Sociologia J. - Anotação (17)
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Sociologia J. - Anotação (17)


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que modifique as exigências 
originalmente previstas, deverá haver nova divulgação do instrumento convocatório e reabertura dos prazos 
para os licitantes. 
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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A fase da habilitação
A fase da habilitação também é chamada fase subjetiva, pois nela é examinada a idoneidade do interessado 
em contratar com a Administração.
Na habilitação é verificada:
- a habilitação jurídica 
- a qualificação técnica
- a qualificação econômico-financeira
- a regularidade fiscal
O edital não pode fazer exigências absurdas, de documentos desnecessários ou impertinentes, pois a 
própria Constituição diz que somente se permitem "as exigências de qualificação técnica e econômica 
indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações" (CF/88, art. 37, Inciso XXI). 
Se o licitante não tiver cumprido as exigências para habilitação, ele será inabilitado. Ou seja, ele não 
participará da fase seguinte, que é a do julgamento das propostas. 
Evidentemente que ele poderá recorrer dessa decisão, que o inabilitou. E somente após a decisão desse 
recurso é que a licitação poderá passar à fase seguinte. 
Se todos os licitantes forem inabilitados, a Administração poderá fixar prazo para nova apresentação de 
documentos, para assim economizar tempo e trabalho, evitando reiniciar o procedimento (vide art. 48, §3º 
da L. 8.666/93).
A fase da habilitação nem sempre estará presente nas licitações. No caso da modalidade denominada 
tomada de preços, a análise da idoneidade dos licitantes se faz previamente, através do cadastramento dos 
interessados. A lei permite também que a habilitação seja dispensada nas modalidades convite, leilão e 
concurso e também no fornecimento de bens para pronta entrega.
No pregão, há um detalhe curioso: ao contrário das outras modalidades, a habilitação se faz no final do 
procedimento, depois de já julgadas as propostas e classificados os licitantes. 
A fase do julgamento
É nessa fase que se faz a seleção da proposta mais vantajosa para a Administração.
Há dois tipos de proposta, a serem analisadas nesta fase: 
- a proposta comercial 
- a proposta técnica (somente nas licitações do tipo melhor técnica e do tipo técnica e preço)
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Na fase de julgamento serão abertos os envelopes com as propostas dos licitantes habilitados. Costuma-se 
dizer que as propostas devem ser sérias, firmes, concretas e ajustadas. Se elas não forem assim, serão 
desclassificadas pela autoridade ou comissão de licitação.
Sugestão: leia os artigos 44 e 48 da Lei 8.666/93, que descrevem as situações em que as propostas não 
devem ser aceitas na licitação.
Se todas as propostas forem desclassificadas, será fixado prazo para nova apresentação de propostas (art. 
48, §3º da L. 8.666/93).
Havendo mais de uma proposta classificada, a autoridade ou comissão responsável, baseando-se nos 
critérios de julgamento previstos no edital, estabelecerá uma ordem de classificação e declarará vencedor da 
licitação o primeiro classificado. É com ele que a Administração deverá celebrar o contrato; é o princípio da 
adjudicação compulsória, já mencionado na aula anterior. 
Também na fase do julgamento, como em todas as outras, caberá recurso por quem se sentir prejudicado 
pela decisão tomada pelos responsáveis pela condução da licitação.
A fase da homologação
A homologação é a fase em que a comissão ou agente que conduziu o procedimento da licitação, apresenta 
à autoridade superior o resultado desse procedimento. A autoridade superior fará então uma verificação 
sobre a regularidade da licitação. Caso verifique vício, a autoridade deverá anular o procedimento. Essa 
anulação não gerará direito à indenização para os licitantes, a não ser que já esteja sendo executado o 
contrato pelo vencedor e que este esteja de boa fé, caso em que ele terá direito a ser ressarcido dos prejuízos 
pela rescisão do contrato. 
Também é nesse momento que a autoridade deverá verificar se há necessidade de revogar a licitação, o que 
somente será possível se houver uma razão de interesse público causada por fato superveniente (art. 49 da 
Lei 8.666/93). 
E como fica o vencedor no caso de revogação? A doutrina entende que ele fará jus à indenização das 
despesas que ele fez para participar da licitação, pois a revogação é um ato de interesse da Administração e 
não é justo que ele suporte integralmente o ônus, o encargo econômico dessa decisão.
A fase da adjudicação
A adjudicação é a decisão da autoridade superior pela qual ela atribuiu o objeto da licitação ao licitante 
vencedor. 
Com a adjudicação, o vencedor fica preso à proposta que ele fez à Administração e ele deverá mantê-la 
durante o prazo de validade dessa proposta, que é de no máximo 60 dias, contados da entrega dos 
envelopes (vide art. 64, §3º da Lei 8.666/93). 
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violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
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"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
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material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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A Administração, por sua vez, não poderá celebrar o contrato com mais ninguém além dele. Ela não poderá 
celebrar o contrato com mais ninguém, mas mesmo após a adjudicação será possível para a Administração 
desistir da contratação, em razão de algum fato superveniente e relevante. É óbvio que também nesse caso, 
o vencedor terá direito ao ressarcimento das despesas que fez para participar da competição.
A adjudicação é, portanto, o ato final do procedimento licitatório.
O pregão 
Antes de encerrar o tema "licitações", é importante falar um pouco do pregão, que é uma modalidade 
instituída por uma lei especial, a Lei 10.520/2002. Instituída na esfera federal, esta modalidade também tem 
sido adotada pelos Estados e Municípios, e essa ampla utilização tem sido justificada pelas grandes 
vantagens no procedimento e pela economia que proporciona, possibilitando a aquisição de bens e serviços 
por um preço mais baixo do que o obtido nas outras modalidades.
Algumas peculiaridades do pregão: 
- ele se aplica aos bens e serviços considerados "comuns"; 
- o procedimento é conduzido por uma autoridade, denominada "pregoeiro"; 
- nele, a habilitação é posterior ao julgamento das propostas.
- o julgamento do pregão se desdobra em duas etapas: 1º) a entrega das propostas escritas; 2º) a realização 
de lances verbais. 
Essa última peculiaridade merece ser detalhada. Na primeira fase do julgamento, são abertos os envelopes e 
promovida a classificação das propostas, como acontece nas outras modalidades. Porém, uma vez feita essa 
classificação,