Aula Hidatidose hymenolepiase medicina

Aula Hidatidose hymenolepiase medicina


DisciplinaParasitologia Humana F56 materiais1.232 seguidores
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Hidatidose
Hidátides múltiplas:
*
Echinococcus
 Hidatis- vesícula aquosa
hidatidose- parasitismo desenvolvido pela forma 
larvária
Doença conhecida desde a antiguidade.
Cisto hidático cresce em média 1cm/ano.
*
Agente etiológico
Echinococcus granulosus 
Tenídeos de pequenas dimensões 
Parasitas do intestino de canídeos e alguns felídeos
Outras espécies importantes
E. multilocularis-Distribuição holártica
	raposa-hosp def.	roedores hosp. Intermediário,
E. vogeli- Canídeos silvestres e pacas- casos humanos-
Venezuela, Colômbia, Equador, Panamá e Brasil
E. granulosus- Distribuição cosmopolita- no homem cisto
unilocular
Morfologia: V.A~5mm, Escólex-4 ventosas, rostelo 
com acúleos- 30-40, 3-4 proglotes 
Grávida- 500-800 ovos
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Echinococcus
Ciclo:Fase sexuada ou adulta no cão- 2 meses eliminação de proglotes. Vivem 3-4 meses.
Fase assexuada: por brotamento-formação de protoexcóleces- maturação da larva-6 meses
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Echinococcus
Cisto Hidático:
Membranas	Adventícia
		 cuticular anista
	 	germinativa ou prolígera
		
Cápsulas prolígeras
Aréia hidática
líquido hidático 
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Echinococcus
Cisto Hidático:
Membranas	Adventícia
		 cuticular anista
	 	germinativa ou prolígera
		
Cápsulas prolígeras
Aréia hidática
líquido hidático 
*
Echinococcus
Cisto Hidático:
	
Aréia hidática
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Echinococcus
Ovo-mede ~30\uf06dM com embrião hexacanto
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Echinococcus
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Echinococcus
	
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Echinococcus
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Echinococcus
Hidátides anormais:
Hidátides filhas exógenas
Hidátides filhas endógenas
Hidátide óssea:larva cresce lentamente na 
porção medular do osso
resposta mínima do hospedeiro-sem camada 
adventícia 
	ossos mais afetados:
		coluna vertebral, costela, 
		ossos longos e os pélvicos 
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Echinococcus
Sintomatologia
Tumoração: Sensação de tensão, peso ou dor 
propagação para escápula e ombro, e cintura
Face interna: mal estar gástrico; compressão de
vias biliares: dor típica de cólica hepática, icterícia 
e elevação da temperatura;
Estase venosa: circulação colateral: derrame ascítico: 
	quadro de cirrose hepática
Formas complicadas:
Quadros alérgicos ou anafiláticos
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Classificação dos cistos de acordo 
com a imagem de UV
CE1 a CE5
CE1 unilocular- cistos simples- viável
CE2- Multivesicular multiseptado -viável
CE3- unilocular com membrana germinativa 
Destacando da membrana lamelar - transição
 
