Redes - Cabeamento Estruturado
67 pág.

Redes - Cabeamento Estruturado

Disciplina:REDES DE COMPUTADORES4.679 materiais121.170 seguidores
Pré-visualização38 páginas
podem serseparados pela mesma distância de 45 metros, mas o comprimento máximo entre eles não poderáultrapassar os 120 metros. É possível utilizar um cabo adaptador de 2,5 metros entre a tomada daparede e o nó. Na teoria, você pode ter até 260 nós no anel que utiliza cabos de fios de parestrançados blindados, mas provavelmente você excederá a MTD antes de ultrapassar o limite donó.· Em cabos de pares trançados sem blindagem da Categoria 5, você fica limitado a um máximo de132 nós no anel principal. A restrição do número de nós limita automaticamente o comprimentodo cabo utilizado pelo anel. No entanto, o padrão IEEE 802.5 para redes token-ring com cabosUTP contém orientações muito complexas que exigem a medição dos seguintes fatores: os sinaistransmitidos entre os pares de fios, a atenuação e até mesmo a temperatura. Em resumo, vocêprecisará de uma equipe de instalação qualificada e muito bem equipada.· O fio de par trançado blindado sugerido para redes token-ring proporciona ligações em rede dealta qualidade, mas seu custo é bem alto. Nas instalações que não sofrem de um alto nível de ruídoelétrico, o UTP representa uma boa opção.
ARCnetO esquema arcnet evoluiu de forma inversa. O esquema ARCnet original, desenvolvido no final dos anos60, necessitava de hubs de fiação com segmentos coaxiais dedicados entre cada nó e o hub, o queatualmente é uma característica-chave das redes Ethernet 10Base-T e token-ring. Mas nos anos 80,diversas empresas passaram a produzir placas adaptadoras ARCnet que podiam usar cabos coaxiais e fiosde pares trançados blindados em uma configuração estação-a-estação, semelhante à configuração de buslinear do esquema Ethernet fino original.O ARCnet é um sistema de rede com muitas vantagens e desvantagens. Sua baixa velocidade desinalização de 2,5 megabits por segundo não suportará a utilização de vários PCs possantes que tentamexecutar aplicações sofisticadas, mas permitirá a utilização de cabos UTP mais longos e de pior qualidade.Ao contrário das redes 10Base-T e token-ring, você pode usar o sistema ARCnet em cabos telefônicos PBXjá instalados nas paredes do seu prédio. Um cabo EIA/TIA 568 da Categoria 2 funcionará muito bem comsistemas ARCnet.Em sua configuração padrão (observe a Figura 4.5), o sistema ARCnet utiliza cabos coaxiais RG-62, quesão iguais aos mesmos cabos utilizados pela IBM em seu sistema de terminais mainframe 3270. Você podeter até 600 metros de cabo coaxial entre um nó e seu hub ativo. Os hubs ativos dos sistemas ARCnet não

são caros, como acontece com as redes token-ring, o que os torna muito comuns nas instalações. O sistemaARCnet também permite a utilização de hubs inativos muito baratos, mas o segmento máximo de caboentre um nó e um hub inativado é de 300 metros. Como o sistema ARCnet não depende das técnicas de"verificação antes da transmissão" do esquema CSMA/CD para controlar a forma como o cabo écompartilhado, a sincronização não é importante e, como ilustra a Figura 4.5, as distâncias entre os nóspodem ser no máximo de 6.000 metros. Com cabos UTP, você pode utilizar até 120 metros de cabo entre onó e o hub de fiação.Algumas marcas e modelos específicos de placas adaptadoras ARCnet permitem que você utilize caboscoaxiais ou UTP em uma configuração em margarida ou de barramento linear. O comprimento geral deum segmento de cabo coaxial em um barramento linear é de 300 metros, e o comprimento máximo docabo UTP é de 120 metros. No entanto, devido à dificuldade em combinar a impedância geral e os níveisde sinal, você só pode ter dez nós no cabo. Algumas empresas sugerem que você conecte nós dispostos emmargarida a um hub de fiação. No entanto, não recomendamos essa estratégia, pois descobrimos que comfreqüência esses tipos de instalação não são confiáveis.
NOVOS PADRÕESA tecnologia não fica estática, e muitas organizações expressaram sua necessidade de um sistema de redecapaz de proporcionar uma velocidade de sinalização maior do que as placas Ethernet de 10 megabits porsegundo. Os sistemas com velocidades de sinalização de 100 ou de até mesmo 155 megabits por segundoestão evoluindo, mas eles ainda não servem para os esquemas de cabeamento especializados utilizados nasredes Ethernet, token-ring e ARCnet. Em vez disso, eles utilizarão cabos EIA/TIA Categoria 5, umacombinação de vários cabos da Categoria 5 ou cabos de fibra ótica. De qualquer forma, uma boainstalação com cabos da Categoria 5 representa um excelente investimento no futuro.

