ferraz 16-03
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.-:. bem, no. âmbito da anaütica pura, no caso de
, :, táo encamÍnha-se no sentido de díscrrtir su4
de.pgyp.pa5lpovg,(porexemplo:aliberdade;temomesrnoçeatido,parapo-...,,
vos.difçF,ertes;. en"ép.gcas diferentes?). Ng âjniitg,da zetética,empírica apli. ,,',,
cadâ (dig-amog tfrq,a-poUtica legislativa), estar-íanos, por ütimg, interúsados
: ern,mosõzr, poi exeàpto, quai as difi'údades poi iue p""sa um legidador ,
. : ouando pretende modificar certos comDortamentos Drercritos.òor um direim
eÍ!, moÉtrar, p.or.ex\u20acúoplo, quais as dificnldades por que passa um legi5lador ' ,
. ' quando pretende pgdifi.car certos comportamentos pr\u20acscrims,ppl qm. {irerç
.. nanrral, ou, ao contrário, qual a efetividade daquelas prescrições em fáèC de.. , r,: aanrra! ãu,ao cont#riq qual a efetiúade d"qo.la" pro".içã* eô'i
um dileito :bistoricamente dado: por exemlilo;' nrìrn regime'dq
mercador o congelamento de predos oor normas de direito. émercado; o congelamento de preços por normas de
áq ecoiio, Sria ,qe:
r. eCOAOIIUCO; raoi.aQ '
'restringir.a liberdade de comércio, em que termos e limites podê funcionar?':" :r'
:',,"Á zetéticã-ju!Ídica, nas mais dif\u20acreDtes discriminações, corÍespgqdg, 
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como, vimos; àsidii.qplinas que, tendo'!or objeto não
iifiu
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iffemaciona.l, econômico, do trabalho &tc. Uma disciplina pode ser
tMÍroDuç;o Ào rs.rirDo Do DÌFgro
comportameÃtais clm base na lei-
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ca cono11 a rct
como dogmática à mgÍ[da qge 
_gjFrdslS certas prepisâa&:gq si e.
biÌrfuias (iJto é, resÌütantes .de. uma decisão); óirio vinculanÈã;i
SltaÍ-
çsu-
. con:dìSffi-:anìrfu:sq-afii, ãò postriüiif o da pesqirisa :.ìi
trárió-dÌÈ-disciptüias zetéticas, cujas.qúestões iao, t;6fã{ ui
trata-ur de questões finitas. Por isso pod.emos dizer que;elas são r
que âhrÍnâremos de-princípio da proftíeÃo da rf,gai|o,.ísto 4
não-negação dos pontos iG@-iiídìlséries argumãiÉtivas, ou
pio da irrcgabílidaÀe dos pontos.de partida @uhmaÍm,,19Z4):,Uú
premissa desse gênero, no direito contenllorâneo, é o princípio da
de, iÍÌscÍito na Consdtuição, e que.{glga o juÍista a peusar os
Já falamos dessa caÍacreúdca.da dogÍlátira:'3lâ explicá queÉs, em ternos de um estudo estrito dqidheio, piocürerti sempre m
dêlo e tornálo aplicável dentro dos ri.arcqs dâ oidem vigente. Ess
que lhes aparece como um dado,'que elès 4çeitagre.nãolega::r, é o t
lavras) exigem
deve ser
partida inelutável de
mitação; dentro da podem
a
É verdade que o juúta teórico,1for outro lado, nâo pode
investigaçôes a respeito de qual é o direito efetivo de u.nra
os fatores sociais que condicionam suá formaÉo,rqual sua:eficácia
sar {isso,
Essa ümitação teórica,pode i
versos que podem conduzir, por vezes,: a exaFeros-havéndo quem
tudo do direito un colfucimento demaiúdo resritivo, legalista, r
a crer que r|ma
o que se
, inbsnsigente,
,.*a (o juiz, o ádvogado; o-promomr) ng desempenhõ-imeãìàiii rle-siìãC ir
o;+. *Í'ìNa verdade, nos úhimos 100 anos; o jurisrâ rèóiiiôjjpor.:-riüâfõiiiiãÉô i
'\ <irÍrie fni <enrta ran,ì,!;,|^. ãe- {i-^ ,lârâõÀ; 
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sitária, foi sendo conduzido a esse tipo deiespecialização,'fechada e
Á t Ni\rÊRs,/\LrDArE Do FEN0|tÊ{ofl.nbrco
r Essa \u20acspecialização, erúora indesejável porque demasiado restritiy-a,
teE sua exçücâção. Afnal, não podemos esquecer que o \u20acstudo dogmáüco
do direito está ligado a uma dupla abstração. Ou seja, cômo não eJ.iste socie-
dade sem dotpas. pois, sem Êontos fixos de reúerência, a comunicação social(lnteração humãú) é impossível. (por exemplo, sem a fi:ação básica do sen-
tido das paìavras é-nos inpossível falar urn com o outlo, daÍ a idéla de língua
como um cód(go),'toda comunidade elabora suas normas. Todavi4 as nornas
só não bastam-: Sua ambigüidade e vagueza (afiml eles se exp.essam por pa-
regras de inte4rretação. É preciso saber dizer não só
qual é a norma, Eas também o que 4a simifica. Ora, as normâs (ou dotmas
áe ação) sãq elas póprias, um pHutffito, e as regras sociais de inteÍ-
pÍ\u20actação (dogúas que dizern como devem ser enteDdidas as normas) são
também um produto absh'ato. Temos, pois, um produto absEato, âs regÌas,
que tem por objeio auüo produto absEato, as normas. DaJ'a duplâ absüação(no sentido de isolar normas e regras de seus condicionanentos zetéticos).
