Sociologia J. - Anotação (16)
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j) é atual, porque o direito aos alimentos visa satisfazer necessidades atuais ou futuras e não as passadas do 
alimentando; logo, este jamais poderá requerer que se lhe conceda pensão alimentícia relativa às 
dificuldades que teve no passado;
l) são inderrogáveis por meio de convenção entre os particulares.
m) é irrestituível, pois uma vez pagos, os alimentos não devem ser devolvidos. Inclusive o § 2º, do artigo 588, 
do Código de Processo Civil, estabelece que os créditos de natureza alimentar, até o limite de 60 salários 
mínimos, são insuscetíveis de caução se se encontrar o alimentando em estado de necessidade.
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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5. QUEM DEVE PRESTAR ALIMENTOS? QUEM OS DEVE RECLAMAR? 
Determina o artigo 229, da Constituição Federal e o Código Civil o regulamenta nos artigos 1.694 a 1.710, 
que o direito à prestação alimentícia é recíproco entre os parentes, cônjuges e companheiros. Contudo, 
estabelece o § 2º, do artigo 1.694, do Código Civil, que os alimentos devem ser prestados apenas para 
atender às necessidades básicas do alimentando quando esta necessidade resultar de culpa de quem os 
pleiteia, entendendo-se culpa como ato decorrente do desperdício, prodigalidade ou comodismo. Portanto:
a) Devem fornecer alimentos os ascendentes aos descendentes, preferindo o parente de grau mais próximo 
ao mais remoto, e os descendentes aos ascendentes, seguindo-se a mesma regra; os colaterais do segundo 
grau, na falta de ascendentes ou descendentes, sejam de parentesco unilateral ou bilateral.
b) Tanto dá direito aos alimentos o parentesco legítimo como o ilegítimo, desde que legalmente reconhecido 
ou judicialmente comprovado, como determina o artigo 227, § 6º, da Constituição de 1988; 
c) o Código Civil reconhece direitos e obrigações alimentares tanto para os conviventes em uma união 
estável, quanto para os cônjuges, não por vínculo de parentesco, mas como entidade familiar.
6. DAS DIVERSAS ESPÉCIES DE ALIMENTOS
Segundo Maria Helena Diniz, os alimentos poderão ser classificados:
a) quanto à finalidade: caso em que podem ser: 1) provisionais ou acautelatórios, se concedidos antes ou 
concomitantemente da ação de separação judicial, nulidade ou anulação de casamento; 2) provisórios, se 
fixados incidentalmente no curso de um processo, ou liminarmente em despacho inicial; 3) regulares ou 
definitivos, se estabelecidos pelo juiz ou pelas partes, como estabelece o artigo 1.699, do Código Civil.
Os alimentos devidos entre os parentes, abrangem também o marido e a esposa, bem como aos 
conviventes.
De modo geral, o dever alimentar cessa para os pais com a maioridade dos filhos. Mas, caso estejam estes 
freqüentando curso universitário, a jurisprudência tem estendido tal obrigação até o término do curso ou até 
que completem os alimentandos 25 anos.
b) quanto à causa jurídica: os alimentos podem ter natureza 1) contratual, se resultantes de declaração de 
vontade inter vivos ou testamentária, se decorrente de causa mortis, sendo devidos em virtude de cláusulas 
de contrato ou testamento, obedecendo então aos princípios do direito das obrigações e podendo ser objeto 
de transação voluntária e de renúncia, dependendo, em cada caso, do modo pelo qual a cláusula foi 
redigida; 2) ressarcitórios, quando destinados a indenizar vítima de ato ilícito e os legítimos, impostos por lei 
em virtude do fato de existir entre as pessoas um vínculo de família.
Para Sílvio Rodrigues, por entender que no caso de separação judicial amigável, em que o marido 
convenciona pensão a ser dada à mulher, não se trata de obrigação alimentícia devida por força de 
parentesco, pois, marido e mulher não são parentes, é lícito à mulher renunciar aos alimentos.
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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c) quanto à natureza, podem ser 1) necessários ou naturais: se destinados exclusivamente à subsistência do 
alimentando, ou seja, ao sustento, à cura, ao vestuário e à habitação, ou 2) civis ou côngruos: se decorrentes 
a atender outras necessidades intelectuais e morais, como educação, instrução, recreação. 
7. EFEITOS JURÍDICOS DA OBRIGAÇÃO DE ALIMENTAR
A obrigação alimentar não é solidária. Assim, se o neto precisar de alimentos e tiver dois avós em condições 
de fornecê-los, deve agir contra ambos, repartindo o dever de fornecer alimentos entre os diversos 
alimentantes na proporção dos seus recursos. Se o ascendente mais próximo não tiver os recursos 
necessários, apelar-se-á para o ascendente mais remoto, e, não havendo mais ascendente, para os 
descendentes e, em seguida, para os colaterais de segundo grau (irmãos). Admite-se o rateio entre parentes 
do mesmo grau ou de grau diverso quando os mais próximos não tiverem bens suficientes para atender às 
necessidades do alimentando, devendo-se recorrer para os mais remotos.
As pensões são periódicas e fixadas geralmente em bases mensais, mas nada impede que sejam quinzenais, 
trimestrais ou até mesmo anuais.
A doutrina majoritária acompanhada pela jurisprudência dominante entende que o nascituro não é credor 
de pensão alimentícia, que só adquire personalidade após o nascimento com vida, contudo, a lei põe a 
salvo, desde a concepção o direito à vida, e conseqüentemente, direito próprio a alimentos, entendendo-se 
aqui, remédios, despesas médicas e, em geral, necessidades pré-natais, além de hospitalização e parto.
Admite-se a restituição dos alimentos quando quem os prestou não os devia, mas somente quando se fizer a 
prova de que cabia a terceiro a obrigação alimentar, pois o alimentado, utilizando-se dos alimentos, não 
teve nenhum enriquecimento ilícito. Quem forneceu os alimentos, pensando erradamente que os devia, 
pode exigir a restituição do valor dos mesmos do terceiro que realmente deveria fornecê-los.
Por igual, denotam-se irrepetíveis os alimentos quando são concedidos por mera liberalidade, com intuito 
apenas assistencial. 
Não se dão alimentos correspondentes ao passado. Se, todavia, o alimentando fez empréstimos para poder 
viver, tem o direito de reclamar os alimentos pretéritos para reembolsar os empréstimos que fez, mas somente 
os destinados a esse fim.
Pergunta-se: Na hipótese de o reconhecimento da paternidade vir a se dar após o falecimento do genitor, em 
virtude de sentença judicial, a quem incumbirá o pagamento das prestações alimentícias devidas durante a 
lide?
Há quem sustente que a obrigação estaria afeta ao espólio, o qual responderia apenas nos limites da força 
da herança. Se a herança se mostrar insuficiente para suprir as necessidades do filho reconhecido, poderá 
este demandar os alimentos de outros parentes próximos.
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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