Sociologia J. - Anotação (10)
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Sociologia J. - Anotação (10)

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de cálculo o segurado recebeu benefício por incapacidade, sua duração é

contada, considerando-se como salário-de-contribuição, no período, o salário-de-benefício que serviu de

base para o cálculo da renda mensal.

§ 4º O salário-de-benefício não pode ser inferior ao salário-mínimo da localidade de trabalho do segurado

nem superior ao maior valor-teto na data do início do benefício.

§ 5º Para o segurado aeronauta, definido no § 2º do artigo 36, o limite inferior do § 4º é o maior salário-

mínimo do país.

§ 6º Não é considerado para o cálculo do salário-de-benefício o aumento que excede a limite legal,

inclusive o voluntariamente concedido nos 36 (trinta e seis) meses imediatamente anteriores ao início do

benefício, salvo, quanto ao empregado, se resultante de promoção regulada por norma geral da empresa

admitida pela legislação do trabalho, de sentença normativa ou de reajustamento salarial obtido pela

categoria respectiva.

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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Art. 22. O salário-de-benefício do segurado que contribui em razão de atividades concomitantes é apurado

com base nos salários-de-contribuição das atividades exercidas na data do requerimento ou do óbito, ou no

período básico de cálculo, observado o disposto no artigo 23 e as normas seguintes:

I - quando o segurado satisfaz em relação a cada atividade as condições do benefício requerido, o salário-

de-benefício é calculado com base na soma dos respectivos salários-de-contribuição;

II - quando não se verifica a hipótese do item I, o salário-de-benefício corresponde à soma das parcelas

seguintes:

a) o salário-de-benefício calculado com base nos salários-de-contribuição das atividades em relação às

quais são atendidas as condições do benefício requerido;

b) um percentual da média dos salários-de-contribuição de cada uma das demais atividades, equivalente à

relação entre os meses completos de contribuição e os do período de carência do benefício requerido;

III - quando se trata de benefício por tempo de serviço, o percentual da letra "b" do item II é o resultante da

relação entre os anos completos de atividade e o número de anos de serviço considerado para a concessão

do benefício. Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica ao segurado que em 11 de junho de

1973 preenchia os requisitos da legislação anterior.

Art. 23. O valor do benefício de prestação continuada é calculado da forma seguinte:

I - quando, o salário-de-benefício é igual ou inferior ao menor valor-teto, são aplicados os coeficientes

previstos nesta Consolidação;

II - quando é superior ao menor valor-teto, o salário-de-benefício é dividido em duas parcelas, a primeira

igual ao menor valor-teto e a segunda correspondente ao que excede o valor da primeira, aplicando-se:

a) à primeira parcela os coeficientes previstos nesta Consolidação;

b) à segunda um coeficiente igual a tantos 1/30 (um trinta avos) quantos forem os grupos de 12 (doze)

contribuições acima do menor valor-teto, respeitado o limite máximo de 80% (oitenta por cento) do valor

dessa parcela;

III - na hipótese do item II o valor da renda mensal é a soma das parcelas calculadas na forma das letras "a" e

"b", não podendo ultrapassar 90% (noventa por cento) do maior valor-teto.

§ 1º O valor mensal das aposentadorias do item II do artigo 21 não pode exceder 95% (noventa e cinco por

cento) do salário-de-benefício.

§ 2º O valor do benefício de prestação continuada não pode ser inferior aos percentuais seguintes do salário

mínimo mensal de adulto da localidade de trabalho do segurado:

a) 90% (noventa por cento), para a aposentadoria;

b) 75% (setenta e cinco por cento), para o auxílio-doença;

c) 60% (sessenta por cento), para a pensão.

§ 3º Para o segurado aeronauta, definido no § 2º do artigo 36, os percentuais do § 2º são aplicados ao valor

do maior salário mínimo do país.

§ 4º O valor mensal do benefício devido ao segurado jogador profissional de futebol é calculado com base

na média ponderada entre o salário-de-contribuição apurado na época do evento na forma da legislação

então vigente e o salário-de-contribuição referente ao período de exercício daquela atividade, respeitado o

limite máximo legal.

§ 5º O salário-de-contribuição referente ao período de exercício da atividade de jogador profissional de

futebol é corrigido de acordo com índices estabelecidos pelo MPAS,

Art. 24. No cálculo do valor do benefício são contadas as contribuições devidas, ainda que não recolhidas

pela empresa, sem prejuízo da respectiva cobrança e da aplicação das penalidades cabíveis.

"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A

violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do

material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).”

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Art. 25. O valor do benefício de prestação continuada é reajustado quando é alterado o salário mínimo, de

acordo com a evolução da folha de salários-de-contribuição dos segurados ativos, não podendo o

reajustamento ser inferior, proporcionalmente, ao incremento verificado.

Parágrafo único. Nenhum benefício reajustado pode ser superior a 90% (noventa por cento) do maior valor-

teto vigente na data do reajustamento.

O "caput" do artigo 25 desta CLPS foi revogado pelo Decreto-lei nº 2.113, de 18 de abril de 1984, ficando

restabelecidas as disposições legais anteriormente vigentes sobre a matéria."

A complexidade da fórmula resultou em inúmeros conflitos e distintas situações debatidas no Poder

Judiciário.

Primeiro o tema dos índices de correção dos primeiros 24 meses, contido no § 1º do art. 21, cuja redação foi

inquinada de ilegal e sumulado pelo Tribunal Regional da Quarta Região:

SÚMULA 02

Para o cálculo da aposentadoria por idade ou por tempo de serviço, no regime precedente à Lei n° 8.213, de

24 de julho de 1991, corrigem-se os salários-de-contribuição, anteriores aos doze últimos meses, pela

variação nominal da ORTN/OTN.

DJ (Seção II) de 13-01-92, p.241"

Há uma incorreção na respectiva súmula, pois exclui a aposentadoria especial do verbete, mesmo tendo ela

o mesmo critério de cálculo da aposentadoria por idade e por tempo de serviço.

Também o TRF da Terceira Região sumulou o tema, assim redigido:

SÚMULA Nº 07 Para a apuração da renda mensal inicial dos benefícios previdenciários concedidos antes da

Constituição Federal de 1988, a correção dos 24 (vinte e quatro) salários-de-contribuição, anteriores aos

últimos 12 (doze), deve ser feita em conformidade com o que prevê o artigo 1º da Lei 6.423/77."

Com outra redação, assenta o e. TRF da 3ª Região o mesmo teor do julgado originário do Regional da 4ª

Região.

Verifica-se que da leitura de ambas as súmulas, encontramos uma segunda diferença. No regional do sul a

fixação é para os benefícios concedidos antes do regime precedente da Lei 8.213/91; já para o TRF3, a

discussão fica-se tão somente aos benefícios concedidos antes da Constituição. A diferença pode ser pífia ou

sequer percebida, mas