CCJ0006-WL-PA-06-Direito Civil I-Novo-34074
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ficará com herança todinha para ela.

Se na morte conjunta “A” e “B” (explosão de um avião, por exemplo) for impossível a fixação do momento exato da morte de ambos, aplicar -se-á a comoriência, isto é, não 
haverá transmissão da herança, um não herdará do outro. Conseqüente“A” não herdará do pai  “B”. A herança de  “B” passará para aos seus pais. Se o cônjuge atender 
determinadas condições concorrerá na herança com os pais do falecido, isto é, se vivos o pai e a  “B”, à  “C”(esposa) restará um terço da herança de  “B”  (não ficará 
desamparada, p

Au

Pelo novo estatuto legal c -se ausente pessoa de que deixa o seu domicílio, sem deixar notícias suas e nem representante ou procurador que administre os seus bens. Nestes 
casos, a requerimento do MP ou de outro interessado, o juiz, a requerimento de qualquer interessado ou do Ministério Público, declarará a ausência e nomeará curador pr

Ao se analisar o tempo que perdura a ausência, três momentos distintos podem ser destacados, 

10.4.1 Curadoria dos bens do ausente: quando o desaparecimento é recente e a possibilidade de retorno do ausente é, portanto, bem grande, o legislador tem a preocupa
preservar os bens por ele deixados, evitando a sua deterioração. Nesta fase o juiz declara a ausência da pessoa e-lhe curador.

Ao nomear o curador o juiz deve fixar os limites de seus deveres e suas obrigações (art. 24). Sua incumbência é zelar pela administração e conservação dos bens do ausent
nomeação deverá respeitar a ordem previamente estabelecida pelo legislador no artigo 25 do novo Código Civil. Neste inciso reside outra inovação trazida pelo novo diploma le
inclusão, no caput do artigo 25, do cônjuge separado de fato há mais de dois anos antes da declaração da ausência entre as exceções àqueles que seriam curadores legíti
antigo texto legal impedia apenas o cônjuge separado judicialmente de ser curador. Tal inclusão se explica pela entrada em vigor da Lei 6.515/77 (Lei de Divórcio), que prevê a h
de divórcio direto nos casos em que os cônjuges estejam separados de fato pelo referido período. Assim, se há a possibilidade de requerimento de divórcio, seria u -senso
permitir que uma parte cuidasse dos bens deixados pe

O mesmo dispositivo legal, adequado à nova realidade do mundo contemporâneo, foi modificado para conferir aos pais (e não mais ao pai, e em sua falta à mãe) a curadoria d
do ausente. -se, outrossim, a preferência anteriormente conferida aos varões em relação às mulheres. Atualmente todos têm igualdade de direitos em relação à curadoria dos 
bens do

Sucessão Pro ainda nesta etapa o legislador se preocupa com a conservação dos bens do ausente, pois existe ainda a remota possibilidade de que este volte para retomar o 
que é seu de direito. A preocupação daquele é voltada mais para os herdeiros e credores e menos para o ausente. No que tange à sucessão provisória o novo Código Civil red
prazos para o seu requerimento. Com a sua entrada em vigor basta que decorra um ano da data da arrecadação dos bens do ausente, ou três anos no caso de haver sido 
mandatário constituído, para que os interessados possam requerer a declaração de ausência e abertura da sucessão provisória do 

A sucessão provisória é requerida como se o ausente estivesse morto, estabelecendo o legislador um rol de pessoas que têm legitimidade para requerer a sua abertura. São le
intere

I) o cônjuge não separado judicialmente. Tem interesse em requerer a abertura da sucessão para que seu quinhão seja del

II) os herdeiros presumidos, legítimos ou testamentários. Têm interesse, pois a decisão que declara a ausência confere a eles o domínio dos bens d

Uma vez imitidos na posse dos bens, os seus herdeiros ficarão responsáveis por representar o ausente em juízo, tanto em relação às ações em curso, quanto em relação àque
eventualmente vierem a ser propostas contra ele (

