Redes - Cabeamento Estruturado
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Redes - Cabeamento Estruturado

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R mostra que o cabo passou por testes semelhantes, mas com algumas diferenças, em
relação à propagação do fogo e à produção de fumaça. Por exemplo, o CMR é testado por suas
características de resistência ao fogo em uma posição vertical. De acordo com o código,
você deve utilizar um cabo adequado sempre que for necessário passá-lo através do assoalho ou
do teto. Normalmente, os cabos CMR têm uma cobertura externa de PVC.Em geral, você encontrará cabos de rede local listados nas categorias de tipo CM (comunicação) ou MP(finalidades diversas). Algumas empresas costumam fazer testes com cabos CL2 ou CL3 (classe 2 ou classe3) e não com cabos CM ou MP, mas normalmente os critérios em relação a fogo e fumaça são os mesmos.As diferenças entre esses tipos de cabo dizem respeito ao volume de corrente elétrica que seriatransportado sob as piores circunstâncias. O cabo MP é submetido a testes que pressupõem o transportedo maior volume de corrente possível, ao passo que os cabos CM, CL2 e CL3 representam níveis maisbaixos.

PADRÃO EIA/TIA-568 (SP-2840)A EIA/TIA (Electronic Industries Association / Telecommunications Industry Association) é um órgãonorte-americano com um longo histórico no estabelecimento de padrões para sistemas de comunicações,inclusive, por exemplo, o EIA 232 para portas de comunicação serial. A EIA/TIA atacou o problema daespecificação de cabos de rede local começando pelo modelo Anixter de Nível 5, mas passou a chamar asdivisões de "categorias", em vez de níveis. A Amp e outras empresas trabalharam na EIA/TIA paraexpandir o modelo, de modo a abranger outras categorias de produtos, inclusive cabos coaxiais e de fibraótica. O resultado é o padrão EIA/TIA 568 para fios de telecomunicações em prédios comerciais. Nota: Opadrão EIA/TIA está mudando seu nome para SP-2840. No entanto, provavelmente o nome atingido aindapermanecerá em uso por algum tempo.A principal vantagem do EIA/TIA 568 está em sua publicação como um padrão aberto que não contém amarca de qualquer fornecedor. Você pode selecionar e especificar um cabo que obedece a uma categoriaespecífica do padrão EIA/TIA 568 e obter várias opções de diferentes fabricantes. Observe, no entanto,que ele não lida com fios de pares trançados blindados. (Como descreveremos mais adiante neste capítulo,a UL associa desempenho a segurança.)

