CCJ0006-WL-PA-06-Direito Civil I-Novo-34074
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CCJ0006-WL-PA-06-Direito Civil I-Novo-34074

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garantia jurídica, haja vista que funciona como cidadela em que se guarnecem os interess -jurídicos das pessoas naturais ou das pessoas jurídicas. 

Com o domicílio,  -se o perímetro em que se fixa o espaço jurídico dentro do qual se enclausura o titular, projetando feixes que se traduzem em direitos e obrigações. 

Do enraizamento da residência decorre o domicílio, como fenômeno material e psíquico que se projeta no âmbito em que prosperam as relações ju

Sem residência, inexiste domicílio ; sem domicílio, -se o pleno exercício dos direitos civis, do nascimento à morte. 

De tão importante, o domicílio da pessoa natural, mesmo que não tenha residência habitual, será o lugar onde for enc

Na configuração traçada pelo Código  -se em:

a) domicílio da pessoa 

b) domicílio da pessoa jurídica, de direito público interno ou de direito 

c) domicílio nec

d) domicíli

e) domicílio eleito.-se a existência de mais de um domicílio tanto para a pessoa natural quanto para a pessoa jurídica de direito privado, razão por que se diz que o legislador 
perfilhou a escola que cultiva a pluralidade de d

Domicílio da pessoa natural - Em conformidade com a definição legal, o domicílio da pessoa natural "é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo". 

Dois elementos se exigem para a definição do domicílio da pessoa 

a) a resid

b) o ânimo definitivo. A residência é mais do que um fenômeno material, mediante o qual se distingue da moradia, que se traduz na certeza de que é episódica e transitória,
estaqueamento aprofundado, capaz de fixar a disposição perene ou d

Ao residir, a pessoa mora com perenidade ou longevidade, fenômenos de cuja realidade se extrai a premissa de que há o ânimo de estabelecer o lugar como seu domicílio.
lembrar que, na hipótese em que a pessoa natural, por vontade ou necessidade, tenha mais de uma residência, onde, alternadamente, viva -se-á domicílio qualquer uma delas. 

C -se, ainda, domicílio o local em que a pessoa natural desenvolva a sua profissão. 

Por conseguinte, pl -se os domicílios da pessoa natural, quando exerce atividade profissional, haja vista que passam a ser, pelo menos, dois: 

a) o local em que estabelece a sua residência com ânimo defi

b) o local em que pratica a sua atividade profi

Se a profissão for explorada e exercitada em lugares diversos, em que se lhe concentram os interesses, cada um deles constituirá domicílio para as relações que lhe correspo

Cabe advertir que não será qualquer emprego ou relação jurídica, por cuja execução se produza atividade laboral, que se capacitará a desenhar o local do trabalho como se d

Domicílio profissional não se confunde com o simples local de trabalho, categorias jurídicas que se diferenciam ideológica, social e juridic

Na identidade do domicílio profissiona -se a presença de elementos em conformidade com os quais se caracteriza o exercício da profissão, que granjeia a certeza de que se 
trata de um sinal eloqüente capaz de di-lo do trabalho ordinário e dependente. 

É preciso que se exerça atividade profissional fim, com domínio sobre o comando técnico, administrativo e econômico, e não atividade profissional meio, para que se possa cara
o local, também, como d

Com efeito, não se estimula a assertiva de que o empregado comum, com vínculo jurídico subordinante e protagonista de uma relação jurídica, cujo desfazimento pode se co
unilateralmente, pelo simples exercício da vontade de seu empregador, transforme o local em que presta serviço como extensão de seu domicílio, ainda que lá consuma jornad

Cabe ressaltar que o domicílio profissional não abrange e não argola toda e qualquer relação da pessoa natural, mas somente aquela a que estiver conectado por força de amar
concernem à pr

A atração do domicílio, no caso, depende da ligação entre o exercício da profissão e o local. D-se que a pessoa natural pode ter:

a) mais de um domicílio do

b) mais de um domicílio profiss

c) domicílio doméstico e domicílio profi

FIM DA PERSONALIDADE DA PESSOA N

A existência da pessoa natural termina com a morte, conforme preconiza o artigo 6° do Códi

A existência da pessoa natural termina com a morte; presume-se esta, quando aos ausentes, nos casos em que a lei autoriza a abertura da sucessão definitiva.

