Refino_do_Petroleo
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Refino_do_Petroleo

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que se tem na
análise em laboratório de produtos cada vez mais pesados, ainda mais pontos
finais de destilação destes produtos.

Apesar da inferência do diesel pesado apresentar os problemas citados, se
percebeu que para a mistura do diesel (diesel intermediário), que recebe
contribuição de todos os componentes (exceto RAT) em sua curva de destilação,
os resultados se mostravam com um erro médio dentro do aceitável.

 PIE 5% 10% 30% 50% 70% 85% 90% 95% PFE
NP - - - - 0,958 0,94 0,871 0,859 0,801 0,796
QR 0,991 0,988 0,988 0,997 0,996 0,982 0,946 0,933 0,894 0,768
DL 0,884 0,972 0,961 0,991 0,981 0,967 0,951 0,944 0,851 0,631
DP 0,46 0,456 0,424 0,452 0,207 0,056 0,001 0,008 0,046 0,08
RAT - - - 0,698 - - - - - -

Tabela 5: Qualidade da Correlação dos Coeficientes Finais.

A tabela 5 demonstra que há pouca diferença entre o ponto final do
querosene desta seção para seção anterior, por isso não é mostrada a resposta
do inferidor.

Na figura 41, é mostrada a comparação entre as respostas reais, do
inferidor e do simulador da KBC, para o ponto final do diesel leve, e na figura 42,
para o T10% do diesel pesado.

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Figura 41: T100% DL Leitura no Tempo

Figura 42: T10% DP Leitura no Tempo

Da análise de ambas as figuras, se percebe a dificuldade do simulador da
KBC, que era considerado o ponto ideal a ser atingido, em acertar os pontos finais
dos produtos, além da dificuldade, já desde o inicio da inferência do diesel pesado,
de se acertar os pontos.

Em relação às inferências dos componentes, são apresentados na tabela 8
e 9 os resultados (em °C) obtidos utilizando este conjunto de coeficientes para
treze dias em que se tinham dados do laboratório sobre estes produtos. Nesta
tabela são mostrados dois dias (um bom e um ruim) para cada produto (exceto
para o diesel leve) além de dados sobre o erro da inferência.

No caso do diesel leve, nota-se que ambos os dias se qualificam como dias
bons (menos que 10°C de erro). Não houve uma inferência de diesel leve que se
classificasse como ruim dentre esses treze dias analisados.

Vale notar que para todos os componentes, com exceção de alguns dias
para o diesel pesado, houve melhorias.

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 NP QR
 Real Infer Erro Real Infer Erro Real Infer Erro Real Infer Erro
PIE - - - - - - 197,2 195,3 1,9 198,8 199,2 0,4
5% - - - - - - 212,8 208,1 4,7 210,7 211,5 0,8
10% - - - - - - 215,9 212,3 3,6 213,7 214,6 0,9
30% - - - - - - 227,2 226,5 0,7 222,7 221,5 1,2
50% 154,4 155,3 0,9 151,5 149 2,5 238,3 237 1,3 232,1 233,4 1,3
70% 166,2 167,3 1,1 160,6 160,3 0,3 251,3 250,6 0,7 244,5 248,4 3,9
85% 180,1 181,7 1,6 167,9 173,1 5,2 271,3 271,4 0,1 262,9 270 7,1
90% 182,6 184,2 1,6 170,5 175,4 4,9 274,8 274,9 0,1 266,1 273,9 7,8
95% 191,5 191,7 0,2 174,1 182,5 8,4 288,4 288,3 0,1 277,6 287,7 10,1
PFE 213,2 206,8 6,4 183,4 196,5 14,1 297,3 295,3 2 290,3 298,6 8,3
Data 22/02/2005 04:40 7/5/2005 06h 7/5/2005 06 h 22/02/2005 04:40

Tabela 8: Inferência Final NP e QR.

 DL DP
 Real Infer Erro Real Infer Erro Real Infer Erro Real Infer Erro

PIE 211,5 211,1 0,4 213,9 221,9 8 198 189,5 8,5 178 184,7 6,7
5% 234,1 233,5 0,6 239,9 246,7 6,8 265,5 266,2 0,7 253,5 261,5 8
10% 242,5 242,3 0,2 246,3 253,4 7,1 298 298,5 0,5 285,5 294 8,5
30% 267,3 265,9 1,4 270,5 272,9 2,4 356 357,8 1,8 341 354,2 13,2
50% 288 287 1 289,6 291,4 1,8 389 387,6 1,4 372 387,5 15,5
70% 311,6 311,2 0,4 311,2 311,8 0,6 419,5 415 4,5 403 415,2 12,2
85% 341,3 341 0,3 339 338,5 0, 5 447 448,2 1,2 439,55 448 8,45
90% 346,5 346,5 0 343,9 343,1 0,8 458 454,2 3,8 446 453,5 7,5
95% 361,6 361,6 0 358,3 357,4 0,9 478 473,2 4,8 464 472,7 8,7
PFE 366,9 369,4 2,5 367,4 366,8 0,6 530,5 526,6 3,9 513 524,6 11,6
Data 27/10/2004 06 h 30/03/2005 06 h 7/12/2004 21:30 3/9/2004 06 h

Tabela 9: Inferência Final DL e DP.

