Gabarito da Lista de Exercícios 02
18 pág.

Gabarito da Lista de Exercícios 02

Disciplina:Teoria Microeconomica III101 materiais290 seguidores
Pré-visualização4 páginas
que no período seguinte

não irá impor, em equilíbrio, custos a E, escolhe A.

Ou seja, no subjogo de escolha estratégica de nichos, o equilíbrio é a firma E escolher B

nos dois primeiros períodos e escolher A no último período (payoff de 16), enquanto

que a firma M escolhe A nos dois primeiros períodos, independentemente da escolha de

E, e escolhe B no último período (payoff de 23). Sendo assim, em equilíbrio, as duas

firmas tem payoffs positivos. Dado isso, tem-se que a firma E resolve entrar no

mercado.

O novo ENPS é que a firma E entra no mercado, escolhe B nos dois primeiros períodos

de escolha estratégica de nichos e escolhe A no último período. A firma M em ENPS

escolhe A nos dois primeiros períodos de escolha estratégica de nichos e escolhe B no

último período

11)
a)

b)

 No segundo estágio, a firma M decide acomodar, pois acomodando, tem um

payoff de 4 ao invés de um payoff de 1. Antevendo isso, a firma E decide entrar no

mercado, pois assim, tem um payoff de 4, ao invés de um payoff de zero.

 Ou seja, o ENPS desse jogo é:
 Firma E: Entra
 Firma M: Se a firma E entrou, escolhe A.

c)

 Sim, existem equilíbrios de Nash nos quais a firma E joga ne. Para ver isso,

podemos desenhar o jogo na forma estática:

 Firma M
 A L

Firma E
E (4,4) (-1,1)
ne (0,10) (0,10)

Dado uma jogada ne da firma E, a firma M está indiferente entre A e L. E se antecipa uma

jogada L da firma M, a firma E prefere jogar ne. Sendo assim, é EN a firma E jogar ne e a

firma M jogar L.

 Esse equilíbrio de Nash, porém, é sustentado por uma ameaça não crível. Isso
ocorre porque, dada a seqüência do jogo, uma vez que a firma E entrou, a firma M não tem
efetivamente incentivo a jogar L.

d)

(0,10)
M

e
ne

A L

(4,4) (-1,1)

 A frase não é verdadeira. Isso pode ser compreendido da seguinte forma: a perda

de capacidade por parte de M de observar a entrada é equivalente a tornar o jogo

simultâneo. Nesse caso, jogar L deixa de ser uma ameaça não crível.

 Com isso, podem acontecer dois equilíbrios. Em um primeiro, a firma E não entra
e a firma M joga L, o que leva a firma M a ganhar 10. Nesse caso, M fica melhor sem
observar entrada que observando entrada. O outro equilíbrio plausível seria a firma E entrar
e a firma M acomodar. Nesse caso, a firma M ficaria indiferente entre observar ou não a
entrada da firma E
 Sendo assim, se M perde a capacidade de observar se houve ou não entrada, ela
fica melhor ou igual.

e)

f)

 Em primeiro lugar, deve-se perceber que, caso não adote comportamento

agressivo, a firma M obterá payoff de 4 (pois o jogo sem comportamento agressivo é

equivalente ao anterior).

Nesse caso, a adoção de comportamento agressivo só é válido se induzir a firma E a não

entrar no mercado. Como E só não entra no mercado se espera comportamento agressivo,

uma primeira condição é que o pré-gasto em propaganda dê incentivo à firma M a lutar ao

invés de acomodar: 1 > 4- G.

(0,10-G)
M

e ne

A L

(4,4-G) (-1,1)

G
M

E
NG

M
e ne

A L

(4,4) (-1,1)

E

(0,10)

De outro lado, o gasto G deve ser tal que o lucro obtido por M em caso de não-entrada dado

o pré-pagamento da propaganda supere o pay-off de equilíbrio de adotar comportamento

passivo: 10 – G > 4

 Em resumo, temos duas condições necessárias e suficientes para que haja um

ENPS no qual a firma M adota o comportamento agressivo no primeiro estágio: a) G deve

ser grande o suficiente para induzir a firma E a não entrar no mercado – ou seja, incentivar

M a lutar; b) G deve ser baixo o suficiente para que o lucro do comportamento agressivo

(10-G) seja maior do que o lucro sem comportamento agressivo. Ou seja:

4-G<1

10-G>4

Então: 3<G<6

g)

Pode-se compreender o primeiro estágio (de gastos com marketing) como um estágio no

qual a firma M cria uma forma de sustentar o compromisso com a estratégia “jogar L caso a

firma E entre”. Nesse caso, temos que, para que possa haver compromisso com L, os gastos

com campanha tem que ser altos o suficiente para que os ganhos da acomodação (relativos

aos de lutar) sejam “exauridos”. Com isso, temos um limite inferior para G.

