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Mecanismo de tração vertebral
Aula teórica

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Definição
		Tração é o ato de esticar ou puxar, ou uma força de distensão. Geralmente para alongar uma determinada parte ou separar duas ou mais partes. Na fisioterapia, a tração é geralmente usada na coluna cervical ou lombar, com a esperança de aliviar a dor nessas áreas ou que tenha origem ali. (DELISA, 2001)
		Pode ser usada nas articulações periféricas, com o objetivo de relaxar as estruturas adjacentes a elas e aumentar a amplitude de movimento das mesmas.

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Mecanismo de Tração Vertebral
		É importante ressaltar que a tração é um tratamento que necessita de um certa constância para obtenção do resultado, e a principal preocupação terapêutica é a de que esse método seja realizado com o menor desconforto possível o paciente. Portanto as técnicas que compõem este método são simples e auxiliam nas prevenções e nos tratamentos fisioterápicos que abrangem toda a coluna vertebral.

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Coluna vertebral
		A coluna vertebral, quando vista de perfil, pode-se dividir em quatro regiões, demonstradas na figura

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		Tração é o processo de esticar ou puxar com o fim de tratar de síndromes cervicais e hérnias de disco lombares, bem como outras síndromes na raiz nervosa. 	Sua aplicação é geralmente com aparelhos, embora um terapeuta possa aplicar tração nas articulações da coluna vertebral com técnicas cuidadosas manuais e de posicionamento. (Kisner, 1998)

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Efeitos da tração
 Alongamento mecânico da coluna:causa a separação mecânica das vértebras que alonga os músculos espinhais, tensiona os ligamentos e cápsulas das facetas articulares, alarga o forame intervertebral, retifica as curvaturas espinhais, causa um deslizamento das facetas articulares.

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		Alguns fatores influenciam na quantidade de separação das vértebras como:
- Posição da coluna: Quanto maior o ângulo de flexão em que a coluna é colocada antes de iniciar a tração, maior a separação vertebral, especialmente a face posterior do corpo vertebral.
- Ângulo de tração: Afeta a quantidade de flexão da coluna.
- Quantidade de força: A força efetiva é influenciada pela posição do corpo, peso do segmento, fricção da mesa de tratamento, método de tração usado, quantidade de relaxamento do paciente e o equipamento usado.
- Conforto e relaxamento: São necessários para obter o máximo benefício da separação vertebral. (Kisner, 1998)

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Mobilização da articulação facetária:os efeitos da mobilização a partir de várias posições e forças sobre a coluna causa deslizamento ou translação das superfícies facetárias, separação das superfícies facetárias e compressão ou aproximação das superfícies facetárias. Alguns fatores influem na direção que as superfícies facetárias se movem como a flexão da coluna, inclinação lateral da coluna e rotação da coluna. (Kisner, 1998)
Relaxamento muscular: com o relaxamento muscular ocorre a diminuição da dor devido a proteção ou espasmo muscular e maior separação vertebral. Alguns fatores influenciam na quantidade do relaxamento como:posição do paciente, posição da coluna, duração da aplicação e força. (Kisner, 1998)

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 Redução da dor: a redução da dor pode ocorrer devido a efeitos mecânicos como a melhora da circulação; diminuição da compressão sobre a raiz nervosa; diminuição da compressão das superfícies facetárias; alongamento mecânico do tecido retraído; e também devido a efeitos neurofisiológicos como: a estimulação dos mecanoceptores e a inibição da proteção reflexa que diminui desconforto dos músculos em contração. Alguns fatores influem na quantidade de redução da dor como: posição do paciente, posição da coluna e força e duração da tração. (Kisner, 1998)

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Tipos de aplicação de tração
Tração estática ou constante: Uma força constante é aplicada e mantida por um período extenso de tempo.
Contínua ou prolongada: A força é mantida por diversas horas a diversos dias. Somente pequenas quantidades de peso podem ser toleradas. Esse tipo de tração, não é efetivo para distanciar estruturas espinhais e é usada primariamente para imobilização.
Mantida: A força é aplicada de poucos minutos até meia hora. É útil como um alongamento prolongado nas estruturas espinhais. Pode ser tolerada uma carga maior que a usada na contínua.
Tração intermitente: A força é alternadamente aplicada e liberada em intervalos freqüentes. Podem ser toleradas forças maiores que as usadas na tração mantida.

