CCJ0006-WL-PA-08-Direito Civil I-Novo-15837
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CCJ0006-WL-PA-08-Direito Civil I-Novo-15837

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dessa afirmação.Só o Direito Civil está em condições de consagrar e desenvolver este núcleo fundamental de todo o Direito. O Código Civil é o lugar ideal para o fazer.O actual Código Civil correspondeu à sua época. Mas um novo Código terá de ir além. Terá de receber a sua lição e projectá-la para futuro.A deturpação dos direitos da personalidade toma muitas formas.Antes, era uma atitude condenável a ingerência nos assuntos internos doutro país. Hoje, atingem-se exactamente os mesmos objectivos coma capa de defesa dos direitos humanos. Os direitos humanos transformam-se assim numa espécie de arma de arremesso. Mas a preocupação que exprimem nada tem que ver na realidade com a defesa da personalidade.Também, por invocação dos direitos da personalidade,proíbem-se referências laudatórias do nome ou da imagem alheias com finalidades publicitárias. Mas uma referência laudatória em nada atinge a personalidade. Os direitos humanos são aqui invocados como maneira de fazer dinheiro. Pode a regra que o estabeleça ser justificada: não é isso que está em causa. Não tem é nada que ver com os direitos humanos.Perante tudo isto, há que voltar ao essencial. A grande descoberta exprime-se facilmente: os direitos da personalidade são, simplesmente, os direitos da Pessoa.

Belo Horizonte, 30.X.97

Referências bibliográficas:

Nome do livro: Direito Civil Brasileiro Vol.1 - ISBN. 8502075330

Nome do autor: GONÇALVES, Carlos Roberto.

Editora: Rio de Janeiro: Saraiva

Ano: 2009.

Edição: 7a. ed.

Nome do capítulo: Capítulo 04 –   Das Pessoas II

N. de páginas do capítulo: 23

	
	 Aplicação Prática Teórica

Caso Concreto 1

Um jogador de futebol famoso teve sua fotografia publicada em revista especializada em fofocas. Em verdade, o conteúdo da revista nada desabonava a vida privada do referido jogador, mencionado apenas fatos públicos corriqueiros. No entanto, o esportista sentiu seu direito agredido porque não autorizara a publicação de sua foto. Ingressou o jogador com um pedido de indenização.

1)            Neste caso, enxerga-se, de fato, violação ao direito da personalidade passível de gerar indenização? Justifique.

2)            Na hipótese pode-se afirmar que houve lesão a honra da pessoa?

3)            Há necessidade de prova de aproveitamento econômico, por parte da revista, para ensejar algum tipo de indenização?

 

Caso Concreto 2

Júlia Cibilis é uma famosa atriz que foi violentamente assassinada no ano de 2000, deixando como herdeira apenas sua mãe, Maria Cibilis. Um ano depois do falecimento, jornal de grande circulação publica fotos do corpo de Júlia que foram tiradas durante a perícia, no local do crime, totalmente desfigurada e parcialmente nua.

Pergunta-se : Maria pode pleitear dano moral ? Em caso positivo, a que título ? Em caso negativo, por quê? Justifique sua resposta.

 

 

Dano moral. Negativação do nome de pessoa falecida. Indenização pleiteada pela mãe. Impossibilidade. Dano moral punitivo. Indenização por práticas abusivas. Admissibilidade. Se o dano moral é a violação de um bem integrante da personalidade, e esta extingue-se com a morte, ninguém pode ser sujeito passivo de dano moral depois do falecimento. Assim, não tem a mãe legitimidade para pleitear indenização por dano moral, nem como sucessora, pela negativação do nome do filho efetivada depois do seu falecimento. Admite-se, entretanto, indenização com caráter punitivo pelo dano moral para reprimir práticas abusivas, como sanção adequada ao abuso do direito. A ré levou quase seis meses para cancelar a linha telefônica, cessar as cobranças indevidas, e ainda negativou, nesse período, o nome do filho da autora, mesmo depois do seu falecimento. É dever das empresas que fornecem bens e serviços estruturarem-se adequadamente para tratarem com respeito e dignidade o público em geral. Reforma parcial da sentença.

 Ementário: 04/2008 - N. 9 - 31/01/2008

 

QUESTÃO OBJETIVA

Assinale a opção correta.

A) Tanto o Código Civil de 1916 como o novo Código Civil disciplinam os direitos da personalidade.

B) O caráter extrapatrimonial dos direitos da personalidade significa que é juridicamente impossível requerer indenização em face de sua violação.

C) De acordo com o novo Código Civil, salvo o caso de exceções legais, os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária.
D) Conforme disciplina do novo Código Civil, o pseudônimo, mesmo adotado para atividades lícitas, não goza da proteção que se dá ao nome.