CCJ0006-WL-PA-06-Direito Civil I-Novo-34074
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Título

Direito Civil

Número de Aulas por Semana

Número de Semana de Aula

3

Tema

PESSOA NATURAL – SEGUNDA PARTE – O FIM DA PERSONALIDADE CIVIL.

Objetivos

·                  Compreender a importância do nome civil como elemento externo distintivo da personalidade jurídica da pessoa.
·                  Identificar os diversos estados civis da pessoa natural e o tratamento reservado pelo Código Civil brasileiro. A polêmica da alteração do registro civil do 

transexual.
·                  Identificar nos dispositivos legais a regulação do estado civil .
·                    Introduzir os conceitos jurídicos relativos ao fim da personalidade civil.

·                    Compreender o significado e a aplicação do instituto da comoriência.

·                    Identificar e caracterizar os efeItos jurídicos da ausência e da morte presumida no Código Civil.

Estrutura do Conteúdo

1.     O nome civil. Registro civil.
2.     Alteração do registro civil.
3.     O estado civil e domicílio civil.
4.     Comoriência e ausência: caracterização e efeitos jurídicos.
5.     Declaração da ausência: finalidade
6.     Morte presumida: caracterização.
 

O texto abaixo apresentado trata-se tão somente de um referencial sugerido ao professor para orientar o fluxo do conteúdo a ser ministrado ao longo das aulas acima 
referidas:
 

O NOME CIVIL. REGISTRO CIVIL.
 

Plano de Aula: Direito Civil

DIREITO CIVIL I

Para o Direito, existem então as pessoas  – seres humanos que, enquanto pessoas, têm reconhecida sua personalidade – e as pessoas jurídicas – entes formados pela
associação de indivíduos ou de patrimônio voltada para determinado fim comum a que o Direito ressalva uma personalidade jurídica independente das de seus idealizadores
ponto o profess focar na pessoa natural.

O registro civil do nascimento da pessoa natural dota de formalidade e publicidade aquele fato jurídico que é o nascimento com vida, início da personalidade civil; apresenta o ind
sociedade, dando eficácia à sua personalidade. Neste sentido, sua natureza é declaratória “a pessoa humana dele não precisa para receber a sua qualidade de pessoa, [...]. 
Assim, a personalidade civil começa do nascimento com ”.

Ao nascer, como ao longo da existência, a pessoa possui determinadas características que a qualificam juridicamente. Ao complexo de atributos, com efeitos jurídicos, que de
a condição da pessoa perante a sociedade, chamamos est -se estado civil a posição jurídica que alguém ocupa, em determinado momento, dentro do ordenamento jurídico. 
Segundo o Prof. Francisco

O estado nasce de fatos jurídicos, como o nascimento, a idade, a filiação, a doença; de atos jurídicos, como o casamento, a emancipação; de decisões judiciais, como a separ
divorcio, a interdição. Tais circunstancias levam a caracterização de três estados: o familiar, o político e o pessoal ou in

Para o Direito Civil, importa o estado do indivíduo de filho, de solteiro, casado, viúvo, separado ou div – tudo isso gera efeitos jurídicos no âmbito do direito de família –, como
também importa o estado de maior idade, menor idade, emancipação, interdição, ausência, sexo masculino ou f – gerando efeitos no âmbito dos direitos da personalidade. O 
estado político, de brasileiro ou estrangeiro, importa ao direito constitucional. Em relação ao nosso estudo, -se o estado individual, em que se enquadra o sexo (status sexual).