Chegando a este resultado, o conjunto de coeficientes gerados nesta seção
passou a ser o utilizado pelo programa. Na tabela 10 e 11 são apresentados os
valores finais para os coeficientes de todo o programa.

 30%
RAT 41.091 -428.14 0.139 0.421 -68.657 494.75

Tabela 10: Valores dos Coeficientes Finais RAT.

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 PIE 5% 10%
NP - - -
QR 0.338 -138.921 241.356 0.486 -98.589 192.715 0.625 -61.171 137.207
DL 0.871 57.776 -4.26 1.091 55.79 -38.306 1.004 41.487 -11.191
DP 0.775 187.221 -79.108 0.82 160.352 -19.385 0.834 138.076 6.367

 30% 50% 70%
NP - 0.8 28.046 -7.866 0.913 48.721 -33.401
QR 1.011 -10.007 -1.693 1.057 3.56 -10.687 1.08 4.854 -10.746
DL 0.837 -32.806 51.261 1.05 -54.116 -13.561 1.081 -144.818 -19.91
DP -1.258 2046.025 -481.468 68.308 0.751 -76.914 108.909 0.051 1189.951 395.494

 85% 90% 95%
NP 1.191 134.156 -141.525 1.24 149.246 -160.62 1.169 32.404 -39.167
QR 1.128 12.063 -9.439 1.135 13.26 -10.145 1.176 14.407 -9.234
DL 1.05 -253.119 4.128 1.042 -275.575 7.09 0.978 -298.396 38.578
DP -0.044 -40.336 465.495 -0.082 -207.634 486.827 -0.064 -1258.72 498.93

 PFE
NP 1.588 333.855 -359.231
QR 0.507 -70.483 185.895
DL 0.285 -242.712 276.003
DP -0.207 -2633.728 609.836

Tabela 11: Valores dos Coeficientes Finais Menos RAT.

Um fato importante, que acabou determinando a escolha final de quais
coeficientes seriam usados, foram os resultados apresentados pelo blend do
diesel (diesel intermediário), que estava sendo analisado paralelamente a geração
dos coeficientes para os produtos.

Essa análise sobre o diesel intermediário, em conjunto com a validação do
programa para trinta e um dias quaisquer, e o posterior acompanhamento do
programa rodando no servidor por três semanas, é apresentada no Capítulo 9.

8.6: Conclusões do Capítulo

Neste capítulo foi mostrada a metodologia aplicada para encontrar os
coeficientes estatísticos utilizados no programa, e também analisada a qualidade
das várias alternativas estudadas.

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Capítulo 9: Diesel Intermediário, Validação,
Acompanhamento e Resultados

Devido ao principal interesse da inferência ser o diesel intermediário,
principalmente a inferência do ponto oitenta e cinco por cento, se deu uma
atenção especial à resposta do inferidor para esse ponto de destilação.

Conforme foi explicado no Capítulo 7, o cálculo da curva de destilação para
o diesel intermediário depende de uma regra de mistura, além da curva inferida
para os produtos participantes do blend (mistura), que no caso são a nafta
pesada, o querosene e o diesel leve e pesado. Junto à mistura entra também o
LCO, que já tem sua curva calculada por um outro software.

Dessa maneira, fica claro a importância de se realizar uma correta
inferência dos componentes, para se alcançar um resultado bom para o diesel
intermediário.

Quase que diariamente, são realizados ensaios no laboratório para
acompanhamento da curva do diesel intermediário, o que facilitou a escolha da
curva de destilação deste produto para servir como validação do inferidor, além de
permitir o acompanhamento do funcionamento do software inferidor.

Para a realização da validação, um detalhe de extrema importância, figura
43, é o tempo de escoamento dos produtos da torre atmosférica até os pontos de
amostragem.

Figura 43: Alinhamento dos Produtos da Torre da Destilação Atmosférica Montado no Inferidor

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Conforme apresentado na seção 6.1, os resultados das curvas de
destilação gerados pelo inferidor são praticamente em tempo real, sendo que os
produtos inferidos ainda se encontram na torre de destilação. O detalhe é que,
conforme mostra a figura 43, os produtos escoam da torre pelos dutos, até
alcançarem o tanque de diesel intermediário (D‘), ou caso seja uma campanha
diferente, um outro tanque de armazenamento.

As amostragens dos produtos, para posterior análise no laboratório, são
realizadas no fim dos dutos, dessa maneira ocasionando o seguinte fato: apesar
do laboratório indicar que a amostra foi colhida às seis horas da manhã, esse
produto não estava na torre nesta hora, e sim antes.

Como o inferidor indica a curva de destilação