CE4- conteúdo heterogêneo -transição
CE5-Cisto calcificados
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Echinococcus
Resposta imune:
Th2 polarizada balanceada com Th1
Produção de Interferon gama
Interleucinas Th2: IL-4, IL5, IL6 e IL10
Produção de IgG1, IgG4, IgM, IgE
Morte do cisto diminuição da resposta Th2 
e predominância da Th1
Resposta celular papel importante na proteção
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Echinococcus
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Echinococcus
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Estudo de Caso
Paciente do Paquistão
	Mais de 1000 cistos.
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Cistos recuperados
Esplenectomia, omentectomia e hepato cistectomia
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Echinococcus
Epidemiologia e Distribuição no mundo
Epidemiologia
	Pecuária lanígera- ovelha é o melhor
	 hospedeiro intermediário
Mulçumanos baixa infectividade- cão 
considerado impuro
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Echinococcus
Argentina, Uruguai, Chile, 
Austrália, Nova Zelândia, 
Europa principalmente na Grécia, Itália, Portugal e Espanha.
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Echinococcus
Infecção na América Latina
	Argentina 1860-1870
	Uruguai dez anos depois
	Brasil- Início de 1900
No Uruguai:
Infecção: 10.67% in 1992 to 0.74% in 1997 
Tratamento por praziquantel nos cães.
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Echinococcus
Hidatidose cística no Brasil
Àreas endêmicas-Sul do País
Prevalência alta- Sul do Rio Grande do Sul
Focos isolados
MG, GO, MS, SP, BA, MA
RGS entre 1981 e 2001- 742 casos cirúrgicos
Estimativa de animais infectados no Rio Grande do Sul:
Gado: 19%
Carneiros: 3%
Cachorros de área rural: 20%
Secretária de agricultura RS 1999,
Ministério da Agricultura, 2001
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Prevalencia de hidatidose em alguns municipios endêmicos
Do Rio Grande do Sul (/100 000 habitantes- 1999)
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Em 1997 14 a 50% dos cães de fazendas,
 nos diferentes municipios, estavam infectados 
Com E. Granulosus.
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Prevalência de carneiros com cistos hidáticos no
Rio Grande do Sul de acordo com inspeção Federal
Da carne
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Incidência anual baixa
cisto alveolar: 0.03-1.2 por 100 000
Morte em mais de 90% dos casos que não são
tratados adequadamente.
Cisto vesicular- mais de 1 a 220 por 100 000
 habitantes em várias áreas endêmicas
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Echinococcus
Diagnóstico
Clínico- difícil
anamnese, exame físico
manifestações crônicas hepáticas ou pulmonares
Laboratorial
Imunológico e por imagem
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Echinococcus
Reações imunológicas
Membrana anista é semipermeável-permite
 a passagem de antígenos
Reação intradérmica de casoni
ELISA
Imunoeletroforese- 
imunodifusão
hemaglutinação
Western blot-controle de cura- mudança 
das bandas
Reação cruzadas
principalmente Taenia solium - Cisticercose
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Echinococcus
Diagnóstico por imagem:
laparoscopia
Ultrasonografia
	100% de sensibilidade- 96% de
	 especificidade
Ultrasom portátil:
Vantagens sobre testes sorológicos para 
diagnóstico em massa. Favorece:
Localização
Tamanho,
número e condição dos cistos
	Raio X eficiente para cistos em outros
 	locais que não o abdome
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Echinococcus
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Echinococcus
Criança de 8 anos com distenção abdominal causada
 por Cisto hidático visto por US
Moro e Schantz, (2008)
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Echinococcus
RX de Criança peruana de 5 anos de idade com cisto 
no pulmão esquerdo
Moro e Schantz, (2008)
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Echinococcus
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Echinococcus
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Echinococcus
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Echinococcus
Tratamento:
Cirúrgico
PAIR
Quimioterápico- 30% de cura- Mebendazol e 
albendazol antes da cirurgia e após 
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Echinococcus
Albendazol:
10-15mg/kg/dia 
Menbendazol 40-50 mg/kg/dia mínimo 3 meses
Bons resultados: Albendazol e praziquantel
Usado em diferentes regimes 50 mg/kg 
	 diarimente ou
	1X por semana ou
	1x a cada 2 semanas 
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Echinococcus
Controle
Islândia: 1861 25% autópsias positivas
		 28% de cães infectados
Nova Zelândia
Profilaxia
	Uso de vacinas- EG95 em ovinos 
			99% de proteção
	registro dos cães
	abate do rebanho aos 6 meses de idade
	erradicação de cães vadios;
	controle nos abatedouros
	conscientização da população
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Echinococcus
Estudo de equinococose em cães em Santana do Livramento, Rio Grande do Sul 
Rev. Inst. Med. trop. S. Paulo vol.46 no.3 São Paulo May/June 2004
Áreas rurais parasitados: 11,36% e 27,69% dos cães, por BA e ELISA, respectivamente. 
Na terceira avaliação, 36,84% e 47,37% dos cães estavam infectados, por BA e ELISA, respectivamente. 
BA: Bromhidrato de Arecolina 
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		Himenolepíase
Parasito Hymenolepis nana
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Família Hymenolepididae
Principais espécies:
Hymenolepis nana- Hosp definivo- homem
Hymenolepis diminuta- Hosp. definitivo- rato
Epidemiologia:
Parasita cosmopolita- Mais frequente em
 regiões de clima temperado ou ou sub tropical 
Sul da Europa, Norte da Africa,
 Países do oriente médio, Índia e América Latina. 
Mais presente em áreas urbanas do que rurais. Prevalência em populações densas- orfanatos, escolas.
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Himenolepíase
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Família Hymenolepididae
Principais espécies:
Hymenolepis nana- Hosp definivo- homem
Hymenolepis diminuta- Hosp. definitivo- rato
Epidemiologia:
Parasita cosmopolita- Mais frequente em 
regiões de clima temperado ou ou sub tropical
Sul da Europa, Norte da Africa, Países do 
oriente médio, Índia e América Latina. 
Mais presente em áreas urbanas do que rurais.
Prevalência em populações densas-orfantos,
 escolas.
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Família Hymenolepididae
Fatores que determinam a transmissão:
resistência do ovo curta- 10 dias
maus hábitos de higiene, presença do
hospedeiro próprio, transmissão direta- 
criança-fezes-ovos-chão.
Prevalência geral baixa na população- 
0,04% a 3,5%. Alta na faixa etária de 2-9 anos até 40%
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Ciclo
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Família Hymenolepididae
Tratamento:
Praziquantel- dose única- 25/mg.Kg de peso 
do paciente. Repetir 1 a 2 X com intervalo de 
2 semanas. Niclosanmida 2gr dose única 
independente do peso.
Controle:
Higiene pessoal, Uso de instalações