Sociologia J. - Anotação (16)
10 pág.

Sociologia J. - Anotação (16)


DisciplinaSociologia Jurídica7.170 materiais53.673 seguidores
Pré-visualização3 páginas
8. AÇÃO DE ALIMENTOS
A ação de alimentos é o meio técnico de reclamá-los e processa-se pelo procedimento ordinário e o foro 
competente é o do domicílio do alimentando, como permite o artigo 100, Inciso II, do Código de Processo 
Civil.
Ela se inicia com uma audiência de conciliação (Lei nº 968/49), na qual o juiz e as partes interessadas 
transigem sobre o direito e sobre o montante dos alimentos.
Chegando as partes a um consenso, os termos do acordo é lavrado em ata e homologado pelo juiz, 
tornando-se a sentença certa, líquida e exigível como título executivo judicial.
Como esclarece Caio Mário da Silva Pereira, na falta de entendimento, o juiz fixará, em apreciação sumária 
dos fatos, a importância com que o alimentante concorrerá para a mantença do alimentando na pendência 
da lide, partindo-se do pressuposto da necessidade de obter desde logo o indispensável à sua subsistência.
A Lei nº 5.478, de 25 de julho de 1968, estabelece rito especial e sumário para a ação de alimentos, 
permitindo a fixação dos alimentos provisórios, desde o despacho inicial, seguido da citação válida, além de 
concentrar os atos a ela inerentes em audiência de tentativa de conciliação, instrução e julgamento. 
Também, optando o requerente pela ação ordinária, lhe é permitida a formulação de pedido cautelar, 
incidente ou antecedente, de alimentos provisionais, como permite o artigo 852 e seguintes do Código de 
Processo Civil, facultando-lhe, ainda, alternativamente, o requerimento de tutela antecipada, prevista no 
artigo 273 do mesmo Código.
A lei estabelece como recurso para atender a uma necessidade atual e inadiável do alimentando, mesmo em 
caráter provisório, e mesmo que em audiência preliminar não tenha havido entendimento, o desconto de 
folha de pagamento, se o devedor for funcionário público, ou militar, ou exercer profissão regulamentada 
pela legislação do trabalho. 
9. ALIMENTOS PROVISIONAIS
Alimentos provisionais, também chamados ad litem, são concedidos antecipadamente, como providência 
cautelar. Devem ser arbitrados em valor suficiente para atender às despesas do alimentando, enquanto durar 
o processo, incluindo despesas judiciais.
Tal pensão visa ao sustento do autor durante a lide, mesmo nas ações de separação judicial, de divórcio, de 
anulação ou nulidade de casamento, de investigação de paternidade, e de alimentos, propriamente dito.
Por outro lado, os julgados majoritários firmaram o ponto de vista de que, mesmo não concedidos os 
alimentos provisionais a prestação alimentar é devida desde a citação inicial, não tendo efeito suspensivo o 
recurso de apelação. O mesmo raciocínio tem sido aplicado por alguns acórdãos aos casos de majoração.
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
www.r2direito.com.br
07
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
www.r2direito.com.br
10. PRISÃO CIVIL 
O devedor de alimentos que não fizer o seu pagamento está sujeito a prisão civil pelo prazo de um a três 
meses, como determino o artigo 733, § lº do CPC. O cumprimento integral da pena de prisão não exime o 
devedor do pagamento das prestações alimentícias vincendas ou vencidas e não pagas, como estabelece a 
regra do artigo 733, § 2º, do mesmo Código.
Os alimentos pretéritos, ou seja, aqueles vencidos há mais de três meses, perdem, segundo a jurisprudência, 
a natureza alimentar, não justificando o decreto da prisão. A execução das prestações alimentícias atrasadas 
somente pode se processar na forma do artigo 733 do Código de Processo Civil, até o limite das três últimas, 
devendo as mais antigas, se existentes, serem cobradas na forma do artigo 732 do mesmo Código, em 
ordem a afastar a possibilidade do decreto de prisão, nesses casos, de forma coativa. 
Nesta hipótese, ou seja, recaindo a execução sobre alimentos pretéritos, admite-se a cisão, a divisão da 
execução em dois processos, observado, para a cobrança das prestações vencidas há mais de três meses, o 
rito do art. 732 do Código de Processo Civil, remanescendo, para as demais, o regime estabelecido pelo art. 
733 do Código de Processo Civil.
Esclareça-se, por outro lado, que, uma vez citado para a execução, caso o devedor ofereça o pagamento do 
débito atrasado em parcelas, não poderá mais ter, contra si, decretada a prisão. 
O não-cumprimento deliberado da obrigação alimentar por parte do alimentante sadio e capaz para o 
trabalho configura crime de abandono material previsto no artigo 244 do Código Penal. 
A figura delituosa só se descaracteriza na hipótese de o devedor de alimentos encontrar-se sem condições de 
prover à própria subsistência. Ressalte-se, também, que, em determinados casos, o descumprimento do 
dever alimentar pode acarretar, inclusive, a perda do poder familiar.
11. Lei n. 5.478, de 25-7-1968
a) Estabeleceu rito sumário para a ação de alimentos. 
b) Independe o processo de prévia distribuição e de anterior concessão do benefício de gratuidade, 
presumindo-se a pobreza do autor. 
c) O pedido deve ser apresentado em três vias, e o juiz concede desde logo os alimentos provisórios, salvo se 
o credor expressamente declarar que deles não necessita, remetendo-se ao réu a segunda via da petição 
inicial, mediante registro postal isento de taxa e com aviso de recebimento. 
d) Deve haver prova pré-constituída da obrigação alimentar, como no casamento e na filiação presumida ou 
reconhecida;
e) Se se tratar de alimentos provisórios pedidos pelo cônjuge e o regime de casamento for o da comunhão 
universal, deve o juiz determinar que parte da renda líquida dos bens comuns, administrados pelo devedor, 
seja entregue ao credor.
f) Em vez de um processo prévio de conciliação, realiza-se desde logo a audiência de conciliação e 
julgamento, apresentando cada parte as suas provas e aduzindo as suas razões para que, em seguida, possa 
o juiz proferir a sentença, da qual caberá apelação.
g) limitando-se o litígio exclusivamente à pensão alimentícia, esse processo tem seu curso normal com a 
instrução e julgamento, independentemente de eventual ação de separação judicial ou divórcio direto.
h) Inovação também de grande alcance foi trazida pelo artigo 24, que possibilitou àquele que deve 
alimentos tomar a iniciativa de judicialmente oferecê-los;
i) Do disposto na Lei n. 5.478, de 25-7-1968, também se podem valer aqueles que vivem em união estável, 
os quais devem comprová-la.
12. EXTINÇÃO DA OBRIGAÇÃO ALIMENTAR
Cessa o obrigação de prestar alimentos:
a) pela morte do alimentando,
b) pelo desaparecimento de um dos pressupostos do artigo 1.695 do Código Civil, ou seja, da necessidade 
do alimentando ou da capacidade econômico-financeira do alimentante.
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
www.r2direito.com.br
08