Os estados individuais, em geral, são atributos da personalidade, ou seja, i -na. E, por isso, são protegidos pelos direitos da personalidade. Além disso, “é também objeto de 
um direito subjetivo, o direito de estado, que protege o interesse da pessoa no reconhecimento e no gozo dess ” . Amaral releva, ainda, o fato de constituir um direito absoluto,
oponível a toda a sociedade, que, portanto, todos devem respeitar; e público por ser reconhecido e protegido pelo  AMARAL, Francisco. Direito Civil: introdução. 2ª ed. aum. e
atual. Rio de Janeiro: Renov

O registro gera a presunção relativa do estado da pessoa, vez que é ele que dota de oponibilidade erga omnes as situações jurídicas da pessoa perante a sociedade. Contud
sempre a realidade jurídica retrata a realidade fática e, por isso, existem as ações de estado, afinal, é muitas vezes nec “defender seu estado contra eventuais atentados aos
direitos dele dec ” . Elas têm por objetivo criar, modificar ou extinguir um estado – e aí, a sentença será constitutiva –; ou reconhecer um estado pré-existente o guarnecendo de
eficácia – quando a sentença será declaratória. 

A QUESTÃO DO TRAN

Ocorre que, o transexual, quando do seu nascimento, no registro civil, foi classificado segundo o seu aspecto sexual anatômico externo como pertencente a um dos sexos, ou f
ou masculino. Este, assentado em registro público, é o sexo civil. Porém, ressalvamos, neste momento, que a avaliação da fisionomia não é a única para a determinação do 
um indivíduo, como explicitado no primeiro capítulo do presente estudo. A averiguação do status sexual requer a conjugação dos aspectos biológico, psíquico e comporta
Somente o conjunto desses aspectos será capaz de apontar com maior fidelidade e compromisso a qual dos dois sexos pertence a pessoa. A regra, contudo, é que os três a
correspondam revelando uma identidade sexual, mas esta convergência harmônica pode não

No caso do transexual operado, que possuía, em primeiro plano aquela inadequação corporal com a psiquê, o sexo civil, determinando comportamento na vida civil, na esfera ju
social em geral, imporá barreira para a realização da identidade sexual da 

Existe um interesse juridicamente relevante no gozo da identidade sexual. O conteúdo de tal interesse da pessoa é representado, essencialmente, no reconhecimento, sob t
aspectos da vida social, privada e pública, como sendo a mesma pertencente ao própr

Com o transexual isso não acontece. Nesse segundo momento, então, a principal inadequação é a factual com a-formal. Se o registro tem publicidade, autenticidade, eficácia, 
não existe reconhecimento social da situação daquele indivíduo, do seu estado. A identidade sexual transcende o aspecto morfológico,  -se no campo da identificação psíquica 
de se pertencer a determinado gênero sexual que se externa com o comport

A identidade sexual integra a identidade pessoal. O Professor Leoni, sobre o direito à identidade, citando Lorenzetti, sinaliza que o indivíduo possui identidade estática e di “A
identidade e‘compreende o nome, a identificação física, a imagem. Isto está protegido pelas leis referentes ao nome, à capacidade e ao estado civil ’”. Essa é, então, a 
resguardada pelo direito à identidade. O direito à identidade sexual como direito à identidade pessoal, constitui direito da person OLIVEIRA, J. M. Leoni Lopes de. Direito Civil:
teoria geral do direit ª ed. atual. e amp. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2000).

DOMICÍLI

O conceito de Domicílio Civil da pessoa natural é determinado pela combinação dos artigos 70 e 71 do NCC. Apenas encontraremos o domicílio civil se preenchermos 
requisitos determinados no artigo 70 do NCC

Res- é o objeto do conceito, sendo este palpável. É o elemento externo e visível. Ex: uma casa, um prédio, um apartamento.

Ânimo d- este é o elemento interno do domicílio civil. Sendo evidenciado por reflexos do indivíduo que demonstram seu interesse em permanecer em tal domicílio. Ex: receber 
correspondência, receber as

Alguns autores determinam que o domicílio civil é constituído por um elemento objetivo e outro subjetivo. O elemento Objetivo é o objeto do conceito de residência. O el
Subjetivo é o elemento interno, o ânimo d

No modelo brasileiro, reforçado pelo Código Civil, toda pessoa, natural ou  - de direito público interno ou de direito privado -, tem domicílio, que representa a fixação do lugar em 
que o sujeito, ativo ou passivo, da relação jurídica será encontrado, o qual expressa o centro nevrálgico de onde se irradiam interesses juridicamente rele

O domicílio significa uma