III) aquele que tenha direito a algum bem do ausente subordinado à sua morte, como no caso do donatário que recebe uma doação subordinada à condição suspensiva da m
doador. Declarada a ausência do doador o donatário poderá requerer a abertura da sucessão provisória daquele para receber a propriedade do be

IV) os credores de obrigações vencidas e não pagas. Com a morte do ausente as dívidas passam a ser devidas pelos seus herdeiros na proporção de seus quinhões. Neste 
credores poderão cobrar os seus créditos dos herdeiros do 

Vale salientar que mesmo com a abertura da sucessão provisória a probabilidade de volta do ausente, ainda que remota, existe. Por isso o legislado -se de diversos cuidados
para evitar que os bens por ele deixados desapareçam. Podemos destacar a

a) a decisão que declarar a ausência só produzirá efeitos após 180 dias da sua publicaçã-se de um prazo suplementar conferido ao ausente, para que volte e reivindique os
seus bens. Entretanto, tão logo transite em julgado a sentença declaratória de ausência  -se-á a abertura de testamento, se houver, e ao inventário e partilha dos bens, como 
se morto fosse o

b) a partilha dos bens deixados será feita, mas para que os herdeiros entrem na posse dos bens recebidos deverão prestar garantias, através de penhor (bens móveis) ou h
(bens imóveis), correspondentes ao valor dos quinhões que estejam recebendo (art. 30). Entretanto, o art º atenua esta exigência permitindo que os ascendentes, descentes e o 
cônjuge entrem na posse dos referidos bens, desde que comprovem a qualidade de herdeiros.-se-á o caput deste artigo, por exemplo, em relação aos herdeiros colaterais, ao 
Estado, ao Munic

Se o herdeiro não tiver condições de prestar a garantia não poderá entrar na posse dos bens correspondentes ao seu quinhão e estes ficarão sob a responsabilidade do curado
outro herdeiro designado pelo juiz, que preste a garantia (art º). Poderá, entretanto, justificando a falta de condições de prestar a garantia, requerer seja-lhe entregue metade dos
frutos e rendimentos do quinhão que caberia a ele (

c) os bens imóveis do ausente não poderão ser vendidos, salvo em caso de desapropriação pelo poder público ou para evitar que se deteriorem, e também não pode
hipotecados, salvo por determinação judicial (art. 31). Neste aspecto merece destaque a modificação trazida pelo novo Código Civil. O seu artigo 31 suprimiu a possibilid
alienação dos bens do ausente para  -los em títulos da dívida pública. Com a entrada em vigor do novo diploma somente é permitida a alienação dos bens do ausente em caso 
de desapropriação e para evitar a sua ruína. Inovação é a possibilidade d-lhes com a hipoteca, hipótese que não era prevista anteriormente.

d) a renda produzida pelos bens cabentes aos descendentes, ascendentes e ao cônjuge, pertencerá a estes. Os demais herdeiros deverão capitalizar metade destes f
rendimentos de acordo com o artigo 29, e prestar contas ao juízo anualmente (

Durante o período da sucessão provisória ainda é possível que o ausente retorne, quando em vigência a posse provisória dos herdeirosMesmo procurando preservar ao má
patrimônio do ausente enquanto houver uma possibilidade, ainda que remota, de retorno, esta-se no Novo Código Civil uma espécie de punição para o caso deste retornar e 
se que a ausência foi voluntária e injustificada. Dispõe parágrafo único do artigo 33 que neste caso o ausente perderá o direito ao recebimento de sua parte nos frutos 
rendimentos produzidos pelos bens por ele deixados e arrecadados por seus herdeiros. A preocupação do legislador é clara: evitar que a pessoa desapareça sem motivo justo e
quando quiser, apro -se da boa-fé dos herdeiros que zelaram pela conservação de seus bens.

Cumpre salientar, ainda, que durante o período da sucessão provisória ainda é possível que o ausente retorne, quando em vigência a posse provisória dos herdeiros. Pod
provado, outrossim, que o ausente se encontra vivo. Nestes casos, todas as vantagens que os herdeiros estiverem auferindo em relação aos bens do ausente cessam, e est
direito de recobrar a posse dos bens. Ocorre que, até a efetiva entrega destes bens ao