Aula 13_stiglitz cap 15
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Aula 13_stiglitz cap 15


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Aula 13: Stiglitz capítulo 15 \u2013 Welfare Programs and the Redistribution of Income
	Programas que transferem dinheiro e bens de consume para os mais pobres sãp chamados de assistência pública.
A brief description of major U.S welfare programs
Rationale for government welfare programs
O Mercado resulta numa produção eficiente (excluindo as falhas de mercado), mas não produzem necessariamente uma distribuição de renda socialmente aceitável. Esses programas são conhecidos como rede de proteção (safety net programs). Há uma visão de que uma sociedade civilizada não pode ter pessoas morrendo de fome ou que morram devido a um sistema de saúde inadequado. Esses programas também são conhecidos como uma forma de seguro social (social insurance). O reconhecimento de que há uma safety net se adiciona à segurança econômica, e, consequentemente, ao bem estar em geral. Os programas conhecidos como social insurance têm a intenção de fazer com que indivíduos voltem à ativa após um abalo. Os programas de bem estar não são, formalmente, parte do social insurance programs, nos quais indivíduos pagam quantias para obterem seguro desemprego, mas ainda realizam essa função de seguro.
Programs voltados para crianças são justificados como um valor básico (toda criança deveria ter a oportunidade de atingir seu potencial máximo) e como um investimento no futuro. Uma criança com uma nutrição inadequada, por exemplo, não consegue atingir seu potencial máximo. Crianças crescendo na pobreza têm uma maior chance de entrar para a vida do crime do que terminar o ensino médio. Portanto, o retorno para a sociedade de diminuir a pobreza infantil é de muita impotância.
Dimension of the problem
A taxa de pobreza é a fração da população cuja renda está abaixo de uma linha, ajustada à inflação , e tem o objetivo de medir o nível mínimo para manter um nível de subsistência. O resto dessa parte fala de dados da pobreza nos EUA.
Analytic Issues
Durante os anos, debates sobre programas de bem estar se focam em certas perguntas como: Esses programas desincentivam o trabalho? Como podemos transferir de maneira eficiente as pessoas do programs de bem estar ao trabalho? Entre outras.
Labor Supply
Programas de bem estar usam a renda como um critério básico para determinar a elegibilidade. Um aumento da renda diminui os benefícios. A renda total de indivíduos pobres cresce muito mais devagar do que sua renda antes do subsídio. É como se enfrentassem uma taxa marginal de imposto muito alta (imposto extra que um indivíduo deve pagar com resultado de um aumento de 1 dolar na sua renda). Pelo fato do retorno marginal (renda líquida extra por trabalhar uma hora a mais) ser reduzido, indivíduos nos programas de bem estar têm menos incentivo para trabalhar.
O principal efeito disso é uma diminuição da participação da força de trabalho e, para os que trabalham, o efeito é uma diminuição nas horas de trabalho. Enquanto muitas pessoas não trabalham para não perder benefícios, muitas trabalham mas de maneira informal (sem declrarar a renda, uma empregada doméstica trabalhando 2 dias na casa de um e 2 na casa de outro não cria vínculos trabalhistas).
Podemos usar restrições orçamentárias e curvas de indiferença para ilustrar os efeitos adversos de programas de bem estar no trabalho.
