Refino_do_Petroleo
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Refino_do_Petroleo

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dos produtos na torre, se
percebe que para realizar a validação da curva do inferidor com a curva gerada
pelo laboratório, este tempo de escoamento dos produtos da torre até o ponto de
amostragem passa a ser importante.

Percebeu-se, através de conversas com pessoas responsáveis pelo
acompanhamento da unidade e a análise entre o tempo da amostra do laboratório
e do tempo de fim dos testes da KBC (dias chave), que este tempo de
escoamento dos produtos era de cerca de uma hora.

Também foi dado um alerta, que muitas vezes, apesar do laboratório indicar
que a amostra foi colhida em um certo horário, na verdade foi colhida um pouco
antes ou depois desta hora. Quando a unidade está sendo mantida em um ponto
de operação, este fato pouco influência os resultados, mas quando a unidade
ainda não alcançou um ponto de operação, ou houve uma troca de campanha ou
carga dentro desse intervalo de tempo possível de realização de amostra, esse
fato trouxe algumas dificuldades na validação.

Para a validação do programa e o acompanhamento das respostas do
software para a unidade, se adotou sempre uma hora menos da indicada pelo
laboratório da realização da amostragem. O erro máximo é de trinta minutos.

Se evitou assim utilizar dias onde a unidade ainda estivesse em transição
entre pontos de operação.

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Para validar os resultados gerados pelo inferidor, foram escolhidos
randomicamente trinta e um dias de operação da unidade de destilação, entre o
período de 8/12/2004 e 14/06/2005.

Os resultados obtidos, nesta validação, serviram para definir qual conjunto
de coeficientes utilizar, além de permitir visualizar, na seção 9.2, como a adição do
produto LCO (óleo craqueado leve) afetaria os resultados obtidos pela inferência
do blend.

9.1: Validação com os Coeficientes Baseados em Médias

Primeiramente, para se analisar os resultados obtidos pelo inferidor para o
Diesel Intermediário, foram utilizados os coeficientes gerados na seção 8.4.

Na tabela 12 se encontram quatro dos trinta e um dias analisados, com os
erros entre os valores considerados reais, gerados pelo laboratório, e os valores
inferidos. Já na tabela 13, se encontram os mesmos quatro dias da tabela 12, mas
utilizando os coeficientes da seção 8.5, baseados em leitura em tempo real. Com
isso, se percebe a diferença de qualidade entre o conjunto de coeficientes.

 Real Infer Erro Real Infer Erro Real Infer Erro Real Infer Erro
T50% 266,1 269 2,9 273,6 274,3 0,7 274,9 273,4 1,5 278,5 275,1 3,4
T85% 357 355,2 1,8 358,3 357,4 0,9 359,9 368,9 9 364,7 356,1 8,6
T90% 380,7 388,1 7,4 380,1 376,4 3,7 379,6 410,6 31 385,2 373,8 11,4
Dia 21/3/2005 09:30 15/4/2005 08:00 6/5/2005 09:30 8/5/2005 16:30

Tabela 12: Comparação de Quatro Dias com LCO com Coeficientes Baseados em Médias.

 Real Infer Erro Real Infer Erro Real Infer Erro Real Infer Erro
T50% 266,1 270,2 4,1 273,6 274,5 0,9 274,9 272,4 2,5 278,5 275,5 3
T85% 357 356,5 0,5 358,3 358,5 0,2 359,9 360,5 0,6 364,7 360,6 4,1
T90% 380,7 391,3 10,6 380,1 376,4 3,7 379,6 394,6 15 385,2 379,3 5,9

Dia 21/3/2005 09:30 15/4/2005 08:00 6/5/2005 09:30 8/5/2005 16:30
Tabela 13: Comparação de Quatro Dias com LCO com Coeficientes Finais.

Já na tabela 14, se encontram os erros médios para cada faixa de
temperatura do inferidor, em graus Celsius e porcentagem. Ao se comparar esta
tabela com a tabela 17 da próxima seção, se percebe o porque de se adotar como

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coeficientes para o inferidor os coeficientes gerados na seção 8.5. Não chegou a
ser analisada nesta seção a contribuição gerada pela adição do LCO no inferidor.

Com LCO DI
°C %

T 50% 2,39 0,86
T 85% 4,85 1,34
T 90% 7,12 1,86

Tabela 14: Erros Médios do Inferidor com Coeficientes Médios.

9.2: Validação com os Coeficientes Baseados em Leituras no
Tempo

Dessa vez, para se analisar os resultados obtidos pelo inferidor para o
diesel intermediário, foram utilizados os coeficientes gerados na seção 8.5.

Na tabela 15 se encontram quatro dos trinta e um dias analisados, com os
erros entre os valores considerados reais, gerados pelo laboratório, e os valores
inferidos. Já na tabela 16, se encontram os mesmos quatro dias, dessa vez sem a
adição do produto LCO.

