Aula Filarioses humanas med
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Aula Filarioses humanas med


DisciplinaParasitologia Humana F56 materiais1.232 seguidores
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Filarioses de interesse médico
Classificação
\u2022 Filo Nematoda
\u2013 Classe Secernentea
\u2022 Ordem Spirurida: parasitos de todas as classes de 
vertebrados e necessitam de hospedeiro intermediário, 
geralmente artrópoda, para desenvolimento
\u2013 Superfamilia: Filaroidea
» Familia Onchocercidae: vivem em tecidos de anfíbios, 
repteis, aves e mamíferos
Principais espécies: Wuchereria bancrofti, Brugia malayi, 
Onchocerca volvulus, Loa loa, Dirofilaria immitis, 
Mansonella sp
Filariose Linfática
\u2022 Filariose linfática afeta cerca de 120 milhões de 
pessoas de 80 diferentes paísed do mundo (Michael and 
Bundy 1997; Who, 2000). 
\u2022 O agente etiológico responsável por mais de 90 % dos casos é 
Wuchereria bancrofti, transmitida em áreas da Asia, Africa, 
América latina e Ilhas do Pacifico .
\u2022 Brugia malayi é o agente etiológico em locais do sudoeste da 
Asia e B. timori endêmica em algumas ilhas do sudoeste da 
Indonésia
Filariose Linfática: Distribuição Geografica
Filariose no Brasil
Inqueritos epidemiologicos 
1951-1958 revelaram 11 
focos de transmissão no 
Brasil:
\u2022 Manaus 0,2%
\u2022 Belem 9.8 %
\u2022 São Luís 0.6 %
\u2022 Recife 6.9 %
\u2022 Maceio 0.3 %
\u2022 Salvador 0.4%
\u2022 Castro Aves BA 5.9 %
\u2022 Ponta Grossa PR 14,5 %
\u2022 Florianópolis 1.4 %
\u2022 Barra da Laguna SC 9,4 %
\u2022 Porto Alegre 0,1 %
Medidas de controle (tratamento de individuos infectados e controle químico do vetor) 
levou a extinção de vários focos, dados ministério saúde 1985.
Filariose Brasil Hoje
Atualmente cerca de 49 mil infectados e transmissão em Região 
metropolitana Recife, Maceió, Belem (WHO, 2000)
Filariose em Recife
Expansão da área de transmissão
Wuchereria bancrofti
Verme adulto \u2013 vasos linfáticos do homem
Vermes adultos esbranquiçados e delgados. Vivem no sistema linfático (vasos 
linfáticos)
Machos medem 2.5 \u2013 4cm e fêmeas 8 - 10cm. 
Ciclo de Vida \u2013 Wuchereria bancrofti
Hospedeiro Intermediário
No Brasil: Culex quinquefasciatus
Amplamente distribuído no 
território nacional
Problemas de transmissão: tempo de desenvolvimento no hospedeiro
carga parasitária
Microfilária e Periodicidade
Microfilarias de W. bancrofti medem 230 - 275\uf06dm de comprimento. Apresentam bainha e 
sem núcleos na extremidade caudal
Evolução do quadro clínico: influência 
imunológica
Em áreas endêmicas observa-se
1. Pessoas com ausência de microfilárias 
no sangue e ausência de quadro clínico, 
entretanto algumas destas com 
reatividade à antígenos de filaria 
(normal endêmico)
2. Pessoas com microfilária mas sem 
sintomatologia característica 
(assintomáticos) 
3. Pessoas com ou sem microfilarias no 
sangue mas com sintomatologia 
caracteristica
\u2013 Fase aguda: quadros inflamatórios 
transitórios
\u2013 Fase crônica: deformações 
permanentes (elefantíasis)
Sinais Clínicos da Filariose Linfática
Fase aguda caracterizada por sintomas inflamatórios, tanto nos vasos linfáticos 
(linfangite), sensibilidade dolorosa e vermelhidão ao longo do vaso linfático \u2013
geralmente associados a localização do verme: escroto, cordão espermático, mama, 
membros inferiores, etc; como sinais sistêmicos: febre, calafrio, dor de cabeça, náusea,. 
São freqüentes os casos com ataques repetidos de linfangite, linfadenite (inflamação 
dos nódulos linfáticos) e lesões genitais. 
A evolução da filariose é lenta. Seus sinais e sintomas são decorrentes principalmente 
da dilatação (ectasia) do vaso linfático e inflamação local muitas vezes complicada por 
infecções secundárias. Participação do endosimbionte.
Na forma cronica, conhecida por elefantíase, há fibrose e hipertrofia das áreas com 
edemas linfáticos, provocando deformações. 
Sinais Clínicos
Diagnóstico
\u2022 Exame sangue \u2013 detecção de microfilaria
1. Técnicas: gota espessa ou esfregaço
Restrições: Carga baixa
Horário de coleta do sangue
Ausência de microfilarias
2. Técnicas de concentração
Knott (lise e centrifugação)
Filtração (Nucleopore)
Diagnóstico
\u2022 Demonstração verme adulto
\u2013 Ultrassonografia
\u2022 Diagnótico molecular: PCR
\u2022 Testes Imunológicos
\u2013 Elisa (especificidade baixa, 
reatividade após cura)
\u2013 Teste do cartão (ICT)
Tratamento
Higiene local
Vermes adultos \u2013 sobrevivencia DEC e Ivermetina
Profilaxia
\u2022 Diagnóstico e tratamento de pessoas 
infectadas (micrfilaremicos)
\u2022 Controle do Hospedeiro Intermediário
\u2022 Evitar contato entre ambos
Oncocercose: Distribuição Geográfica
Ma
Estima-se que cerca de 17 milhoes de pessoas estejam infectadas.
Mais de 90 % dos casos de Oncocercose estão na Africa
Oncocercose no Brasil
Onchocerca volvulus
\u2022 Vermes adultos vivem no 
tecido subcutâneo em 
nódulos denominados 
oncocercomas
\u2022 machos: 2-3 cm 
comprimento 
\u2022 femeas: 60 cm
\u2022 microfilaria: 300\uf06dm x 8, são 
produzidas 1000-3000 
microfilarias/dia/femea 
\u2022 Vermes adultos tem 
longevidade de 10 \u2013 15 
anos 
Onchocerca volvulus: Ciclo de vida
Hospedeiro Definitivo: Homem
Hospedeiro Intermediaria: Simulium sp
Hospedeiro Intermediário
Sinais Clinicos da Oncocercose
Oncocercomas \u2013 verme adulto
Oncocercoma: ninho de vermes 
adultos
Lesões de Pele
Dermatite decorrente da resposta inflamatória 
induzida por microfilarias
Lesões Oculares
Cegueira dos rios \u2013 opacidade ocular em decorrência do 
processo inflamatório induzido pela microfilária
Diagnóstico
Tratamento