Captulo 2
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Captulo 2

Disciplina:Contabilidade Social e Balanço de Pagamentos119 materiais1.338 seguidores
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do lançamento do item em outra conta.

	Quadro 2.14
Conta Produto Interno Bruto (PIB)

	Débito
	Crédito

	1.1 Produto Interno Bruto a custo de fatores (2.4)
1.1.1 Remuneração dos empregados (2.4.1)
1.1.2 Excedente Operacional Bruto (2.4.2)
1.2 Tributos indiretos (2.8)

1.3 (menos) Subsídios (2.9)
	1.4 Consumo final das famílias (2.1)
1.5 Consumo final das administrações públicas (2.2)
1.6 Formação bruta de capital fixo (4.1)
1.7 Variação de estoques (4.2)

1.8 Exportações de bens e serviços não fatores (3.1)
1.9 (menos) Importações de bens e serviços não fatores (3.5)

	Produto Interno Bruto a preços de mercado (PIBpm)
	Dispêndio correspondente ao Produto Interno Bruto

	Quadro 2.15
Conta Renda Nacional Disponível Bruta (RDB)

	Débito
	Crédito

	2.1 Consumo final das famílias (1.4)
2.2 Consumo final das administrações públicas (1.5)
2.3 Poupança bruta (4.3)
	2.4 Produto Interno Bruto a custo de fatores (1.1)
2.4.1 Remuneração dos empregados (1.1.1)
2.4.2 Excedente Operacional Bruto (1.1.2)
2.5 Remuneração de Empregados Líquida recebida do resto do mundo (3.2 – 3.6)
2.6 Outros rendimentos líquidos recebidos do resto do mundo (3.3 – 3.7)
2.7 Transferências unilaterais líquidas recebidas do resto do mundo (3.4 – 3.8)
2.8 Tributos indiretos (1.2)
2.9 (menos) Subsídios (1.3)

	Utilização da Renda Nacional Disponível Bruta
	Apropriação da Renda Nacional Disponível Bruta (RDB)

	Quadro 2.16
Conta transações correntes com o resto do mundo

	Débito
	Crédito

	3.1 Exportações de bens e serviços não fatores (1.8)*
3.2 Remuneração de empregados recebida do resto do mundo (2.5 + 3.6)
3.3 Outros rendimentos recebidos do resto do mundo (2.6 + 3.7)
3.4 Transferências unilaterais recebidas do resto do mundo (2.7 + 3.8)

	3.5 Importações de bens e serviços não fatores (1.9)*
3.6 Remuneração de Empregados paga ao resto do mundo (3.2 - 2.5)
3.7 Outros rendimentos pagos ao resto do mundo (3.3 - 2.6)

3.8 Transferências unilaterais pagas ao resto do mundo (3.4 - 2.7)
3.9 Saldo das transações correntes com o resto do mundo (4.4)

	Recebimentos Correntes
	Utilização dos Recebimentos Correntes

	(*) as importações e exportações de bens tangíveis têm seus valores computados a preços FOB

	Quadro 2.17
Conta de capital

	Débito
	Crédito

	4.1 Formação bruta de capital fixo (1.6)
4.1.1 Construção

4.1.1.1 Administrações Públicas

4.1.1.2 Empresas e famílias

4.1.2 Máquinas e Equipamentos

4.1.2.1 Administrações Públicas

4.1.2.2 Empresas e famílias

4.1.3 Outros

4.2 Variação de estoques (1.7)
	4.3 Poupança bruta (2.3)

4.4 (menos) Saldo das transações correntes com o resto do mundo (3.9)

