Aulas 16 e 17_Previdência
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Aulas 16 e 17_Previdência

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da diferença tem como origem regras que criam um número excessivo de beneficiários e um valor médio de benefícios acima dos padrões internacionais.
Evidências de um número excessivo de beneficiários: cobertura universal mascara problemas como acesso fácil e prematuro a aposentadorias. A razão de dependência previdenciária é a fração entre o total dos beneficiários e o total de contribuintes do regime de previdência. Essa razão é sempre maior que a demográfica, já que a previdência dá também cobertura a uma população não idosa (benefícios de risco como aposentadoria por invalidez e pensões por morte). No Brasil a razão de dependência previdenciária é muito maior que a de outros países com perifl demográfico semelhante. O gráfico 9 da página 19 mostra esse mesmo fenômeno a partir do quociente entre as razões de dependência previdenciária e demográfica em cada país. Brasil está em primeiro lugar nesse gráfico: há um número excessivo de beneficiários.
Fatores que geram número excessivo de beneficiários: em relação aos benefícios programados, a principal razão está no fato de que as pessoas aposentam-se antes e recebem sua aposentadoria por mais tempo do que ocorre no resto do mundo. As diferenças nas regras de acesso por gênero no Brasil são maiores que no resto do mundo, onde a diferença de idade entre os dois sexos são , 2 anos em média. Argumenta-se que nossas regras permitem uma aposentadoria em idades inferiores às do resto do mundo pois a expectativa de vida brasileira é menor. Mas isso é medido desde que a pessoa nasce, sendo baixa devida a mortalidade infantil, mas a expectativa de sobrevida no Brasil não é tão baixa. O Brasil possui regras mais lenientes para a concessão de benefícios, como a não exigência de um período contributivo mínimo, possibilidade de receber pensão em qualquer idade, ausência da necessidade de laço matrimonial aumentam benefícios após morte.
Evidências e razões para uma elevada taxa de reposição: a previdência social brasileira permite uma reposição de renda superior à da média nacional em termos relativos. Política brasileira conta com duas formas distintas de indexação. A constituição de 88 asegura que nenhum benefício pode ser menor que um salário mínimo (salário mínimo vem crescendo, aumentando gastos previdenciários). Outros benefícios são corrigidos anualmente de acordo com a inflação de preços ao consumidor (pg 23 mais completo).

Consequeências: altas alíquotas de contribuição e redução do potencial de crescimento econômico
Apesar de sermos um país jovem, os segurados recebem seus benefícios por muito tempo. Isso resulta em despesas previdenciárias elevadas para o nosso perfil demográfico, o que exige altas alíquotas de contribuição para os custeios do programa. Altas alíquotas e expressivos gastos do governo impõem limites ao crescimento do país (alta carga tributária retira incentivos ao esforço, à criação de negócios e mercados). A diferença entre o salário pago pela firma e o recebido pelo trabalhador desestimula formalização e criação de empregos. Se oferta de trabalho for inelástica, imposto recai mais sobre trabalhador. Previdência repões renda na fase inativa às custas da redução de salário na vida ativa. Dinheiro poderia ser distribuído entre outras áreas igualmente importantes.

Conclusões
Gastos elevados em todos os tipos de benefícios. Parte das diferenças é graças ao componente redistributivo da previdência brasileira. Porém, parte das diferenças é atribuída a falhas no desenho dos planos previdenciários, que resultam num número excessivo de beneficiários e e m taxas de reposição muito altas.
Os ganhos de equidaqde vem com perda de eficiência sob duas óticas. A primeira é que para cobrir tantos gastos é preciso tributar muito, a segunda é o fato de que a elevada despesa com o sistema previdenciário não proporciona produtividade equivalente a outros gasto públicos como educação, saúde, segurança e infra-estrutura.