CCJ0006-WL-PA-05-Direito Civil I-Novo-15836
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sucessão provisória o novo Código Civil red
prazos para o seu requerimento. Com a sua entrada em vigor basta que decorra um ano da data da arrecadação dos bens do ausente, ou três anos no caso de haver sido 
mandatário constituído, para que os interessados possam requerer a declaração de ausência e abertura da sucessão provisória do 

A sucessão provisória é requerida como se o ausente estivesse morto, estabelecendo o legislador um rol de pessoas que têm legitimidade para requerer a sua abertura. São le
intere

I) o cônjuge não separado judicialmente. Tem interesse em requerer a abertura da sucessão para que seu quinhão seja del

II) os herdeiros presumidos, legítimos ou testamentários. Têm interesse, pois a decisão que declara a ausência confere a eles o domínio dos bens d

Uma vez imitidos na posse dos bens, os seus herdeiros ficarão responsáveis por representar o ausente em juízo, tanto em relação às ações em curso, quanto em relação àque
eventualmente vierem a ser propostas contra ele (

III) aquele que tenha direito a algum bem do ausente subordinado à sua morte, como no caso do donatário que recebe uma doação subordinada à condição suspensiva da m
doador. Declarada a ausência do doador o donatário poderá requerer a abertura da sucessão provisória daquele para receber a propriedade do be

IV) os credores de obrigações vencidas e não pagas. Com a morte do ausente as dívidas passam a ser devidas pelos seus herdeiros na proporção de seus quinhões. Neste 
credores poderão cobrar os seus créditos dos herdeiros do 

Vale salientar que mesmo com a abertura da sucessão provisória a probabilidade de volta do ausente, ainda que remota, existe. Por isso o legislado -se de diversos cuidados
para evitar que os bens por ele deixados desapareçam. Podemos destacar a

a) a decisão que declarar a ausência só produzirá efeitos após 180 dias da sua publicaçã-se de um prazo suplementar conferido ao ausente, para que volte e reivindique os
seus bens. Entretanto, tão logo transite em julgado a sentença declaratória de ausência  -se-á a abertura de testamento, se houver, e ao inventário e partilha dos bens, como 
se morto fosse o

b) a partilha dos bens deixados será feita, mas para que os herdeiros entrem na posse dos bens recebidos deverão prestar garantias, através de penhor (bens móveis) ou h
(bens imóveis), correspondentes ao valor dos quinhões que estejam recebendo (art. 30). Entretanto, o art º atenua esta exigência permitindo que os ascendentes, descentes e o 
cônjuge entrem na posse dos referidos bens, desde que comprovem a qualidade de herdeiros.-se-á o caput deste artigo, por exemplo, em relação aos herdeiros colaterais, ao 
Estado, ao Munic

Se o herdeiro não tiver condições de prestar a garantia não poderá entrar na posse dos bens correspondentes ao seu quinhão e estes ficarão sob a responsabilidade do curado
outro herdeiro designado pelo juiz, que preste a garantia (art º). Poderá, entretanto, justificando a falta de condições de prestar a garantia, requerer seja-lhe entregue metade dos
frutos e rendimentos do quinhão que caberia a ele (

c) os bens imóveis do ausente não poderão ser vendidos, salvo em caso de desapropriação pelo poder público ou para evitar que se deteriorem, e também não pode
hipotecados, salvo por determinação judicial (art. 31). Neste aspecto merece destaque a modificação trazida pelo novo Código Civil. O seu artigo 31 suprimiu a possibilid
alienação dos bens do ausente para  -los em títulos da dívida pública. Com a entrada em vigor do novo diploma somente é permitida a alienação dos bens do ausente em caso 
de desapropriação e para evitar a sua ruína. Inovação é a possibilidade d-lhes com a hipoteca, hipótese que não era prevista anteriormente.

d) a renda produzida pelos bens cabentes aos descendentes, ascendentes e ao cônjuge, pertencerá a estes. Os demais herdeiros deverão capitalizar metade destes f
rendimentos de acordo com o artigo 29, e prestar contas ao juízo anualmente (

