Redes - Cabeamento Estruturado
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Redes - Cabeamento Estruturado

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rede com 6.000 metros de cabos - aproximadamente vinte vezesa distância do sistema Ethernet fino.
Considerações sobre TamanhoUm conjunto de normas bastante complexo regula o tamanho que uma rede ARCnet pode ter. Em geral, otamanho máximo que um cabo pode ter de uma extremidade à outra da rede é de 6.000 metros. Para quenovos sinais sejam gerados entre hubs ativos, o tamanho máximo do cabo deverá ser 600 metros. Otamanho máximo entre um hub ativo e um nó da rede também é de 600 metros. Os hubs passivos podemser conectados aos nós utilizando-se no máximo 30 metros de cabo. Como você pode ver, os sistemasARCnet são capazes de abranger uma grande área geográfica.NOTAUma regra geral em termos de comunicação é que em distâncias maiores há perda de velocidade. Arquiteturascomoo a ARCnet, que utiliza uma sinalização mais lenta, podem percorrer extenssões de cabo maiores sem anecessidade de um repetidor. Sistemas mais rápidos, como os Ethernet de 10 megabits por segundo e os Token-Ring de 16 megabits por segundo, têm grandes limitações quanto ao tamanho dos cabos.Várias empresas, inclusive a PureData e a Standard Microcomputer Systems, oferecem versões em fibraótica de sistemas ARCnet. Esses sistemas têm as características típicas dos cabos de fibra ótica: asemissões elétricas baixas, a baixa absorção de ruídos elétricos e a possibilidade de comunicação emdistâncias maiores.
Token-RingO conceito de Token-Ring e seu esquema de cabeamento surgiram na IBM no período de 1982 a 1985.Desde então, o sistema Token-Ring passou a ser o pilar central da IBM em termos de conectividade. Aempresa comercializa placas adaptadoras e softwares Token-Ring para todos os níveis de produtos decomputador. O sistema Token-Ring é descrito pelo IEEE como um padrão 802.5 aberto, mas o processode padronização foi orientado e conduzido por pessoas da própria IBM.Se você quiser tornar a rede a base do funcionamento da sua empresa, deverá torná-la confiável e robusta.O sistema Token-Ring utiliza um mecanismo preciso denominado passagem de fichas, que controla oacesso de cada nó ao cabo. Em um anel do cabo, os nós da rede passam de estação em estação umapequena mensagem denominada ficha. Quando um nó tem dados para transmitir, ele transforma a fichalivre em uma ficha ocupada e envia os dados do programa de aplicação em um formato denominado"quadro". Todos os nós do anel repetem os bits do quadro exatamente da mesma forma como os recebem,mas apenas o nó destinatário copia o quadro para um buffer da placa adaptadora de rede local e em

