CCJ0006-WL-PA-01-Direito Civil I-Novo-15834
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Título

1 - DIREITO CIVIL I

Número de Aulas por Semana

Número de Semana de Aula

1

Tema

CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO

Objetivos

Discorrer sobre a importância da disciplina Direito Civil I para os objetivos do curso e empregabilidade do aluno.
Apresentar as competências e habilidades desenvolvidas, em articulação com outras disciplinas do curso.
Discorrer sobre a metodologia de ensino centrada na resolução de casos concretos.
Apresentar a bibliografia básica e complementar.
Apresentar o Plano de Ensino e o Mapa Conceitual da Disciplina.
Discorrer sobre a metodologia de ensino centrada na resolução de casos concretos.
Fornecer ao aluno o campo estrutural do Código Civil Brasileiro e sua base principiológica..
Discorrer sobre a relação do Direito Civil com a Constituição Federal de 1988. 
Introduzir o entendimento do conceito de repersonalização de constitucionalização do Direito Civil. 

Estrutura do Conteúdo

1.     APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
            Plano de ensino; Mapa conceitual; Metodologia de ensino;  Bibliografia adotada.

2.     CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO
2.1 A estrutura do Código Civil.
2.2 Os fundamentos principiológicos do Código Civil Brasileiro.
2.3 A constitucionalização do Direito Civil.
2.4 Direito Civil e constituição de 1988.
 

Referências bibliográficas:
 

Nome do livro: O Direito Civil à luz do Novo Código

 ISBN. EAN-13 -9788530926663

Nome do autor: COSTA, Dilvanir José.

Editora: Forense

Ano: 2009.

Edição: 3a. ed. -

Nome do capítulo: b) O Direito Civil como essência do direito

N. de páginas do capítulo: 5
 
Este conteúdo deverá ser trabalhado ao longo das duas aulas da primeira semana, cabendo ao professor a dosagem do conteúdo, de acordo 
com as condições objetivas e subjetivas de cada turma. 
O plano de ensino da disciplina precisará ser apresentado e explicitado à turma, destacando os principais objetivos a serem alcançados ao 
longo de cada unidade programática, bem como a metodologia utilizada que está ancorada no estudo de casos concretos.
 
Os casos e questões de múltipla escolha deverão ser abordados ao longo da aula, de acordo com a pertinência temática. O professor deverá 
esclarecer ao alunato que a resolução dos casos faz parte da aula, tendo em conta que a abordagem dos casos permeia a exposição teórica .
 
Assim, ao longo do primeiro encontro intuito é de apenas apresentar uma síntese do conteúdo do Plano de ensino da disciplina, discorrendo 
sobre seu âmbito  focal, a partir da aplicação da metodologia explicativa, através da qual o aluno possa começar a familiarizar -se com a
matéria.  A partir daí, o docente deve prioritariamente discorrer sobre a metodologia de ensino centrada na resolução de casos concretos. Para, 
a seguir, apresentar a bibliografia básica e complementar. Assim, poderá adentrar ao conteúdo programático do primeiro encontro e fornecer 
ao aluno o campo estrutural do Código Civil Brasileiro e sua base principiológica. Deverá então, discorrer sobre a relação do Direito Civil com a 
Constituição Federal de 1988, para a partir deste entendimento introduzir o entendimento do conceito de repersonalização e  do fenômeno da 
constitucionalização do Direito Civil. 
 
Assim, sugerimos que se inicie com a seguinte apresentação:
 
O CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO
 
Em 11 de janeiro de 2003, entrou em vigor o novo Código Civil (Lei nº 10.406, de 10.01.2002), depois de tramitar por décadas  no Congresso 
Nacional (desde 1968).
 
Esse novo Código representa a consolidação das mudanças sociais e legislativas surgidas nas últimas nove décadas, incorporando outros 
novos avanços na técnica jurídica.
 
