CCJ0006-WL-PA-05-Direito Civil I-Novo-15836
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todos os atos praticados com sua morte justificada, pro-se os terceiros de boa-fé. 

No entanto, o novo ordenamento foi mais além, autorizando a declaração de morte presumida em outras situações, independentemente da declaração de ausência: "A posição 
pelo novo Código f   O instituto da ausência é tratado dentro da parte geral do diploma (artigos 22 ss.) e não mais no direito de família.

Essa declaração de ausência tradicionalmente tem por finalidade a proteção do patrimônio do desaparecido levando à sucessão provisória e à sucessão definitiva. Os fins do i
são exclusivamente patrimoniais. No Código de 2002, expressamente o legislador aponta que sejam consideradas mortes presumidas as situações que autorizam a aber
sucessão definitiva (artigos 37 ss.). Nesse sentido dispõe o º da nova lei civil: "A existência da pessoa natural termina com a morte. Presume-se esta, quanto aos ausentes,
nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão def

Com

art. 8 º. Se dois (dois) ou mais indivíduos falecerem na mesma ocasião, não se podendo averiguar se algum dos comorientes precedeu aos outros, presumir-se-ão 
simultaneamente

Temos aqui preservada a regra da comoriência do Código Civil anterior. Só m º do art. (antes era art. 11), o texto se repetiu por inteiro.

A regra da comoriência tem relevância principalmente nas questões do direito de sucessão. Para que seja aplicada é necessário que tenham morrido juntos parentes que
sucessores recíprocos, isto é, a morte de um tio e um sobrinho numa explosão de um avião, não requer a aplicação da regra da comoriência se esse tio tiver filhos e o sobrinho
herdeiro direto do tio. Um caso do uso da regra da comoriência seria o se“A” é único filho de “B”. "B" é casado com “C”. Pois bem, sabemos que na ordem de vocação 
hereditária a sucessão legítim -se na seguinte ordem: primeiro herdam os descendentes, depois os ascendentes, depois o cônjuge sobrevivente e por último os colaterais (o 
cônjuge concorre com os descendentes e com os ascendentes). Temos duas possibilidades para explicar essa r

Se na morte conjunta “A” e “B”  (acidente de carro, por exemplo), for possível determinar que “A” morreu após “B”, haverá a passagem da herança de “B”(pai) para “A”(filho),
resulta “C”(mãe) por ser a única herdeira de “A”(filho) ficará com herança todinha para ela.

Se na morte conjunta “A” e “B” (explosão de um avião, por exemplo) for impossível a fixação do momento exato da morte de ambos, aplicar -se-á a comoriência, isto é, não 
haverá transmissão da herança, um não herdará do outro. Conseqüente“A” não herdará do pai  “B”. A herança de  “B” passará para aos seus pais. Se o cônjuge atender 
determinadas condições concorrerá na herança com os pais do falecido, isto é, se vivos o pai e a  “B”, à  “C”(esposa) restará um terço da herança de  “B”  (não ficará 
desamparada, p

Au

Pelo novo estatuto legal c -se ausente pessoa de que deixa o seu domicílio, sem deixar notícias suas e nem representante ou procurador que administre os seus bens. Nestes 
casos, a requerimento do MP ou de outro interessado, o juiz, a requerimento de qualquer interessado ou do Ministério Público, declarará a ausência e nomeará curador pr

Ao se analisar o tempo que perdura a ausência, três momentos distintos podem ser destacados, 

10.4.1 Curadoria dos bens do ausente: quando o desaparecimento é recente e a possibilidade de retorno do ausente é, portanto, bem grande, o legislador tem a preocupa
preservar os bens por ele deixados, evitando a sua deterioração. Nesta fase o juiz declara a ausência da pessoa e-lhe curador.