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Formas de aplicação de tração
Mecânica: Através de equipamentos próprios (hospitalar, clínico, ou domiciliar), promovem aplicação de força constante e é mantida por longos períodos.
Manual: Através de posicionamento e manipulação. Realizada pelo próprio terapeuta. Pode ser realizada por longos períodos.
Posicionamento: Realizada pelo próprio paciente através de posições específicas que visam promover alongamento da região. (Kisner, 1998)

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Indicações
		A tração da coluna vertebral é indicada nos casos de: a) Compressão da raiz nervosa espinhal por herniação do núcleo pulposo e estenose na coluna ou forame provocada por invasão ligamentar, espondilose, edema ou espondilolistese. b) Hipomibilidade da articulação devido a disfunções ou alterações degenerativas; c) Dor articular devidos a facetas articulares sintomáticas. d) Espasmo ou proteção muscular e) Dor discogênica, fratura, pós compressão. (Kisner,1998)

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Procedimentos gerais para a execução da tração
	a) Determine se a escolha da tração é apropriada, testando com tração manual primeiro. b) Determine se deve ser usada a tração manual, mecânica ou de posicionamento. c) Posicione o paciente em uma posição de máximo conforto e relaxamento. d) Determine a duração e a dosagem da tração. (Kisner, 1998)

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Regras de segurança para tração mecânica
	a) Use somente cordas e cabos em bom estado; b) Prenda o aparelho de modo que não se mova quando a força de tração for aplicada; c) Verifique periodicamente a calibragem do peso; d) Nunca deixe de observar o paciente enquanto recebe a tração. (Kisner, 1998)

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Técnicas de tração cervical
		A tração cervical é usada no tratamento de várias síndromes cervicais, a finalidade principal é o alargamento dos forames intervertebrais com o propósito de aliviar as forças de irritação que se dão nas raízes nervosas. Ela também é usada no tratamento de lesões do tecido mole, manifestadas como espasmo muscular.

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		As variações técnicas incluem fatores tais como o tipo de mentoneira, força, ângulo de aplicação, duração, freqüência e posição do paciente. Ela pode ser aplicada com o paciente em decúbito dorsal ou sentado. Em decúbito dorsal é mais vantajoso porque o paciente fica mais relaxado e a estabilidade do paciente permite um menor desvio do alinhamento do aparelho de tração. (Grieve, 1994)

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Tração cervical manual
		Posicionamento do paciente: Decúbito dorsal sobre a mesa de tratamento. O paciente deve estar o mais relaxado possível. Posicionamento do terapeuta: Em pé na cabeceira da mesa de tratamento, apoiando a cabeça do paciente em suas mãos. A posição das mãos depende do seu conforto. Sugestões: a)Coloque os dedos das duas mãos sob o occipital.. b)Coloque uma mão sobre a região frontal e a outra mão sobre a região occipital. Usar uma posição que melhor reduz ou alivia a dor do paciente. A força aplicada geralmente é intermitente, com aumento homogêneo e gradual. A intensidade e duração são geralmente limitadas pela força e resistência do terapeuta.

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Tração cervical de posicionamento
	Paciente em decúbito dorsal. Terapeuta em pé na cabeceira da mesa de tratamento. Procedimentos: Flexionar a cabeça do paciente até que o movimento dos processos espinhosos inicie no nível determinado. Suportar a cabeça com toalhas dobradas no nível da flexão, então, inclinar a cabeça para o lado oposto ao que vai ser separado, até que seja sentido movimento dos processos espinhosos no nível desejado. Finalmente rodar a cabeça alguns graus na direção do lado a ser separado, ajustar o suporte