 Ao mesmo tempo, para tal estratégia valer a pena, os gastos com marketing não

devem ser tão altos de modo que a firma monopolista pré-pagando os gastos ainda tenha

mais lucro que um oligopolista que acomoda entrada. Isso impõe o limite superior aos

gastos de marketing.

Esse exercício ilustra a idéia de escolha estratégica: M realiza uma ação ex-ante (pré-

pagamento do gasto em propaganda) de forma a alterar seu incentivo ex-post – ou seja,

transforma a ameaça de jogar L em uma resposta ótima ex-post. O benefício dessa ação

para M é que ao antecipar os novos incentivos de M (jogar L) E altera sua escolha (passa a

não entrar) de modo que o pay-off final de M aumente.

12)

a) Por indução retroativa:
Caso a F2 entre no mercado, seu problema será:

max {q2} (16 – q1 – q2).q2 - F

CPO: 16 – q1 – 2.q2 =0
q2 = (½)(16 – q1)

A decisão de entrada da F2 dependerá do nível q1 e do seu custo fixo F.

F2 entra se : Π∗2 = (½)(16 – q1).(16 – (½)(16 – q1) – q1) > F (1)

Decisão da F1:

i) Caso em que “acomoda” entrada:

max {q1} (16 – q1 – q2(q1)).q1 ou max {q1} (16 – q1 – (½)(16 – q1)).q1

CPO: 2.q*1 = 16 : q*1 = 8. E assim: q*2 = 4

Lucro de Stackelberg: Π∗1 = 8.(16 − 8 − 4) = 32
e Π∗2 = 4.(16 − 8 − 4) = 16− F
ii) Caso em que “detem” entrada: deve escolher q1 tal que Π∗2 = F
Usando a condição de entrada (1), segue que:

F = 1: q*1 = 14: Π∗1 = 14.(16 − 14) = 28 < 32
F = 4: q*1 = 12 : Π∗1 = 12.(16 − 12) = 48 > 32

ENPS:

Caso F=1: F1 produz a quantidade de Stackelberg q*1 = 8 em t=1: uma vez que lucro de

duopólio supera lucro de monopólio quando bloqueia entrada. Firma 2 antecipa lucro

líquido positivo e então entra produzindo q*2 = 4: solução de Stackelberg

Caso F=4: F1 produz 12 em t=1, F2 antecipa que caso produza qualquer quantidade terá

prejuízo e então não entra: F1 goza de lucro de monopólio (bloqueio de entrada) de 48.

c) Intuição: A escolha de quantidade q1 funciona como um instrumento que F1 tem para

inibir a entrada de F2. Note que como essa escolha se dá ex-ante (t=1) e de forma

irreversível, esta é uma “ameaça” crível: quanto mais 1 produz, menor o mercado residual

com que F2 se depara, e logo menor o incentivo para entrar.

O ponto crucial, no entanto, é que ao “sobre-produzir” a F1 deprime o preço de mercado

que ela também recebe, e logo F1 tem de verificar se a quantidade que inibe a entrada da F2

constitui uma escolha vantajosa do seu ponto de vista. Esse último cálculo depende

essencialmente do custo fixo de entrada F da F2: quanto maior for esse, maior a fração de

mercado que a F2 deve “abocanhar” para diluir seus custos fixos – e logo o quanto a F1

precisa “sobre-produzir” em relação à quantidade ótima de Stackelberg é menor.

Assim, no exercício em questão, quando F = 4, a F1 podia bloquear entrada com q*1 = 12;

mas quando F = 1, para bloquear entrada F1 precisava produzir q*1 = 14: apenas para F=4

o bloqueio era vantajoso.

13) a ) Empresário 2, observando a escolha I1, decide o quanto ele investe:

max 1 (10.I1.I2) – (I2)2
 I2 3 2
CPO: I2 = 10.I1

 3
 Empresário 1, antecipando resposta ótima de 2:
 max 2 [10.I1.I2(I1)] – (I1)3
 I1 3 3
 CPO: 400 I1 – I12 = 0 I1 = 400 ; I2 = 4000

 9 9 27

OBS: A correspondência de melhor resposta do empresário 2 deve ser substituída na
função objetivo de 1 antes de derivar: 1 deve levar em conta o efeito de sua decisão sobre o
comportamento de 2.

b) Por raciocínio análogo