A morte marca o fim da personalidade física, faz cessar consequentemente a personalidade jurídica, sendo assim o homem compreendido em suas funções desaparece no m
de sua morte. Dessa forma, a morte irá cessar com a personalidade jurídica que o acompanhou durante a vida, enquanto ser autônomo de imputação de normas jurídicas. O d
não é susceptível de ser titular de direitos e obri

Morte pre

 . Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência: I – se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida; II – se alguém, 
desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até 2 (dois) anos após o término d

Parágrafo único. A declaração da morte presumida, nesses casos, somente poderá ser requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações, devendo a sentença fixar
provável do lanç

No sistema do Código de 1916, não existia o instituto da morte presumida, a não ser para efeitos patrimoniais, nos casos de sucessão provisória e definitiva. Tal não implica e
da personalidade. É permitida a abertura da sucessão provisória ou definitiva do desaparecido, para proteção de seu patrimônio. -se, no entanto, a justificação judicial de morte 
nos termos do artigo 88 da Lei de Registros Públicos. Não se trata de presunção de morte. No entanto, mesmo que acolhida uma justificação nesse sentido, nada imped
pessoa surja posteriormente sã e salva, o que anula todos os atos praticados com sua morte justificada, pro-se os terceiros de boa-fé. 

No entanto, o novo ordenamento foi mais além, autorizando a declaração de morte presumida em outras situações, independentemente da declaração de ausência: "A posição 
pelo novo Código f   O instituto da ausência é tratado dentro da parte geral do diploma (artigos 22 ss.) e não mais no direito de família.

Essa declaração de ausência tradicionalmente tem por finalidade a proteção do patrimônio do desaparecido levando à sucessão provisória e à sucessão definitiva. Os fins do i
são exclusivamente patrimoniais. No Código de 2002, expressamente o legislador aponta que sejam consideradas mortes presumidas as situações que autorizam a aber
sucessão definitiva (artigos 37 ss.). Nesse sentido dispõe o º da nova lei civil: "A existência da pessoa natural termina com a morte. Presume-se esta, quanto aos ausentes,
nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão def

Com

art. 8 º. Se dois (dois) ou mais indivíduos falecerem na mesma ocasião, não se podendo averiguar se algum dos comorientes precedeu aos outros, presumir-se-ão 
simultaneamente

Temos aqui preservada a regra da comoriência do Código Civil anterior. Só m º do art. (antes era art. 11), o texto se repetiu por inteiro.

A regra da comoriência tem relevância principalmente nas questões do direito de sucessão. Para que seja aplicada é necessário que tenham morrido juntos parentes que
sucessores recíprocos, isto é, a morte de um tio e um sobrinho numa explosão de um avião, não requer a aplicação da regra da comoriência se esse tio tiver filhos e o sobrinho
herdeiro direto do tio. Um caso do uso da regra da comoriência seria o se“A” é único filho de “B”. "B" é casado com “C”. Pois bem, sabemos que na ordem de vocação 
hereditária a sucessão legítim -se na seguinte ordem: primeiro herdam os descendentes, depois os ascendentes, depois o cônjuge sobrevivente e por último os colaterais (o 
cônjuge concorre com os descendentes e com os ascendentes). Temos duas possibilidades para explicar essa r

Se na morte conjunta “A” e “B”  (acidente de carro, por exemplo), for possível determinar que “A” morreu após “B”, haverá a passagem da herança de “B”(pai) para “A”(filho),
resulta “C”(mãe) por ser a única herdeira de “A”(filho)