Durante o período da sucessão provisória ainda é possível que o ausente retorne, quando em vigência a posse provisória dos herdeirosMesmo procurando preservar ao má
patrimônio do ausente enquanto houver uma possibilidade, ainda que remota, de retorno, esta-se no Novo Código Civil uma espécie de punição para o caso deste retornar e 
se que a ausência foi voluntária e injustificada. Dispõe parágrafo único do artigo 33 que neste caso o ausente perderá o direito ao recebimento de sua parte nos frutos 
rendimentos produzidos pelos bens por ele deixados e arrecadados por seus herdeiros. A preocupação do legislador é clara: evitar que a pessoa desapareça sem motivo justo e
quando quiser, apro -se da boa-fé dos herdeiros que zelaram pela conservação de seus bens.

Cumpre salientar, ainda, que durante o período da sucessão provisória ainda é possível que o ausente retorne, quando em vigência a posse provisória dos herdeiros. Pod
provado, outrossim, que o ausente se encontra vivo. Nestes casos, todas as vantagens que os herdeiros estiverem auferindo em relação aos bens do ausente cessam, e est
direito de recobrar a posse dos bens. Ocorre que, até a efetiva entrega destes bens ao ausente, será de responsabilidade dos herdeiros a sua guarda e manutenção (

Sucessão De  seguindo a mesma linha do artigo 26, o legislador diminui, no artigo 37, o prazo para o requerimento da sucessão definitiva. Com a entrada em vigor do novo 
Código Civil, decorridos dez anos do trânsito em julgado da sentença concessiva da abertura da sucessão provisória, é permitido que os interessados requeiram a abertura da su
definitiva do ausente, bem como o levantamento das cauções anteriormente prestadas. Tal faculdade será ainda conferida a eles no caso de se provar que o ausente conta com
anos e há mais de cinco anos são suas últimas notícias. Nestes casos, o legislador, supondo certa a sua morte, seja pelo tempo decorrido, seja pela sua idade avançada, pas
preocupar somente com o direito dos seus herdeiros e permite que estes requeiram a conversão da sucessão provisória em definitiva, e o levantamento das cauções prestadas (
As demais restrições impostas em relação aos bens deixados pelo ausente também desap

se em verdade de uma sucessão quase definitiva, pois, mesmo que a volta do ausente seja remotíssima face à enorme probabilidade de morte, ainda existe uma peque
possibilidade de

Frente a esta possibilidade o legislador estabeleceu que, caso o ausente ou algum de seus ascendentes ou descendentes volte nos dez anos subseqüentes ao trânsito em jul
sentença que determinou a abertura da sucessão definitiva terão eles o direito de receber os seus bens no estado em que se encontrarem,-rogados em seu lugar ou o preço 
recebido pelos referidos bens alienados depois daquele tempo (abertura da sucessão definitiva) (

Voltando após dez anos da abertura da sucessão definitiva perde o ausente o direito aos bens, pois a partil -se irrevogável. Não havendo interessados em requerer a abertura da 
sucessão definitiva, a teor do artigo 39, § único, os bens arrecadados passarão para o domínio do Município ou do Distrito Federal, quando localizados nestas circunscrições, o
domínio d

Referências bibliográficas:
 
Nome do livro: Curso de Direito Civil Parte Geral Vol.1 - ISBN: 978853092792-9

Nome do autor: NADER, Paulo.

Editora: Rio de Janeiro: Forense

Ano: 2008.

Edição: 5a. ed. rev. e atualz.

Nome do capítulo:  Capítulo IX –  Pessoa Natural

N. de páginas do capítulo: 17

Aplicação Prática Teórica

CASO CONCRETO 1

Alteração do registro civil.
 
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul autorizou a alteração do nome de um transexual. A mudança no registro de nascimento poderá ser feita 
logo depois da cirurgia de mudança de sexo. A decisão é da 7ª Câmara Cível. Cabe recurso.
O recurso foi ajuizado por um jovem de 23 anos contra a decisão de primeira instância, que negou o pedido de retificação de registro civil. No 
processo, alegou que desde os 16 anos usa nome de mulher e por isso passa por situações