O padrão EIA/TIA 568 descreve as especificações de desempenho do cabo e sua instalação. No entanto, opadrão ainda deixa espaço para o projetista utilizar outras opções e expandir o sistema. O padrão utilizacabos de quatro fios trançados sem blindagem para o transporte de voz. Você pode optar por transportaros dados através de outro tipo de cabo de pares trançados sem blindagem ou coaxiais. Se você resolverusar cabos de fibra ótica nas mesas de trabalho, os cabos de cobre não poderão ser retirados.A seguir mostramos um resumo da especificação de desempenho de cabos descrita no padrão EIA/TIA568.· Categoria 1. De um modo geral, o EIA/TIA 568 fala pouco sobre as especificações técnicas dascategorias 1 e 2. As descrições apresentadas a seguir representam apenas informações gerais.Normalmente, um cabo da Categoria 1 é um fio não-trançado A WG 22 ou 24, com grandesvariações de valores de impedância e atenuação. A Categoria 1 não é recomendada para dados evelocidades de sinalização superiores a 1 megabit por segundo.· Categoria 2. Essa categoria de cabo é igual à especificação de cabo de Nível 2 da Anixter, e éderivada da especificação de cabo Tipo 3 da IBM. Esse cabo utiliza fios de pares trançados A WG22 ou 24. Pode ser utilizado com uma largura de banda máxima de 1 MHz, mas é testado emrelação à paradiafonia. Você pode utilizar esse cabo para conexões de computador IBM 3270 eAS/400 e com o Apple LocalTalk.· Categoria 3. Essa categoria de cabo é igual à especificação de Nível 3 da Anixter e geralmente é onível de qualidade mais baixo que você poderá permitir em novas instalações. Essa categoriautiliza fios de pares trançados sólidos A WG24. Esse fio apresenta uma impedância típica de 100ohms e é testado para atenuação e para diafonia a 16 megabits por segundo, esse fio é o padrãomais baixo que você poderá usar para instalações 10Base-T e é suficiente para redes Token-Ringde 4 megabits.· Categoria 4. Igual ao cabo de Nível 4 da Anixter, o cabo da Categoria 4 pode ter fios de parestrançados sólidos A WG 22 ou 24. Esse cabo tem uma impedância de 100 ohms, e é testado parauma largura de banda de 20 MHz. Os cabos dessa categoria são formalmente classificados parauma velocidade de sinalização de 20 MHz. Portanto, eles representam uma boa opção caso vocêpretenda utilizar um esquema Token-Ring de 16 megabits por segundo em fios de parestrançados sem blindagem. O cabo da Categoria 4 também funciona bem com instalações 10Base-T.· Categoria 5. Essa é a especificação de desempenho que recomendamos para todas as novasinstalações. Trata-se de um cabo de fios de pares trançados sem blindagem AWG 22 ou 24 comuma impedância de 100 ohms. Testado para uma largura de banda de 100 MHz, esse cabo é capazde transportar uma sinalização de dados a 100 megabits por segundo sob determinadas condições.O cabo da Categoria 5 é um meio de alta qualidade cada vez mais usado em aplicações voltadaspara a transmissão de imagens e dados em grandes velocidades.Tentar descrever o padrão EIA/TIA 568 em um livro é como tentar pintar um trem em movimento. Opadrão fica a cargo de um comitê, e as modificações são constantes. Por exemplo, como os cabos Tipo 1 eTipo 9 blindados de 150 ohms produzidos pela IBM são muito importantes no mercado, esperamos vê-losincluídos no padrão. Existem propostas para integrar o cabo coaxial Ethernet fino (de fibra multimodalcom 62,5/125 mícrons) e o cabo de fibra monomodal (utilizado em conexões de longa distância) àespecificação.
UNDERWRITERS LABORATORIES (UL)Instituições locais reguladoras de códigos de construção e incêndio tentam utilizar padrões como os doNEC, mas, com freqüência, seguradoras e outras instituições reguladoras especificam os padrões daUnderwriters Laboratories. A UL tem padrões de segurança para cabos semelhantes aos utilizados peloNEC. O UL 444 é o padrão de segurança para cabos de comunicação. O UL 13 é o padrão de segurançapara cabos de circuito com limitações de energia elétrica. Os cabos de rede podem ser classificados nasduas categorias. A UL testa e avalia amostras de cabos e, em seguida, depois de conceder uma aprovaçãopreliminar, conduz testes e inspeções. Essa fase de testes e acompanhamento torna a marca de aprovaçãoda UL um símbolo valioso para os compradores.Em uma operação muito interessante e inusitada, a equipe da UL juntou segurança e desempenho em umprograma cujo objetivo é facilitar a seleção ou a especificação de um cabo. O LAN Certification Programda UL lida não apenas com segurança, pois o desempenho também é testado. A IBM autorizou a UL a

verificar cabos STP de 150 ohms de acordo com as especificações da própria IBM, e a UL estabeleceu umprograma de verificação da velocidade de transmissão de dados e do nível de desempenho que abrange oscabos de pares trançados de 100 ohms. A UL adotou o padrão de desempenho do EIA/TIA 568 e algunsaspectos do modelo de desempenho de cabo Anixter. No entanto, há uma pequena inconsistência: Oprograma UL lida com fios de pares trançados com e sem blindagem, ao passo que o padrão EIA/TIA 568se concentra nos fios sem blindagem.As classificações da UL variam do Nível (Level) I ao Nível V. A diferença entre os níveis da UL e daAnixter é que a UL utiliza algarismos romanos. Como descrevemos, as especificações de cabo da IBMvariam do Tipo 1 ao Tipo 9, ao passo que a EIA/TIA tem as Categorias de 1 a 5. É fácil se confundir comníveis e tipos de mesmo número. Os níveis de classificação lidam com desempenho e segurança. Portanto,os produtos que recebem a aprovação da UL também atendem às especificações MP, CM ou CL do NEC eao padrão EIA/TIA de uma determinada categoria.As empresas cujos cabos recebem a aprovação da UL as exibem na parte externa