Redes - Cabeamento Estruturado
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Redes - Cabeamento Estruturado

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de seus produtos, porexemplo, Level I, LVL I ou LEV I. A seguir apresentamos um resumo dos níveis de classificação da UL.· O Nível I da UL atende aos requisitos de segurança do NEC e ao padrão UL 444. Não háespecificações de desempenho.· O Nível II da UL atende aos requisitos de desempenho da Categoria 2 do padrão EIA/TIA 568 edo Tipo 3 do IBM Cable Plan. Também atende a requisitos especiais dos padrões NEC e aopadrão UL 444. É apropriado para esquemas Token-Ring de 4 megabits, mas não para aplicaçõesde dados com velocidade mais alta, como as 10Base-T.· O Nível III da UL atende aos requisitos de desempenho da Categoria 3 do EIA/TIA e aosrequisitos de segurança dos padrões NEC e UL 444. É a classificação mais baixa para redes locais.· O Nível IIV da UL atende aos requisitos de desempenho da Categoria 4 do padrão EIA/TIA 568 eaos requisitos de segurança dos padrões NEC e UL 444.· O Nível V da UL atende aos requisitos de desempenho da Categoria 5 do padrão EIA/TIA 568 eaos requisitos de segurança dos padrões NEC e UL 444. É a melhor opção para novas instalaçõesde redes locais.
EVOLUÇÃOOs comitês de padrões continuarão a se reunir. Constantemente, eles fazem propostas e, geralmente, acada cinco anos, publicam as principais atualizações. As novas tecnologias, juntamente com o desejo dasempresas de encontrar um mercado para novos produtos, farão pressão para que haja mudançasevolucionárias nos padrões de cabeamento e fiação das redes. Além disso, outros órgãos que especificampadrões seguirão o caminho da Anixter, da EIA/TIA e da UL. Por exemplo, o Comitê de Padrões 25 daISO (International Standards Organization) e o Comitê Técnico 1 da IEC (International ElectrotechnicalCommission) desenvolveram uma estrutura de padrões internacionais (talvez identificada como ISO/IECJTC1/SC25), que se aplica ao cabeamento Token-Ring e a um sistema de cabeamento genérico. Felizmente, os padrões ISO/IEC que estão surgindo obedecem à risca os padrões da EIA/TIA, mas haverá algumasdiferenças.Os cabos que você instalar deverão ter uma grande durabilidade. Se você seguir os padrões EIA/TIA eISO/IEC assegurará o retorno do seu investimento e garantirá a fácil operação das redes em que a suaempresa se baseia.

"Willy sabia que havia um problema, pois aquelas pessoas não estavam falando a mesma língua. Willy ouviuo novato perguntar a Bill Owens, um dos técnicos em instalação mais experientes, se ele tinha uma "mau"disponível. O novato estava resolvendo um problema em um antigo e importante cliente e aparentementeachava que poderia solucioná-lo substituindo a MAU. Mas Willy sabia que os dois estavam usando o mesmotermo para duas coisas diferentes.Quando chegou, Willy ouviu o novato dizer o seguinte enquanto rasgava uma caixa com aproximadamente60 cm de largura e alguns centímetros de altura:"Pedi a Bill uma MAU e foi isso que ele me deu. A menos que haja uma dúzia de MAUs aqui dentro, não foiisso que pedi."Você fez cursos na Hewllet-Packard, não foi?" Willy perguntou. Quando o novato concordou balançando acabeça, Willy explicou: "a HP chama um transceptor externo para fios 10Base-T de MAU, ou seja, MediaAttachment Unit, e é isso que você quer - um transceptor para conectar a porta AUI a uma placa adaptadora

