REFINO TRATAMENTOS 1

REFINO TRATAMENTOS 1


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GESTÃO PETROQUÍMICA
REFINO DO PETRÓLEO
TRATAMENTOS 
Professor Lázaro Santos
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Lavagem Cáustica de GLP e Nafta
O processo de lavagem cáustica tem com objetivo remover o ácido sulfidrico e mercaptans( SH) do GLP, nafta leve e nafta pesada, através da extração com uma solução aquosa de soda cáustica. 
Onde o produto tratado é submetido à lavagem cáustica (solução de NaOH 15% a 20%) para a remoção dos ácidos naftênicos e ácido sulfidrico (H2S). 
O tratamento cáustico é usado como pré-tratamento em outros processos, como o MEROX
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Mercaptans
Os mercaptanos, mercaptans ou mercaptanas são os tióis. 
Em química orgânica, são compostos que possuem um grupo funcional formado por enxofre e hidrogênio (-SH).
 Este grupo funcional é chamado de grupo tiol ou grupo sulfidrila.
É encontrado naturalmente no petróleo cru. 
O processo pelo qual sua atividade é reduzida ou eliminada é chamado adoçamento, realizada em produtos finais, como nafta de craqueamento.
Os de menor massa molar, voláteis, também são conhecidos pelo cheiro extremamente desagradável, como se fosse algo podre. 
São corrosivos.
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Lavagem Caustica de GLP e Nafta
Reações:
	2NaOH + H2S Na2S + 2H2O
	NaOH + RSH NaSR + H2O
	
