Sociologia J. - Anotação (14)
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Sociologia J. - Anotação (14)


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PREPARATÓRIO PARA OAB
Professor: Dr. Carlos Toledo
DISCIPLINA: DIREITO ADMINISTRATIVO
Capítulo 8 Aula 1 
CONTRATOS ADMINISTRATIVOS
Coordenação: Dr. Carlos Toledo
01
Contratos Administrativos
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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CARACTERÍSTICAS DO CONTRATO ADMINISTRATIVO
A Administração possui contratos que fogem ao tratamento dado pelas normas do direito privado, razão 
pela qual estudamos esse tema no Direito Administrativo, chamando esses contratos de contratos 
administrativos.
Basicamente, são características dos contratos administrativos: 
- Uma das partes contratantes é a Administração Pública.
- O regime jurídico é de direito público, com prerrogativas especiais para a Administração (cláusulas 
exorbitantes).
- Ao contratante particular é garantido o equilíbrio econômico-financeiro do contrato.
Observe que não basta que um contrato seja firmado pela Administração para que seja considerado 
contrato administrativo. Há contratos em que a Administração é parte, mas que são regidos 
predominantemente pelas normas do direito privado, por exemplo, os contratos de seguro, de 
financiamento, de locação em que o Poder Público seja locatário (vide art. 62, § 3º, I da Lei 8.666/93 Lei de 
Licitações e Contratos).
Para que seja considerado contrato administrativo, é necessário que o ajuste seja regido predominantemente 
pelas regras do direito público. Esse regime especial se caracteriza pela existência das chamadas cláusulas 
exorbitantes, que sempre devem estar presentes nos contratos administrativos. 
A própria Lei 8.666/93 enumera essas cláusulas, em seu art. 58:
 
"Art. 58. O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei confere à Administração, em 
relação a eles, a prerrogativa de:
I - modificá-los, unilateralmente, para melhor adequação às finalidades de interesse público, respeitados os 
direitos do contratado;
II - rescindi-los, unilateralmente, nos casos especificados no Inciso I do art. 79 desta Lei; 
III - fiscalizar-lhes a execução;
IV - aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste;
V - nos casos de serviços essenciais, ocupar provisoriamente bens móveis, imóveis, pessoal e serviços 
vinculados ao objeto do contrato, na hipótese da necessidade de acautelar apuração administrativa de faltas 
contratuais pelo contratado, bem como na hipótese de rescisão do contrato administrativo.
Aula 1
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Observe que em contratos de natureza privada, esses poderes não existem ou existem de forma muito mais 
limitada, sendo que o particular geralmente precisa acionar o Poder Judiciário para fazer valer os seus 
direitos contratuais. A Administração, ao contrário, está dotada aqui daquele poder de auto-
executoriedade, já explicado neste curso.
Essas cláusulas são plenamente legais e são imprescindíveis, pois servem para garantir a satisfação do 
interesse público, que deve preponderar sobre o interesse particular; no caso, o interesse do particular 
contratado. 
Como contrapartida dessas cláusulas exorbitantes, a Administração deve manter o equilíbrio econômico-
financeiro do contrato, visto que, ao apresentar sua proposta, o contratado tinha uma determinada 
expectativa econômica relativa à contratação. (Vide art. 58, §§ 1º e 2º) 
CONCEITO DO CONTRATO ADMINISTRATIVO
Contrato administrativo é o ajuste entre a Administração Pública e o particular, dotado de cláusulas que 
estabelecem prerrogativas à Administração, que poderá, nos termos da lei, alterar unilateralmente a 
vigência e a prestação do objeto contratual, garantidos os direitos patrimoniais do contratado.
FORMALIZAÇÃO DO CONTRATO: CONVOCAÇÃO DO INTERESSADO
Para a formalização do contrato, a Administração deverá convocar o licitante vencedor para a assinatura do 
instrumento contratual, no prazo que já tenha sido fixado, no edital da licitação (art. 64 da Lei 8.666/93). A 
Administração poderá até conceder uma prorrogação desse prazo, pelo mesmo tempo do prazo inicial, se o 
interessado solicitar. 
Se o interessado não comparecer no prazo fixado, ele decai, isto é, perde o direito de celebrar o contrato 
com a Administração e sofrerá as sanções previstas no edital e na lei, como a aplicação de multa e de 
suspensão da participação em outras licitações (vide arts. 81 e 87 da Lei n.º 8.666/93).
Nessa hipótese, a Administração pode chamar os demais colocados, conforme a ordem de classificação, 
oferecendo a eles o contrato nas mesmas condições econômicas do contrato que seria firmado com o 
primeiro colocado (vide art. 64, § 2º da Lei 8.666/93). Evidentemente, os demais classificados não são 
obrigados a aceitar essas condições, que não foram objeto de suas propostas. 
Uma exceção: na legislação que criou o pregão (Lei 10.520/2002), a solução foi um pouco diferente. No 
pregão, a lei permite que, em caso de desistência ou não assinatura do contrato, sejam convocados os 
demais classificados, na ordem de classificação, para contratar nos termos de suas respectivas propostas. 
Nesse caso, deve-se considerar que eles estarão obrigados a contratar, visto que foi mantida a oferta que 
fizeram por ocasião da licitação. 
Em todo o caso, o licitante ficará vinculado à sua proposta pelo prazo máximo de sessenta dias contados da 
entrega dos envelopes ou da realização dos lances, se o edital não fixar prazo menor (art. 64, § 3º da Lei 
8.666/93).
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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FORMALIZAÇÃO DO CONTRATO ADMINISTRATIVO: ELABORAÇÃO DO INSTRUMENTO CONTRATUAL
Os contratos administrativos, ou melhor dizendo, todo e qualquer contrato feito pela Administração, devem 
ser feitos pela forma escrita. A única exceção são as compras de pequeno valor e de pronta entrega, que 
podem ser feitas de forma verbal (vide art. 60, Parágrafo Único da Lei 8.666/93). 
A lei ainda estabelece que, nos casos de contratações de valor correspondente às modalidades concorrência 
e tomada de preço contratações de valor mais alto, portanto, é obrigatório um termo de contrato, isto é, um 
instrumento que reproduza todas as exigências que constaram do edital de licitação. Para ver o que deve 
constar nesse instrumento contratual, vide o art. 55 da Lei de Licitações.
Nas contratações de menor valor e na compra de bens com entrega imediata que não gere obrigações de 
garantia e assistência técnica, a lei permite a substituição por outras documentações escritas, porém menos 
formais, como a carta-contrato, a nota de empenho, a autorização de compra ou a ordem de execução de 
serviço (art. 62 da Lei 8.666/93).
O importante a ressaltar é que seja qual for a forma do contrato, se ele foi precedido de uma licitação, o seu 
conteúdo está duplamente vinculado:
- vinculado ao edital da licitação
- vinculado à proposta oferecida pela licitante-vencedor
(vide art. 54, § 1º da Lei de Licitações)
Se não houver respeito às regras do edital e aos termos da proposta, por ocasião da formalização do 
contrato, isso levará à nulidade do mesmo.
A DURAÇÃO DO CONTRATO
Entre as leis que restringem a liberdade da Administração está a lei orçamentária, que estabelece o que pode 
ser gasto a cada exercício financeiro, período que vai de 1º de janeiro a 31 de dezembro (vide art. 167, da 
CF/88).
Por esta razão, os contratos