Pois bem, o objeto do conhecimento jurÍdicodogmático é essa dupla absra-
ç{o, qrre o juútaielabora num grau de abstra$o ainda maior (regras sobre
âs. reSras de inteqiretação das normas). Cortr isso, seu esnrdo pagd um preço:
o riscÕ dê distânciamento prorressivo da pRípriâ realidade social.
dale no trato com a experiêrcia normativa. Isso poÌgue, se com a imposiÉo
de dogmas e regrái de irterpretação, a sociedade espera uma vinculação dos
mmoírta-rrentos. o Erabalho do teórico cria condicóes de distancia.oqento da-
quelas vlncuaçoes. (J-Jüqna, asslm, ao se oDngaÍ aos dogmas, Pane qeres,
- r - - - - - r - - - - Ì+-- l - - . , \ - - , _-^
nias dqndo-thas um s\u20acntido,b que lhe Dermite certa mânipulacã9. Ou seja, a
. i t t ! l=-_-:---- . - - - - - - - Ì - r .dogÍnãÌilca jüftffi-tráo se úaure na afirmaÉo do dogna estabelecidq mas
interpreta sua própda vinculação, ao uÌostÍaÍ que o vinculante sempre exige
inErpretação, o que é a função da dogmática- De um modotparadoxâl, pode
mos dizer, pois, que esta deri!'a da vincrúção a sua própria überclade. Por
ex\u20acmplo, a CoDstituição prescÍeve ninguén é obrigado a fazer ou deixar de
fazer alguma ooisa senão \u20acm virtude de lei. o jurista corÈrece essa norma
como o prindpio da legalidade. Prendese a ele. No enta q que signúca aí
leú? Cono é ele.quem vai esdarecer isso, criâ-se paÍa o juútâ uI! âmbib de
disponibilidade sigaiâcatiwa: lei pode ser tomado num sentido restrito, alaÍ-
gadq ilimitado etç.
Visto desse ângulo, percebemos que o conhecimenrc dogmático dos
ju5istas, embora:dQpenda de pontos de panida iaegáveis, os dogoas, náo Ía-
ca,
ãJiríAica GïeõlõFir-ãõÍtÌo e-templo), não
uma prisão para o espírito, mas úm aumento da über-
. 
Pôr todos esses motivos, é óbvio que o diÍeitq enquanto objero de co-
,, úelilqento, há de ser visto de forma diferente, se o enfoqué é dogmático ou
zetético. Nos linites desta Ì roduÉo, é nossâ intenção fixaÌ uma peÍspecti-
m;.côtn o intuib pÍagmático de orientar o estudo. Nossa opÉo é pelo estudo
da visão dogmática, e a razão é evidente: êsF é o ângulo privÍlegiado co$
qúe-adireitiámnierid&quot; e epsirado nâs FaculÌa
signifique um desprezo pela perspectiva zetética- ï!ata-se, apenas, de esco-
lher rutra tônica domhante. A üter4ão é dewendar, para o principiante, o
que seJa o direito aos olhos do jurista e de sua ciência sriao seruu, com o fito
de propor uma rcdefinifq com mda sua dimeruão persuasiva-
- 
1ss1!9lé-qao esluoo oo olrelrc.,/1o contrano, PÍIg egranoo o enÌoque dogmabcoj o tn-,_-...r-#
: . Bresse é frzè-lo dentÍo de um âagulo crÍtico. Ou sej4 o objeto de nossa re-
âerão se$,o:
.análise
ao estudo do direito é
mostrando-lhe as
' 
I No CapÍtrrlo 2, pÌocederenos, po4 a uma teffativa de verificar quais
os pressupostos pala uma redefinição do direito. Para issq nossa 8nálise teÍá
de, simultaneâÍrente, rêferir-se ao fenôroeno jüÍldico e às teodas dognáticas
sobre o direito. Portaoto, uma aaálise que tentará redefinir o direitci rnquan-
to fenôEeno teoÍizado dogmaticamente pelo juúta. Para isso, contudo, des-
.de que a própria noção de ciêncía dogmática do direito só pode ser compreen-
dida se a rastreanos em suas origers históricas, Dão temos outra escolha se-
não ptopor uÍra espécie de palorama.da evolução desta ciência no tempo,
acompanlnndo, concomitantemente, o modo como o direito foi sendo com-
preendido.