Quando o jogador tocou a bola para dar início ao primeiro tempo do jogo, o bipe de Willy começou a vibrar
em seu cinto. Além disso, havia uma mensagem na tela LCD de seu laptop pedindo que ele ligasse para a
gerente de rede de um dos clientes da OK Cable, um hospital local. Ele pensou em utilizar um telefone
público, mas resolveu descer a rampa do estádio e foi até o estacionamento.
O furgão do serviço de empergência não era o meio de transporte mais adequado para uma tarde de domingo,
mas era sua vez de ficar de plantão. Levá-lo para o jogo era muito melhor do que ficar em casa. Ele desarmou
os alarmes, entrou no furgão e esperou que o telefone celular negociasse uma linha. Em seguida, ligou para
Janet Jackson no hospital.
"Willy", ela exclamou. "Obrigado por ligar tão rápido. Não consigo a ajuda de mais ninguém e nosso sistema
está fora do ar. Os médicos não conseguem incluir os registros dos pacientes, a sala de emergência está lotada
e eu estou emuma péssima situação! Já verifiquei tudo no servidor e nos clientes. Acho que deve ser um
cabo."
Willy estremeceu. Ele estava orgulhoso do sistema de cabeamento do hospital, pois havia projetado e
supervisionado a instalação. Um cabo central de fibra ótica alimentava uma série de hubs de fiação que
proporcionavam um excelente isolamento físico. "E o sistema de gerenciamento de hub? O que ele está
mostrando?", Willy perguntou.
"Também não consigo acessá-lo. O console de gerenciamento não consegue se comunicar com os hubs
através da rede e obter dados aatualizados."
"Janet, vou acessar o sistema de gerenciamento de hub através da conexão de modem RG-232. Telefonarei de
volta em alguns minutos. "Willy sabia que o console de gerenciamento de rede do hospital não tinha um
modem que pudesse ser usado para acessar a porta serial do hub. Não foi o custo do modem que os fez tomar
essa decisão, mas o custo de uma linha telefônica que nunca era utilizada. Willy concluiu que alguns tipos de
segurança parecem muito caros até você precisar deles.
Ele deu partida em seu laptop e conectou um cabo RS-232 entre a porta serial do laptop e um modem operado
por bateria com aproximadamente o tamanho de um maço de cigarros. Em seguida, ele conectou o modem a
uma tomada localizada na parte lateral do telefone celular. A confusão de cabos ofendeu o senso de
organização de Willy, mas, de acordo com sua experiência, ele sabia que com isso iria detectar o problema.
O número do telefone do sistema de gerenciamento de hub do hospital estava no software de comunicação de
Willy. Com base no plano de manutenção mensal do hospital, a OK Cable pagava pela linha telefônica, mas,
na verdade, era o hospital que pagava por ela, pois os custos estavam incluídos no serviço prestado.
Willy discou o número no telefone celular e, quando ouviu o modem responder, digitou o comando ATXOD
no teclado do laptop para que o modem fosse ativado. Os dois modems negociaram uma conexão de 9.600

bits por segundo, o script do software enviou a senha adequada, e ele obteve acesso. O script já havia
configurado um longo intervalo de pausa no modem, de forma que as alterações na conexão celular do
telefone, que podem acontecer até mesmo quando você está preparado, não fizessem com que o modem
perdesse a potadora.
O software de emulação de terminal de Willy não tinha as lindas janelas ou as telas gráficas do programa de
gerenciamento, mas o problema ficou óbvio quando ele verificou a tela de tráfego da rede. Uma placa
adaptadora estava apresentando um fenômeno conhecido como jabbering