seguida o envia para o dispositivo host. Quando recebe sua ficha ocupada do anel, o nó original atransforma outra vez em uma ficha livre e a envia de volta para o anel.Na verdadem obviamente, o sistema é muito mais complexo do que isso. Os fatores envolvidos sãoseguintes: As placas adaptadoras sabem os endereços de suas vizinhas posteriores para que a recuperaçãoseja mais rápida em caso de falha. A estação que tiver o endereço interno mais alto (definido durante afabricação da placa adaptadora) controla a passagem das fichas, e uma estação secundária controla aatividade da estação principal. Procedimentos de determinação de problemas (PDPs) internos identificamuma placa com falha e a removem do anel.A técnica de passagem de fichas representa um contraste perfeito em relação ao padrão EthernetCSMA/CD mais antigo, no qual um nó localiza uma pausa no tráfego e tenta incluir dados no cabo da redeantes dos outros nós.O sistema Token-Ring está destinado a sobreviver. Eletricamente, esse sistema é um anel, mas fisicamenteé uma estrela com cabos acessando cada nó a partir de um hub de fiação central. Essa configuração émostrada na Figura 1.5. O hub de fiação utiliza um relé para detectar a voltagem enviada por uma placaadaptadora depois que esta passa por um rigoroso autoteste e está pronta pra entrar no anel. Na verdade,o hub quebra a continuidade do anel por uma fração de segundo quando a nova placa entra no anel. Emterminologia Token-Ring, um centro de fiação é uma MAU (Multistation Access Unit) ou, em uma versãomelhorada, uma CAU (Controlled Access Unit). Muitas empresas comercializam MAUs e CAUs quedispõem de recursos distintos, inclusive de esquemas elaborados para gerenciamento e geração derelatórios.
O Hub de FiaçãoPor causa do hub de fiação, se um cabo ligado a uma estação inativa for danificado, os nós do anel ativonunca serão afetados. Se uma placa adaptadora falhar, ou algo acontecer com o cabo ligado a uma placa,essa parte do anel será imediatamente descartada.O sistema se torna mais complexo à medida que você liga vários hubs de fiação. Os hubs mantêm aarquitetura de anel em relação ao fluxo de dados de uma rede ampliada, mesmo que estejam em diferentesáreas de trabalho ou em gabinetes de fiação localizados a uma certa distância. Na prática, um anel podeter vários centros de fiação, que, com freqüência, ficam espalhados pelo prédio. Quando dois centros defiação estão ligados, um diagrama físico deles se assemelha a duas estrelas muito próximas.O padrão Token-Ring permite velocidades de 4 ou 16 megabits por segundo, e em geral as novas placasadaptadoras de rede local que você comprar poderão funcionar nas duas velocidades. No entanto, vocênão pode misturar sinais de 4 e de 16 megabits na mesma rede. Na prática, muitas empresas utilizam umasinalização de 16 megabits entre os hubs de fiação e uma sinalização de 4 megabits por segundo entre ohub de fiação e os nós da rede.O capítulo 5 trata especificamente de hubs e repetidores.
Alternativas de CabeamentoComo descreveremos no Capítulo 4, os padrões IEEE 802.5 Token-Ring possibilitam uma grandeflexibilidade na escolha de alternativas de cabeamento. A especificação original necessitava de um cabocomposto por fios de pares trançados blindados (STP). O STP proporciona um ambiente elétrico de altaqualidade, e pode lidar facilmente com uma sinalização Token-Ring de 4 ou 16 megabits por segundo,sendo também adequado para os novos sistemas de 100 megabits por segundo. Mas esse cabo é volumoso epreenche os conduítes de fiação rapidamente.Apesar de a IBM ter tentado se manter fiel aos cabos de pares trançados blindados, os usuáriospreferiram os cabos de fios trançados sem blindagem (UTP) utilizados em sofisticados sistemas telefônicose no padrão IEEE 802.3 10BaseT. A principal vantagem do UTP está em seu pequeno tamanho; ele nãoentope os dutos de fiação. Inicialmente a IBM especificou um cabo de pares trançados sem blindagemcomo seu cabo do Tipo 3. O cabo do Tipo 3 funciona muito bem em um serviço de 4 megabits por segundo,mas deve ser cuidadosamente instalado para que seja confiável em sistemas de 16 megabits por segundo.No Capítulo 3, descreveremos os novos padrões para instalações Token-Ring de alta velocidade.Certamente, o UTP nunca esteve nos planos originais da IBM para proporcionar uma fiação deconectividade confiável. No entanto, a empresa se juntou à Synoptics Communications a fim de obter aaprovação do IEEE para um plano que utilizava circuitos de indutância e capacitância passivas paraformar o sinal necessário à transmissão em um UTP a uma velocidade de 16 megabits por segundo. A

IBM lançou também uma família de módulos de conexão de lóbulo. (Cada trecho de cabo que sai de umhub em direção a um nó é denominado lóbulo.)
Considerações sobre TamanhoFórmulas complicadas orientam o número de centros de fiação, a distância entre seus cabos e o tamanhomáximo do cabo existente entre um centro de fiação e um nó. Em sua forma mais simples, um anel ficalimitado a um mínimo de 72 nós em cabos UTP e a um máximo de 260 nós em cabos STP. Portanto, sevocê tiver mais nós - ou se simplesmente quiser limitar o tráfego a um anel - ligue os anéis utilizando umaponte Token-Ring. A ponte permite a passagem do tráfego entre os anéis, reincluindo apenasdeterminados quadros a fim de reduzir o tráfego e evitar limitações em relação ao tamanho do anel e aocomprimento do cabo.
MUDANÇAS EVOLUCIONÁRIASAté o início dos anos 90, a seleção de um padrão de rede específico