14 - Parasitoses Emergentes
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14 - Parasitoses Emergentes


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Parasitoses Emergentes
Syngamus laryngeus
Angiostrongylus costaricencis
Lagochilascaris minor
Syngamus laryngeus
Família Syngamidae
\u2022 Syngamus trachea: encontrado em várias aves, domésticas 
e selvagens, especialmente nos filhotes, tais como pintos, 
perus e faisões.
\u2022 Syngamus laryngeus: invade as vias respiratórias 
superiores do gado, búfalos aquáticos e outros herbívoros.
Família Syngamidae
\u2022 A infestação na espécie humana é relativamente rara.
\u2022 Quando ocorre, o homem é apenas um hospedeiro acidental.
\u2022 A espécie que infecta o homem é a Syngamus laryngeus.
Morfologia
\u2022 Boca com anel quitinoso
\u2022 Coloração vermelho-viva 
\u2022 Cápsula bucal com seis a dez dentes no fundo
\u2022 O macho mede cerca de 3 mm e a fêmea 8 a 9 mm 
\u2022 Macho com bolsa copuladora reduzida e terminal, espículos
iguais e pequenos
\u2022 Fêmea com cauda cônica
\u2022 Macho e fêmea em cópula permanente: confere ao casal 
uma aparência característica em forma de "Y\u201d
Patogenia
\u2022 Tosse seca, crônica, acompanhada ou não de disfonia
discreta, que pode ser confundida com sintoma de 
asma ou desordens psicogênicas
\u2022 Hemorragias na epiglote
\u2022 Edema: O edema pode levar à asfixia (geralmente em 
aves)
Diagnóstico
\u2022 Demonstração dos nematódeos em cópula (o referido 
"Y") ou pelos ovos característicos no escarro, secreção 
de lavagem traqueal ou nas fezes
Epidemiologia
\u2022 Na maioria dos casos que os pacientes relatam, a 
transmissão ocorre pelo contato freqüente com os 
hospedeiros usuais
\u2022 Aparentemente, todas as infecções são acidentais com 
a espécie bovina de S. laryngeus, que parasita o 
aparelho respiratório de bovinos, búfalos e cabras. 
\u2022 Prevalência em regiões tropicais ou subtropicais
Profilaxia
\u2022 Para prevenir-se adequadamente da infecção, deve-se 
cozinhar bem os alimentos e ferver adequadamente a 
água.
Tratamento
\u2022 remoção direta dos parasitas: única medida terapêutica 
efetiva. 
\u2022 pode ocorrer espontaneamente durante um episódio de 
tosse severa ou por remoção cirúrgica. 
\u2022 tratamento medicamentoso complementar: 
mebendazolina, tiabendazolina ou dietilcarbamizinel
\u2022 a efetividade de agentes anti-helmínticos na infecção 
ainda não foi estudada.
Laghochilascaris minor
Laghochilascaris minor
\u2022 É o agente etiológico da 
lagochilascariose
humana
Morfologia
\u2022 Os vermes adultos 
possuem coloração 
branco-leitosa
\u2022 Medem de 5 a 20 mm
\u2022 Na extremidade cefálica 
apresentam a boca 
guarnecida por 3 lábios 
bem desenvolvidos.
Morfologia
\u2022 Os ovos medem de 63 a 85 µm no maior diâmetro, 
apresentam casca espessa, com a superfície 
apresentando múltiplas escavações.
Biologia
\u2022 Hospedeiros naturais (caninos silvestres), abrigam o 
verme adulto nas primeiras porções do sistema 
digestivo ou respiratório, onde as fêmeas depositam os 
ovos. 
\u2022 Esses são eliminados pelas fezes contaminando os 
solos.
\u2022 Após embrionados, quando ingeridos por hospedeiros 
intermediários (roedores silvestres), infectam esses 
animais evoluindo para formas larvadas encistadas nos 
músculos e tecido celular subcutâneo. 
Biologia
\u2022 Os hospedeiros definitivos ao devorarem esses animais 
seriam infectados por essas larvas encistadas, fechando 
o ciclo natural. Não ocorrem mudanças larvárias.
\u2022 O HOMEM, o cão e o gato doméstico, ao se infectarem 
comportam-se como HD acidentais. 
\u2022 As larvas no HD libertam-se dos cistos e migram a partir 
do esôfago para estruturas do pescoço e áreas vizinhas, 
por um tropismo ainda não esclarecido.
Patogenia
\u2022 Numerosos abcessos interligados por trajetos 
fistulosos, envolvidos por tecido de granulação.
\u2022 Comumente os pacientes relatam a eliminação de 
parasitos vivos pelos pertuitos das lesões, ou através 
do conduto auditivo externo, da boca ou das fossas 
nasais.