 Real Infer Erro Real Infer Erro Real Infer Erro Real Infer Erro
T50% 266,1 270,2 4,1 273,6 274,5 0,9 284,2 285,4 1,2 274,6 272,8 1,8
T85% 357 356,5 0,5 358,3 358,5 0,2 353,8 354,2 0,4 361,1 359,1 2
T90% 380,7 391,3 10,6 380,1 376,4 3,7 374,1 376,8 2,7 380,2 387,7 7,5
Dia 21/3/2005 09:30 15/4/2005 08:00 21/05/2005 06:00 6/6/2005 06:00

Tabela 15: Comparação de Quatro Dias com LCO com Coeficientes Finais.

 Real Infer Erro Real Infer Erro Real Infer Erro Real Infer Erro
T50% 266,1 270,9 4,8 273,6 275,9 2,3 284,2 287,8 3,6 274,6 273,8 0,8
T85% 357 360,4 3,4 358,3 362,3 4 353,8 356,6 2,8 361,1 361,2 0,1
T90% 380,7 395,4 14,7 380,1 381,9 1,8 374,1 383,1 9 380,2 390,9 10,7

Dia 21/3/2005 09:30 15/4/2005 08:00 21/05/2005 06:00 6/6/2005 06:00
Tabela 16: Comparação de Quatro Dias sem LCO com Coeficientes Finais.

Desta validação sobre os trinta e um dias, foram encontrados os seguintes
erros médios para cada faixa de temperatura do inferidor, em graus Celsius e
porcentagem, para cada um dos casos analisados, mostrados na tabela 17.

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Com LCO Sem LCO DI
°C % °C %

T 50% 2,21 0,79 2,45 0,88
T 85% 2,63 0,72 2,16 0,6
T 90% 7,05 1,84 7,44 1,94

Tabela 17: Erros Médios do Inferidor Final.

Conforme é mostrado na tabela 17, se percebe que o uso do LCO no blend
acaba por melhorar a inferência de dois pontos, piorando um. Como ambos os
erros médios para o T85% estão dentro do considerado aceitável, se escolheu a
opção de se utilizar o LCO, que foi implementado no Capítulo 7, pela melhoria do
T50% e T90%, além de aproximar o funcionamento do inferidor com a realidade
do processo.

9.3: Acompanhamento do Programa Rodando no Servidor e
Resultados Obtidos

Depois de escolhidos os coeficientes finais para o inferidor, e iniciar a rodar
o programa no servidor (que utiliza o sistema operacional OPEN VMS) da REPAR,
passou-se a acompanhar os resultados gerados, comparando a curva de
destilação do diesel intermediário com a curva gerada pelo laboratório, e com a
curva gerada pelo inferidor do SICOM, que é o inferidor da antiga unidade de
destilação.

Este acompanhamento se deu do dia 18/6 até o dia 13/7, e teve sessenta e
nove comparações entre as curvas. Destas sessenta e nove, quinze foram
realizadas durante uma campanha de querosene, e conforme mostrado mais em
detalhe na próxima seção, foram desconsiderados.

Na tabela 18, são mostrados dois dias do acompanhamento, com o valor
considerado correto, fornecido pelo laboratório, e os valores gerados pelas as
inferências, com seus correspondentes erros. Já na tabela 19, se encontram os
erros médios que ambos inferidores apresentaram durante todo o
acompanhamento.

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Desse acompanhamento realizado, pode se perceber, como mostrado na
figura 44, que os dois inferidores tem uma dinâmica similar, apesar de o inferidor
SICOM claramente estar descalibrado.

 Real Infer Erro Sicom Erro Real Infer Erro Sicom Erro
T50% 274,5 274,1 0,4 - - 279,8 280,9 1,1 - -
T85% 363,9 360,4 3,5 378,5 14,6 368 366,8 1,2 378,8 10,8
T90% 385,4 379,2 6,2 393,4 8 384,7 387,6 2,9 392,8 8,1
Dia 26/6/2005 05:00 13/7/2005 15:47

Tabela 18: Dois Dias do Acompanhamento do DI.

Inferidor SICOM DI
°C % °C %

T 50% 2,68 0,96 - -
T 85% 3,07 0,84 14,06 0,6
T 90% 5,79 1,51 8,91 1,94

Tabela 19: Erros Médios do Inferidor Final e SICOM Durante Todo o Acompanhamento.

Figura 44: Comparação do T85% Laboratório, Inferência e SICOM

Note que a linha verde mostrada na figura 44 representa a última análise
realizada pelo laboratório para o T85% de destilação, não sendo este valor
atualizado em tempo real.

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Na tabela 20, mostram-se os erros médios (°C) do inferidor quando se
separa os dias de acompanhamento em campanha de Diesel