sendo que a base de cálculo é o resultado da comercialização

da produção. Para o pescador, a comercialização da atividade pesqueira e assim por diante. Vejamos que

não há remuneração ou contra-prestação do trabalho, mas sim a atividade comercial e seu produto, sobre o

qual incide a contribuição. Define a Lei nº 8.212 que a contribuição do segurado especial será de 2% sobre a

receita, acrescido de 0,1% para o financiamento das prestações por acidente do trabalho, num total

correspondente a 2,1% da sua receita.

Os segurados especiais possuem correlação aos denominados anteriormente como trabalhadores rurais,

possuindo suas características próprias e especificação laboral. Em regra não possuem contrato de trabalho

e vivem da exploração do seu trabalho diante da venda de sua produção aos tomadores de seu serviço ou

donos da produção rural.

Passamos ao conceito de

2 - SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO

Para nossa discussão é imperioso distinguirmos no tempo o que é o salário-de-benefício, como é apurado e

suas variantes. Mas antes, há que se saber que decorre diretamente dos salários-de-contribuição e é base

para a apuração do valor da renda inicial do benefício previdenciário, ou melhor, do quanto será devido ao

segurado no tocante ao benefício que terá direito.

Para que cheguemos ao valor dos benefícios, lembrando do conceito e garantia da contrapartida , é este que

substituirá a remuneração, o salário, ou o salário-de-contribuição do segurado, será apurado tomando

como base o chamado salário-de-benefício.

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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Sem prejuízo de prestações que possuem valores já fixados em lei, dispensando a apuração do salário-de-

benefício, na grande parte dos benefícios a serem gerados pelo regime previdenciário é indispensável o

cálculo do salário-de-benefício, o qual temos por base o salário-de-contribuição.

O salário-de-benefício é apurado através de uma média, que em cada tempo teve fórmula própria e

universo de meses específicos.

Para composição desta média, utilizar-se-á os últimos salários-de-contribuição, sendo a cada tempo um

critério e para determinados benefícios variando nos últimos 12 ou 36 meses, ou ainda, já hoje, no universo

de salários-de-contribuição desde julho de 1994.

Em resumo: salário-de-benefício é nada mais, nada menos do que a média dos salários-de-contribuição e

servirá de base para apuração da renda mensal inicial do valor do benefício.

Até o advento da Constituição Federal, vigia para o cálculo dos benefícios, a regra prevista pelo Decreto

89.312/84, cujo texto assim estava consolidado:

SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO

Art. 21. O benefício de prestação continuada, inclusive o regido por normas especiais, tem seu valor

calculado com base no salário-de-benefício, assim entendido:

I - para o auxílio-doença, a aposentadoria por invalidez, a pensão e o auxílio reclusão, 1/12 (um doze avos)

da soma dos salários-de-contribuição dos meses imediatamente anteriores ao do afastamento da atividade,

até o máximo de 12 (doze), apurados em período não superior a 18 (dezoito) meses;

II - para as demais espécies de aposentadoria e para o abono de permanência em serviço, 1/36 (um trinta e

seis avos) da soma dos salários-de-contribuição dos meses imediatamente anteriores ao do afastamento da

atividade ou da entrada do requerimento, até o máximo de 36 (trinta e seis), apurados em período não

superior a 48 (quarenta e oito) meses.

§ 1º Nos casos do item II, os salários-de-contribuição anteriores aos 12 (doze) últimos meses são

previamente corrigidos de acordo com índices estabelecidos pelo MPAS.

§ 2º Para o segurado empregador, o facultativo, o autônomo, o empregado doméstico ou o que está na

situação do artigo 9º, o período básico de cálculo termina no mês anterior ao da data da entrada do

requerimento.

§ 3º Quando no período básico