Diagnóstico
\u2022 identificação do verme 
\u2022 encontro de ovos e larvas do parasito nas secreções 
provenientes das lesões
Epidemiologia
\u2022 Em quase todos os casos, até agora conhecidos, de 
lagoquilascaríase humana, o parasito se localizava nos 
tecidos do pescoço, nos seios da face ou sobre a 
apófise mastóide. 
\u2022 Ao que tudo indica a infecção acontece pela ingestão 
de larvas encistadas, encontradas em carnes mal 
cozidas de animais silvestres.
Tratamento
\u2022 As drogas que tem demonstrado melhores resultados 
clínicos em caso de humanos são o camebendazol e 
levamisol.
Profilaxia
\u2022 Recomenda-se não ingestão de carnes cruas \u2013
principalmente de cutia e outros roedores silvestres.
Angiostrongylus
Angiostrongylus costaricensis
Angiostrongylus cantonensis
\u2022 Parasita de artérias pulmonares, mesentéricas ou 
coração de roedores
\u2022 Homem é hospedeiro acidental/anormal
\u2022 A. cantonensis: causa mais comum de meningite 
eosinofílica em humanos
\u2022 A. costaricencis: agente causal de angiostrongilose
abdominal ou intestinal. Hospedeiro intermediário: 
Sigmodon hispidus.
Morfologia
\u2022 Nematódeo
\u2022 A abertura bucal é rodeada por pequenos lábios
\u2022 O macho mede 20 mm, com uma bolsa copulatória e 
dois espículos. 
\u2022 A fêmea mede 33 mm, extremidade caudal cônica com 
pequena projeção no ápice; são mais escuras.
\u2022 As larvas possuem duas longas cristas ou alas que 
percorrem todo o corpo.
Patogenia
Angiostrongylus costaricensis:
\u2022 Linfangites, flebites e arterites eosinofílicas;
\u2022 Necrose dos órgãos comprometidos. 
\u2022 Eosinofilia tecidual intensa e formação de granulomas;
\u2022 Lesões no apêndice cecal, íleo terminal e ceco. 
\u2022 Retenção dos ovos na parede intestinal = reação 
inflamatória;
\u2022 febre, dores abdominais, simulando apendicite ou cecite, 
pois o parasito localiza-se nos ramos da artéria 
mesentérica superior, onde pode causar obstrução e 
necrose regional;
Patogenia
A. cantonensis:
\u2022 Atinge o Sistema Nervoso Central, podendo causar 
meningite eosinofílica;
\u2022 Causa dores de cabeça, rigidez de nuca e parestesias;
\u2022 Pode ocorrer paralisia facial transitória em 5% dos 
pacientes, acompanhado ou não de febre baixa.
Ciclo biológico
\u2022 Vermes adultos vivem nas artérias pulmonares dos 
ratos;
\u2022 As fêmeas depositam os ovos L1;
\u2022 Evoluem para estágio larvário L2 nas artérias 
pulmonares;
\u2022 Migram para a faringe;
\u2022 São deglutidas e vão para as fezes do roedor;
Ciclo biológico
\u2022 Essas larvas excretadas são ingeridas pelo hospedeiro 
intermediário = lesmas/caramujos
\u2022 Passam a L3 e se tornam infectantes para os mamíferos 
hospedeiros;
\u2022 Sendo ingerida pelo mamífero, migra para o cérebro ou 
para as vênulas intestinais conforme a espécie e se 
desenvolve em adulto jovem.
Diagnóstico
\ufffd O diagnóstico clínico é baseado nos sintomas, que podem ser 
confundidos com apendicite. 
\ufffd Algumas vezes, o diagnóstico é feito depois da cirurgia. 
\ufffd Nos ratos infectados, a larva no primeiro estágio pode ser 
facilmente identificada, entretanto isso não ocorre em humanos, nos 
quais um teste imunológico deve ser usado para confirmar os casos 
suspeitos.
Epidemiologia
\ufffd Identificado em crianças da Costa Rica no início dos anos 50
\ufffd Casos em seres humanos foram relatados dos Estados Unidos à
Argentina, também em ilhas Caribenhas 
\ufffd Em 1993, mais de 650 casos foram diagnosticados na Costa Rica 
(21.6 casos por 100,000 pessoa ao ano) 
\ufffd No Brasil, segundo Pena et al., até 1995 apenas 42 casos haviam 
sido reportados, sendo 27 no Rio Grande do Sul, 4 em Santa 
Catarina, 4 no Paraná, 3 em São Paulo, 2 no Distrito Federal, um 
em Minas Gerais e um em Espírito Santo
Tratamento
\u2022 Cirurgia
\u2022 dietilcarbamazina, tiabendazol e albendazol. 
(\u201cremissão\u201d dos sintomas) \u2013 migração errática
Profilaxia
\u2022 combate aos roedores
\u2022 cuidado no preparo dos alimentos
\u2022 cuidados básicos de higiene, como lavar as mãos.