Três princípios fundamentais do novo Código Civil:
a) ETICIDADE –superar o apego do antigo Código ao rigor formal. O novo Diploma alia os valores técnicos aos valores éticos. Por isso 
percebe-se, muitas vezes a opção por normas genéricas ou cláusulas gerais, sem a preocupação de excessivo rigorismo conceitual.
O mundo contemporâneo testemunha a preocupação constante dos doutrinadores jurídicos, políticos e sociais com a necessidade das relações 
do homem com os seus e do Estado com os seus administrados serem fortalecidas com a prática de condutas éticas. Afirma que a ética é 
delimitadora do comportamento humano, abrangendo a realidade que o cerca e influenciando a estrutura dos fatos e atos produzidos pelo
cidadão. Declara que O Novo Código Civil apresenta-se em forma de sistema vinculado a dois pólos: um formado em eixo central; o outro 
concentrado em um sistema aberto. O professor pode concluir definindo que a eticidade no Novo Código Civil visa imprimir eficácia e 
efetividade aos princípios constitucionais da valorização da dignidade humana, da cidadania, da personalidade, da confiança, da probidade, da 
lealdade, da boa-fé, da honestidade nas relações jurídicas de direito privado.
b) A SOCIALIDADE – Está presente no novo Código a socialidade em detrimento do caráter individualista do antigo Diploma civilista. Daí o 
predomínio do social sobre o individual.
Um exemplo interessante neste sentido é o da função social da propriedade A Constituição Federal deu uma fisionomia funcional social ao 
direito de propriedade, que no seu art. 5º, inciso XII, ao lado de garantir o direito de propriedade, logo em seguida no inciso XXIII.
 
A funcionalização do direito de propriedade importa em dar-lhe uma determinada finalidade, que na propriedade rural significa ser produtiva
(art. 186) e na urbana quando atende às exigências fundamentais de ordenação da cidade expressa no plano diretor (art. 182, § 2º) .
Tal novidade acabou por refletir-se na elaboração do novo Código Civil, em seu art. 1228, o que se mostra coerente com a inscrição de novos 
princípios norteadores, especialmente o da Socialidade, que vem tentar a superação do caráter manifestamente individualista do Diploma 
revogado, reflexo mesmo da publicização do Direito Civil, admitindo ainda a propriedade pública dos bens cuja apreensão individual 
configuraria um risco para o bem comum.
 
De lapidar redação, o § 1.º do art. 1228 estabelece que "O direito de propriedade deve ser exercido em consonância com suas finalidades 
econômicas e sociais e de modo que sejam preservados, de conformidade com o estabelecido em lei especial, a flora, a fauna, as belezas 
naturais, o equilíbrio ecológico e o patrimônio histórico e artístico, bem como evitada a poluição do ar e das águas." Também digno de 
transcrição o § 2.º: "São defesos os atos que não trazem ao proprietário qualquer comodidade, ou utilidade, e sejam animados pela intenção de 
prejudicar outrem."
c) OPERABILIDADE – Diversas soluções normativas foram tomadas no sentido de possibilitar uma compreensão maior e mais simplificada  
para sua interpretação e aplicação pelo operador do Direito. Exemplo disso foram as distinções mais claras entre prescrição e decadência e 
os casos em que são aplicadas;  estabeleceu-se  a diferença objetiva entre associação e sociedade, servindo a primeira para indicar as 
entidades de fins não econômicos, e a última para designar as de objetivos econômicos.
 
A Constitucionalização do Direito Civil
Em relação a este item a ser desenvolvido pelo docente, uma sugestão é a de se começar afirmando que o Código Civil sempre representou o 
centro normativo de direito privado, por se preocupar em regular com inteireza e completude as relações entre particulares. Desta forma, o 
aluno sera instado a perceber que existia uma verdadeira cisão na estrutura jurídica liberal no sentido de que a Constituição apenas deveria se 
preocupar em regular a dinâmica organizacional dos poderes do Estado, enquanto que ao Código Civil era reservado o regime das relações 
humanas, o espaço sagrado e inviolável da autonomia privada. 
 
É exatamente nesta linha que surge a codificação de 1916, sendo fortemente influenciada pelo Código Napoleônico de 1804 e pelo BGB da 
Alemanha de 1896. Com aspirações de um jusnaturalismo racionalista, o Código Civil de 1916 defende os valores