ARTIGO 39
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DisciplinaUnidade de Reabilitação Integral do Aparelho Estomatognático511 materiais975 seguidores
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fechavaaestufaenão-realizaçãodemanutençãodoequipamento.
3 Sim 170°C/1:00h Cargaultrapassou2/3;pacotesdispostosencostadosunsnosoutros,naslaterais,
sobrepostos,nocentroebasedaestufa; abriaefechavaaestufaenão -realizaçãode
manutençãodoequipamento.
Os dados comprovaram a importância da observação
estrita dos parâmetros de qualidade preconizados, para
a eficácia do processo de esterilização, em estufas de
Pasteur. Para que a temperatura e o tempo recomendados
sejam efetivos é necessário garantir outros fatores como:
o limite de preenchimento da câmara, a disposição corre-
ta dos invólucros, o número de instrumentais por paco-
tes, a manutenção da temperatura pela não abertura
da porta durante o ciclo e a realização da manutenção
preventiva.
Estes dados confirmam o preconizado na literatura(3,7-8),
que a estufa de Pasteur requer o controle de muitas vari-
áveis importantes, para a realização do ciclo de esterili-
zação com qualidade, e isto a torna muito suscetível ao
insucesso da esterilização. Reiteram a importância da
escolha do calor úmido, na forma de vapor saturado sob
pressão (autoclave), para a esterilização de artigos
termorresistentes, por ser o processo mais seguro, econô-
mico, rápido e eficiente(3).
CONCLUSÃO
\u2022 Identificou-se predominantemente o uso da estufa, para
esterilização de diversos artigos críticos odontológicos
termorresistentes, para os quais é indicada como: instru-
mentais, brocas e limas endodônticas, assim como, para
artigos termossensíveis: gazes e algodão, contrariando
as recomendações preconizadas;
\u2022 Encontrou-se inadequação dos seguintes parâmetros
necessários à garantia da qualidade do processo de este-
rilização: disposição dos pacotes na estufa, dificultando
a livre circulação do calor; o não-uso de termômetro aces-
sório, para aferir a temperatura interna do equipamento;
a inobservância da relação indicada de tempo/tempera-
tura; ausência de monitoramentos químico e biológico,
para o controle da esterilização dos artigos e inexistência
da realização de manutenção preventiva da estufa;
Rev Esc Enferm USP
2008; 42(1):160-7.
 www.ee.usp.br/reeusp/166
Eficácia da estufa de Pasteur como equipamento
esterilizante em consultórios odontológicos
Tavares SSF, Sousa JT, Tipple AFV,
Souza ACS, Pimenta FC, Anders PS
\u2022 Os fatores intervenientes com significância estatística
para a qualidade do processo de esterilização foram: au-
sência de monitoramento térmico da temperatura das es-
tufas, por termômetro acessório e as relações tempo/tem-
peratura não reconhecidas, para os ciclos de esterilização;
\u2022 Os resultados do teste microbiológico evidenciaram que
a estufa de Pasteur não foi eficaz como equipamento este-
rilizante, em quase metade (45,5%) dos consultórios
odontológicos.
\u2022 Os responsáveis pelo reprocessamento dos artigos
odontológicos possuíam idade entre 17 a 65 anos, preva-
lecendo o sexo feminino, tendo grande parte o segundo
grau completo, e a maioria não possuía formação profis-
sional na área da saúde.
O calor seco, com o uso da estufa de Pasteur, é um
método de esterilização ainda muito utilizado, em Odon-
tologia. Quando são obedecidos os parâmetros indica-
dos o processo é eficaz, todavia, ele não é automático,
depende da variável humana \u2013 o trabalhador \u2013 que rea-
liza os ciclos, do qual são exigidos, além da qualifica-
ção profissional, consciência e compromisso ético, na
sua práxis, condições essenciais para a segurança dos
usuários.
Espera-se que os resultados, deste estudo, subsidiem
ações educativas e de vigilância para uma prática segura
de reprocessamento de artigos odontológicos, no Municí-
pio de Goiânia-GO e que contribuam estimulando as Ins-
tituições de Ensino em Odontologia sobre a importância
desta temática na formação da equipe odontológica.
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