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Tratamento MEROX
Também conhecido como tratamento cáustico regenerativo, tem a vantagem de possibilitar a regeneração da soda cáustica consumida no processo, reduzindo consideravelmente seu custo operacional.
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Tratamento MEROX
O processo ocorre em duas etapas:
Extração de mercaptans
Regeneração da soda
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Reações do Tratamento MEROX
Extração de mercaptans:
		RSH + NaOH NaSR + H2O
Regeneração da soda:
		2NaSR + ½ O2 2 NaOH + RSSR
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Tratamento MEROX
Permite a produção de dissulfetos, podendo ser operado como processo de dessulfurização ou adoçamento.
Pode ser aplicado a frações leves (GLP e nafta) e intermediárias (querose e diesel).
O processo se baseia na capacidade de certos catalisadores do tipo complexo quelante metálico, acelerarem a oxidação de mercaptans a dissulfetos. 
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	 Tratamento MEROX
Este processo de tratamento, designado Merox, tem como objetivo remover os mercaptans presentes nas correntes de GPL e nafta leve, através da extração com uma solução aquosa de soda cáustica. 
Onde o produto tratado é submetido à lavagem cáustica (solução de NaOH 15% a 20%) para a remoção dos ácidos naftênicos e ácido sulfidrico (H2S). 
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Tratamento MEROX
Os mercaptitos de sódio formados são depois removidos da solução de soda cáustica (regeneração da soda) por oxidação com ar na presença de um catalisador. 
Convertendo-se em dissulfuretos orgânicos insolúveis na solução aquosa, separando-se por decantação. 
O GLP tratado é enviado para a Unidade de Recuperação de Gases. 
A gasolina leve tratada, segue para a armazenagem. 
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COQUEAMENTO
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COQUEAMENTO
		É um processo para obtenção de coque. Produto sólido, negro e brilhante, obtido por craqueamento de resíduos pesados, essencialmente constituído por carbono (90 a 95%), e que queima sem deixar cinzas. Bom combustível para metalurgia e indústria de cerâmica. 
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COQUEAMENTO
		Os resíduos da torre de destilação são aquecidos a temperaturas acima de 482°C até que se quebrem em óleo pesado, gasolina e nafta. Ao final do processo, sobra um resíduo pesado, quase puro, de carbono (coque). O coque é limpo e vendido. 
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COQUEAMENTO
Craqueamento térmico severo.
\u201c Fundo do Barril\u201d
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Tipos de Coque
Há vários tipos de coque,dependendo do:
Processo utilizado
Condições operacionais
Carga usada
Tipos:
Esponja
Favo-de-mel ou shot
agulha
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Coque Esponja
É o coque que possui mais baixa qualidade
Apresenta poros pequenos e paredes espessas
Não são úteis para fabricação de eletrodos
Provém de cargas com elevado percentual de resinas e asfaltenos.
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Coque Favo-de-mel 
É o coque de qualidade intermediária
Apresenta poros em forma elipsoidal
Tem tendência a aglomeração
Provém de cargas com baixo percentual de resinas e asfaltenos.
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Coque Agulha
É o coque que possui maior qualidade
Apresenta poros finos elípticos e unidirecionais
É o mais indicado para fabricação de eletrodos
Provém de cargas muito aromáticas.
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COQUE
Principais usos do petróleo de coque:
Combustível;
Anodo eletrolítico para redução da alumina;
Uso direto como fonte de carbono;
Eletrodos para redução em fornos do dióxido de titânio, fósforo elementar;
Grafite.
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HIDROPROCESSAMENTO
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HIDROPROCESSAMENTO
		Embora os processos de hidroprocessamento tenham alguma similaridade, existem diferenças principalmente com relação aos objetivos e tipo de carga que processam
Carga + H2 Reação Separação Recuperação
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HIDROPROCESSAMENTO
Existem dois tipos
Hidrotratamento (HDT)
Hidroconversão (HDC)
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HIDROPROCESSAMENTO
Ocorrem as seguintes reações no hidroprocessamento:
Hidrodessulfurização
Compostos de S + H2 H2S
Hidrodesnitrogenação
Compostos de N + H2 N2S
Hidrodesoxigenação
Compostos de O + H2 O2S
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Reações:
Saturação de olefinas
 C=C + H2 CH-CH
Saturação de aromáticos
C6H6 +3H2 C6H12
Hidrocraqueamento
C-C +H2 CH + CH
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Hidrotratamento
As unidades de hidrotratamento têm como finalidade melhorar as propriedades de um produto, ou remover contaminantes, tais como enxofre, nitrogênio, oxigênio e metais.	
O hidrotratamento aplica-se praticamente a qualquer carga: nafta, querosene, óleo diesel e gasóleos.
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Hidroconversão
As unidades de hidroconversão têm por objetivo a produção de derivados mais leves.
A hidroconversão aplica-se praticamente ao resíduo de vácuo.
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Hidrocraqueamento
Semelhante ao craqueamento catalítico fluído, mas usa um catalisador diferente, temperaturas menores, pressão maior e gás hidrogênio.
Ele craqueia o óleo pesado em gasolina e querosene
Após vários hidrocarbonetos terem sido craqueados em outros menores, os produtos passam por mais uma coluna de destilação fracionada para separá-los.
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HIDROPROCESSAMENTO
O hidroprocessamento de óleo pesado consiste basicamente de unidades de hidrocraqueamento catalítico (HCC) e hidrotratamento (HDT). Estes processos ocorrem utilizando hidrogênio atuando sobre catalisadores bifuncionais, ou seja, contendo sítios ácidos e metálicos. 
A acidez provoca a quebra da ligação C-C do óleo, enquanto que o metal atual como espécie hidrogenante. 
A interação destas duas funções resulta no hidroprocessamento, que aplicando-se a óleos pesados, sob determinadas condições de temperatura, pressão e velocidade, permite a obtenção de hidrocarbonetos leves, com baixos índices de contaminantes sulfurados e nitrogenados, atendendo a legislações ambientais. 
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REFORMA
 CATALÍTICA
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 Reforma Catalítica 
A demanda atual por gasolina automotiva de alta octanagem tem estimulado o uso da reforma catalítica.
A reforma gera a partir da nafta direta da destilação uma corrente com alto teor de aromáticos que possuem um alto poder antidetonante.
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Reforma Catalítica
A reforma catalítica utiliza um catalisador (platina, mistura platina-rênio) para transformar nafta de baixo peso molecular em compostos aromáticos, usados na fabricação de produtos químicos e para misturar na gasolina. 
Um subproduto importante dessa reação é o gás hidrogênio, usado para o hidrocraqueamento ou vendido. 
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Reforma Catalítica
Nafta
Benzeno
 Tolueno
Xileno
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LUBRIFICANTES
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LUBRIFICANTES
Os Óleos Lubrificantes são obtidos por misturas de óleos básicos com o intuito de se obter a viscosidade desejada.
A separação dos óleos básicos por faixa de viscosidade é obtida por destilação a vácuo do resíduo atmosférico.
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LUBRIFICANTES
São substâncias utilizadas para reduzir o atrito, lubrificando e aumentando a vida útil das máquinas. 
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LUBRIFICANTES
		Quanto a origem os lubrificantes líquidos podem