Ethernet a fim de estabelecer uma conexão 10Base-T. Bem, Bill fez cursos na IBM. Na IBM, MAU significaMultistation Access Unit - ou seja, um hub de fiação. O que você tem aí é um hub de fiação para redes token-ring.""Ah", O novato respondeu, foi por isso que ele me perguntou se eu queria uma MAU para pares trançadossem blindagem. Pensei que ele estivesse brincando."Willy deu ao novato um pacote com aproximadamente o tamanho de um maço de cigarros. "Aqui, use essetransceptor 10Base-T externo e também se lembre de falar uma língua que todos entendam sempre quepossível. Mesmo quando as pessoas estejam familiarizadas com os padrões, é melhor descrever o que vocêdeseja da forma mais simples possível. Afinal de contas, os padrões são maravilhosos - e é por isso queexistem tantos!"As especificações ARCnet, Ethernet e Token-Ring foram desenvolvidas no vácuo. Os projetistas dasespecificações ARCnet não tinham idéia dos esforços dos projetistas da Ethernet, apesar de osdesenvolvimentos terem ocorrido quase simultaneamente. A IBM também projetou a especificaçãoToken-Ring como algo totalmente novo. Em todos os casos, as especificações para a utilização de fios depares trançados sem blindagem foram incluídas depois de a arquitetura estar pronta - principalmenteem resposta às necessidades dos clientes.Neste capítulo, apresentamos um resumo das especificações geralmente aceitas para sistemas decabeamento ARCnet, Ethernet e Token-Ring. Esse resumo pretende funcionar como uma ferramentainicial de planejamento; talvez você ache qua as distâncias e a configuração que deseja implementarsejam difíceis de executar sob uma determinada arquitetura. O resumo também deverá servir comofonte de consulta quando você quiser expandir a rede. Limitações em fatores como o comprimentogeral do cabo podem tornar mais alto o custo da inclusão de nós na rede.Os fatores que mostramos servem apenas como uma base para planejamento. Apesar de algumasempresas oferecerem hubs de fiação e placas de interface de rede capazes de abranger distânciasmaiores do que as apresentadas neste livro, alguns ambientes elétricos exigirão limites menores. NoCapítulo 9, discutiremos os processos de teste e certificação. Depois de utilizar este capítulo paraplanejar uma instalação de cabos, você deverá testá-la para obter um perfil de sua situação. Se vocêestiver utilizando uma sinalização de 16 megabits ou mais rápida, a certificação da instalação seráespecialmente importante para o sucesso da sua rede e talvez para o seu próprio sucesso comoprofissional.Agora vamos descrever os esquemas de cabeamento de cobre geralmente aceitos pelas três principaisarquiteturas de rede. No Capítulo 8, falaremos dos cabos de fibra ótica.
ETHERNETOs três principais tipos de conexões Ethernet são o cabo coaxial fino, o cabo coaxial grosso e o fio de parestrançados sem blindagem. Regras específicas se aplicam a cada tipo de cabeamento, mas antes deexaminarmos cada situação, iremos revisar alguns termos gerais.O cabeamento Ethernet se baseia principalmente no conceito de cabo-tronco. Um segmento de tronco é umpedaço de cabo com um terminador em cada extremidade. Dentro de cada terminador, um componenteelétrico denominado resistor concentra os sinais que chegam à extremidade do cabo para que eles nãosejam refletidos e criem seqüências de sinais conflitantes.Os segmentos de tronco são ligados por dispositivos denominados repetidores. Um repetidor reproduz ossinais mais uma vez para que eles recuperem a força perdida através da atenuação do cabo, mas oesquema de compartilhamento de cabo CSMA (carrier-sense multiple access) limita o número derepetidores permitidos em um sistema de cabeamento de rede.Em geral, você pode ter quatro repetidores em um sistema Ethernet que liga cinco segmentos de tronco,mas apenas três deles podem ter conexão com nós. Dois desses troncos não têm conexão com nós e servemapenas para estender a rede entre os outros segmentos em que há conexão.O comitê IEEE 802.3 designa cada estili de arquitetura de acordo com a velocidade de sinalização, o tipode sinalização e o comprimento máximo do cabo (em metros) de um segmento de tronco. Este é umexemplo da forma como o sistema de designação IEEE 802.3 funciona: O cabo coaxial grosso utiliza umavelocidade de sinalização de 10 magabits por segundo e uma sinalização de banda-base (descrita noCapítulo 1), e o padrão permite um máximo de 500 metros de cabo em um segmento de tronco. Umsistema que obedece a esses padrões é designado 10Base5.O cabo coaxial fino, também conhecido informalmente como Cheapernet ou Ethernet fino, tem

características elétricas de nível mais baixo. Por isso, o padrão IEEE limita os sistemas Ethernet finos aum comprimento de segmento de tronco de 185 metros, o que é bem próximo de 200 metros, daí suadesignação