Chap5_po_fluxante
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Chap5_po_fluxante

Disciplina:Lingotamento Contínuo de Aços29 materiais60 seguidores
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de sua empresa com os previstos
por este método. Verificar a coerência da formula de Wolf apresentada nas re-
ferencias 15 e 16.

Exemplo: Cicutti et al(Mould thermal evaluation in a slab continuous casting machi-
ne; 2002 Steelmaking Conference Proceedings, vol 85, pp 97-107,March 10-13, Na-
shvillle, Tenesse, USA) realizaram medições do fluxo térmico global através das fa-
ces largas e estreitas de uma molde de lingotamento contínuo de placas. Se tratava
de uma máquina curva, de dois veios, lingotando nas dimensões 750-1650 vs 180-
200 mm2, na velocidade 1,0-1,6 m/min; vários tipos de pós foram testados, como
sugere a tabela:

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Pó A B C D E F
Tipo granulado granulado granulado granulado granulado Pó-pó
CaO/SiO2 1,09 0,86 1,25 0,90 0,85 1,08
% F 7,20 8,66 7,10 8,60 9,05 7,10

flowT oC 1160 1110 1215 1040 1120 1135

Co1300
η (Pa.s) 0,225 0,116 0,192 0,115 0,083 0,188
 .

Verificou-se que o fluxo térmico nas faces largas era ligeiramente superior (10
~15%) ao fluxo nas faces estreitas; isto se devia presumivelmente à maior facilidade
de deformação das faces largas na direção das paredes do molde, o que reduz a
espessura do gap e possibilita melhor contato.
A faixa de composições testadas inclui a de aços peritéticos, para os quais se espe-
ra uma redução no fluxo térmico, ver figura 25.

Figura 25: teor de carbono vs fluxo térmico global

Os termos Ai nesta figura permitem escrever uma expressão para o fluxo térmico na
forma



































−

−−=

2

3

4

1

2
1

%
exp1

A
CA

A
AAQ

E, neste caso específico































 −
−−=

−
−

2
47,019,109,06

1 027,0
%107,0

exp152,011063,4 CVTQ Cflowη

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onde flowT (oC) indica a temperatura de inicio de amolecimento do pó, η (Pa.s) a
viscosidade a 1300 oC, calculada de acordo com o modelo do IRSID, CV (m/min) a
velocidade de lingotamento.

Pós de maior ponto de amolecimento(o que indica maior temperatura de solidifica-
ção ou maior valor de breakT , aumento brusco de viscosidade devido ao inicio de cris-
talização durante o resfriamento) e de maior viscosidade tendem a formar uma ca-
mada mais espessa de filme sólido depositado sobre a face quente do molde. Pós
mais básicos apresentam maior tendência à cristalização, em geral devido à precipi-
tação de Cuspidina ( 3CaO.2SiO2.CaF2), como componente mais importante. Admi-
te-se que, em função da maior densidade da fase cristalina existe uma tendência à
contração da camada sólida, o que a faz afastar da parede do molde. Resulta um
gap na interface molde / camada sólida de caracterizado por contato deficiente entre
sólidos e alta resistência ao fluxo térmico; esta resistência (exceto nas porções infe-
riores do molde onde não mais existe líquido e, então um gap macroscópico se for-
ma entre a pele e o fluxo) pode ser a mais significativa e governar o fluxo térmico.
Estas considerações sugerem uma explicação para os resultados da figura 26.

Figura 26: fluxo térmico para dois tipos de pós.

Ainda no que concerne aos aços médio carbono (o peritéticos, com PF em torno de
1) espera-se uma formação irregular da pele sólida. Devido aos movimentos repeti-
dos de aproximação e afastamento (formação de gap) da pele em relação à paredes
do molde um termopar em posição fixa retrata grandes flutuações de leitura, ver figu-
ra 27. Segue-se também um maior índice de defeitos, como indicado pela maior ne-
cessidade de escarfagem, figura 28.

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Figura 27: formação irregular de pele em aços peritéticos

Figura 27: variabilidade de temperatura lida em termopar fixo e necessidade de es-
carfagem, em função do teor de carbono.