	Total da formação bruta de capital
	Financiamento da formação bruta de capital

Como o leitor pode perceber, exceção feita ao fato de que não existe uma conta específica para o governo dentro do sistema, as quatro contas apresentadas guardam um parentesco muito grande com as contas apresentadas na seção 2.2 deste capítulo em sua versão final. A conta produto interno bruto corresponde à conta de produção. A principal diferença é que as importações, antes lançadas no lado do débito para conformar a oferta total de bens e serviços, aparecem agora com sinal negativo no lado do crédito da conta. Dessa forma temos, no lado do débito, o montante do produto interno bruto a preços de mercado (ou seja, considerado o valor dos tributos indiretos líquidos de subsídios), ao passo que, no lado do crédito, temos discriminados os componentes daquilo que chamamos, de demanda agregada.�
Sobre essa conta duas observações devem ser feitas. A primeira é que está aí presente, no lado do crédito, o lançamento correspondente ao consumo do governo (1.5), aí denominado consumo das administrações públicas, que vai ter sua contrapartida a débito na conta renda nacional disponível bruta (lançamento 2.2), já que não existe neste formato a conta corrente do governo. A segunda observação é que a rubrica excedente operacional bruto dá conta do montante total de lucros, aluguéis e juros pagos no período ao qual se referem as contas e, por isso, essas categorias de renda não mais aparecem explicitamente como acontecia no formato apresentado na seção 2.2.

A conta renda nacional disponível bruta corresponde, com algumas diferenças, à conta de apropriação apresentada na seção 2.2. A primeira mudança é que, em função da inexistência da conta do governo e da decisão de se apresentar a renda nacional em sua versão bruta, aparece a débito não a poupança líquida do setor privado, mas a poupança bruta (2.3), que corresponde à poupança bruta do setor privado (famílias e empresas) mais a poupança do governo. Outra diferença é que neste formato apresenta-se a renda a preços de mercado e não a custo de fatores, de onde deriva a necessidade de se incluir, no lado do crédito, o valor dos tributos indiretos líquidos de subsídios.
Por outro lado, o fato de se ter de considerar o agregado renda em sua versão nacional ao invés de em sua versão interna, implica a inclusão dos lançamentos 2.5 e 2.6. O somatório desses itens mostra a geração de renda devida a fatores de produção (capital e trabalho) de residentes atuando no resto do mundo, líquida dos pagamentos efetuados pela operação em nosso território de fatores de produção de propriedade de não residentes. Como discutiremos com mais detalhes no Capítulo 6, dada nossa condição de país menos desenvolvido e importador líquido de capitais, a soma desses dois itens tende a ser negativa, de modo que o agregado renda (e produto) é normalmente menor no conceito nacional do que no conceito interno.
Finalmente, o item 2.7 dá conta do resultado líquido das transferências entre nosso país e o resto do mundo. Este último item é necessário porque a renda efetivamente disponível aos residentes de um país num determinado período envolvem também o resultado líquido das transferências efetuadas entre esse país e o resto do mundo. As transferências constituem pagamentos e recebimentos, sem contrapartida, que ocorrem entre as economias. Eles podem ser constituídos por moeda ou bens e derivam de vários fatores, como ajuda humanitária em situações de calamidade, despesas relacionadas ao estabelecimento de relações diplomáticas entre os vários países, envio de recursos que imigrantes trabalhando em outros países fazem aos residentes, dentre outros. No Capítulo 4 discutiremos mais detidamente o conceito de Renda Nacional Disponível Bruta. No Capítulo 6, serão estudadas com mais detalhes as operações de transferência de renda realizadas entre os países.
A conta de transações correntes com o resto do mundo deste sistema também corresponde, em grande medida, à conta do setor externo apresentada no Capítulo 2. As duas diferenças que existem não alteram a essência da conta. A primeira delas diz respeito ao lado em que se encontra lançada a rubrica relativa ao resultado das transações correntes com o resto do mundo. Na versão apresentada na seção 2.2, tal rubrica encontrava-se no lado do débito, enquanto nesta versão encontra-se no lado do crédito, com a denominação alterada para saldo das transações correntes com o resto do mundo. Fica aí mais claro que, se o valor apresentado for negativo, terá havido um déficit nas contas correntes externas do Brasil, ao passo que, se o valor for positivo, terá havido um superávit. No formato anterior, como esse item ficava do lado do débito, ele tinha sinal positivo se o país tivesse tido um déficit em transações correntes e sinal negativo se o país tivesse tido um superávit. O que ocorre é que, como já sabemos, a conta das transações com o resto do mundo é construída do ponto de vista do resto do mundo. O saldo dessa conta indica, portanto, qual foi o resultado líquido, para o resto do mundo, das transações correntes com o país em questão no período a que se referem as contas. Se o valor total do lado do crédito (que indica o montante dos créditos do resto do mundo contra o país) for maior que o valor total do lado do débito (que indica o montante dos débitos do resto do