Ao nomear o curador o juiz deve fixar os limites de seus deveres e suas obrigações (art. 24). Sua incumbência é zelar pela administração e conservação dos bens do ausent
nomeação deverá respeitar a ordem previamente estabelecida pelo legislador no artigo 25 do novo Código Civil. Neste inciso reside outra inovação trazida pelo novo diploma le
inclusão, no caput do artigo 25, do cônjuge separado de fato há mais de dois anos antes da declaração da ausência entre as exceções àqueles que seriam curadores legíti
antigo texto legal impedia apenas o cônjuge separado judicialmente de ser curador. Tal inclusão se explica pela entrada em vigor da Lei 6.515/77 (Lei de Divórcio), que prevê a h
de divórcio direto nos casos em que os cônjuges estejam separados de fato pelo referido período. Assim, se há a possibilidade de requerimento de divórcio, seria u -senso
permitir que uma parte cuidasse dos bens deixados pe

O mesmo dispositivo legal, adequado à nova realidade do mundo contemporâneo, foi modificado para conferir aos pais (e não mais ao pai, e em sua falta à mãe) a curadoria d
do ausente. -se, outrossim, a preferência anteriormente conferida aos varões em relação às mulheres. Atualmente todos têm igualdade de direitos em relação à curadoria dos 
bens do

Sucessão Pro ainda nesta etapa o legislador se preocupa com a conservação dos bens do ausente, pois existe ainda a remota possibilidade de que este volte para retomar o 
que é seu de direito. A preocupação daquele é voltada mais para os herdeiros e credores e menos para o ausente. No que tange à sucessão provisória o novo Código Civil red
prazos para o seu requerimento. Com a sua entrada em vigor basta que decorra um ano da data da arrecadação dos bens do ausente, ou três anos no caso de haver sido 
mandatário constituído, para que os interessados possam requerer a declaração de ausência e abertura da sucessão provisória do 

A sucessão provisória é requerida como se o ausente estivesse morto, estabelecendo o legislador um rol de pessoas que têm legitimidade para requerer a sua abertura. São le
intere

I) o cônjuge não separado judicialmente. Tem interesse em requerer a abertura da sucessão para que seu quinhão seja del

II) os herdeiros presumidos, legítimos ou testamentários. Têm interesse, pois a decisão que declara a ausência confere a eles o domínio dos bens d

Uma vez imitidos na posse dos bens, os seus herdeiros ficarão responsáveis por representar o ausente em juízo, tanto em relação às ações em curso, quanto em relação àque
eventualmente vierem a ser propostas contra ele (

III) aquele que tenha direito a algum bem do ausente subordinado à sua morte, como no caso do donatário que recebe uma doação subordinada à condição suspensiva da m
doador. Declarada a ausência do doador o donatário poderá requerer a abertura da sucessão provisória daquele para receber a propriedade do be

IV) os credores de obrigações vencidas e não pagas. Com a morte do ausente as dívidas passam a ser devidas pelos seus herdeiros na proporção de seus quinhões. Neste 
credores poderão cobrar os seus créditos dos herdeiros do 

Vale salientar que mesmo com a abertura da sucessão provisória a probabilidade de volta do ausente, ainda que remota, existe. Por isso o legislado -se de diversos cuidados
para evitar que os bens por ele deixados desapareçam. Podemos destacar a

a) a decisão que declarar a ausência só produzirá efeitos após 180 dias da sua publicaçã-se de um prazo suplementar conferido ao ausente, para que volte e reivindique os
seus bens. Entretanto, tão logo transite em julgado a sentença declaratória de ausência  -se-á a abertura de testamento, se houver, e ao inventário e partilha dos bens, como 
se morto fosse o

b) a partilha dos bens deixados será feita, mas para que os herdeiros entrem na posse dos bens recebidos deverão prestar garantias, através de penhor (bens móveis) ou h
(bens imóveis), correspondentes ao valor dos quinhões que estejam recebendo (art. 30). Entretanto, o art º atenua esta exigência permitindo que os ascendentes, descentes e o 
cônjuge entrem na posse dos referidos bens, desde que comprovem a qualidade de herdeiros.-se-á o caput deste artigo, por exemplo, em relação aos herdeiros colaterais, ao 
Estado, ao Munic

Se o herdeiro não tiver condições de prestar a garantia não poderá entrar na posse dos bens correspondentes ao seu quinhão e estes ficarão sob a responsabilidade do curado