Figura 15.2, painel \u201ca\u201dda página 395: A reta \u201cB\u201d mostra a RO de Alfredo, mostrando que o consumo aumenta à medida que o trabalho aumenta (lazer diminui). A inclinação dessa RO é o salário, $6 a hora (1 hora a mais de trabalho aumenta o consumo em $6). As curvas de indiferença têm esse formato pois Alfredo não gosta de trabalhar, preferindo lazer. Ele requer um consumo maior para compensar o fato de ele trabalhar mais, e como quanto mais trabalha, menos lazer ele têm, mais valorizado fica o lazer na margem, e como quanto mais trabalha maior o seu consumo, menos valorado o aumento marginal no consumo. O consumo extra que ele requer para compensar uma hora extra de trabalho (TMS), aumenta quanto mais ele trabalha. Por isso a curva de indiferença não é somente inclinada para cima, mas se torna mais inclinada à medida que o indivíduo trabalha mais. O equilíbrio original é o ponto \u201cE\u201d. A reta \u201cB\u2019\u201d representa a nova RO sob um sistema de bem estar no qual Alfred ganha um pagamento fixo de $500, por exemplo, por mês, e esse valor diminui à medida que sua renda cresce (no ponto D esse benefício acaba). Assumimos que para cada $3 que ganha, perde $1 em benefícios. Por isso a nova inclinação é de $4, e o novo equilíbrio é \u201cE\u2019\u201d, com um nível menor de trabalho. O trabalho diminui por 2 razões. O efeito renda diz que você está mais rico e , portanto, pode consumir mais de todos os bens, inclusive lazer. O efeito substituição diz que o retorno do trabalho com o programa do governo ficou menor, e Alfred têm menos incentivo para trabalhar.
Figura 15.2, painel \u201cb\u201dda página 395: Esse gráfico mostra a RO sobre um sistema no qual Alfred perde $1 para cada dólar que ele ganha a partir de um certo ponto. Com isso, Alfred escolhe trabalhar para gerar apenas uma renda abaixo desse ponto. Nesse mercado trabalham pessoas que ganham ou muito menos ou muito mais que sse valor mínimo.
Cash versus in-kind redistribution
Uma grande parte dos benefícios de programas de bem estar são direcionados à compra de comida, casa, energia, etc. Esse sistema é criticado pois se há efeito substituição ele introduz ineficiência (obriga indivíduo a aceitar certo bem, pois se ganhasse dinheiro não iria comprar esse bem), e se não há efeito substituição, seria melhor o apoio em dinheiro (indivíduo iria comprar tal bem de qualquer jeito, sendo mais fácil dar dinheiro). O apoio em bens não respeita a preferência dos consumidores.
Ineficiencies from in-kind benefits
 	Esses programas não respeitam as preferências dos consumidores pois como reduzem o custo de obter o bem provido, induzem o indivíduo a consumirem esse bem mais do que iriam. Uma das razões para esse tipo de programa é promover o consumo de certos bens.
		Um programa que dê comida, por exemplo, causa distorções. Se um indivíduo iria gastar a mesma quantia em comida antes do benefício, sua RO se desloca para a esquerda uma vez que vai usar o dinheiro que antes gastava com comida em outras coisas, se tornando mais rico. 
		O grande problema são os programas que oferecem um certo benefício de graça para quem for elegível, ou seja os abaixo de uma certa renda, e nada para os acima. Há uma razão administrativa para isso: é muito mais fácil decidir se um indivíduo é elegível ou não para certo programa. Ver figura 15.3 da página 399.
		Uma provisão direta de casas aumenta a quantidade de casas ofertadas a qualquer preço, beneficiando não só os que recebem o benefício uma vez que diminui o preço do aluguél. No entanto, o governo é um produtos ineficiente de casas, preferindo dar crédito subsidiado aos pobres, o que inflaciona o preço das casas, prejudicando o resto, só o dono da casa se beneficia (curto prazo). No longo prazo há o efeito maléfico do aumento dos preços, mas há o efeito benéfico do aumente do oferta.
OBS: benefícios em bens causam distorções, ou seja, há um efeito substituição associado a eles. Os indivíduos estariam melhores se ganhassem a mesma quantia em dinheiro. Quando há apenas um efeito renda, não há distorções.
Categorical versus broad-based aid
 	Uma crítica a programas categóricos são os altos custos administrativos (devido à analise de elegibilidade). Programas categóricos incentivam o indivíduo a quererem se enquadrar na categoria, podendo ter um efeito distorcivo. Uma vantagem desse tipo de programa em relação ao em ampla escala é o fato de que em certas situações pode resultar numa redistribuição mais efetiva, com uma perda menor de eficiência. Pode levar os benefícios aos mais necessitados. Há no entanto uma questão de equidade em relação a programas categóricos, que diz que o governo não pode discriminar a favor ou contra nenhum grupo. Dois indivíduos pobres deveriam receber a mesma quantia do governo, não deve haver categorias