Exercícios - TC - Unidades 1 e 2
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Exercícios - TC - Unidades 1 e 2


DisciplinaTeoria da Constituição408 materiais4.603 seguidores
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tendo como principais causas o renascimento urbano e comercial, em que surge a 
burguesa e a estrutura estamental não suporta o modelo que se desenvolve; o renascimento 
cultural, em que novas ideias surgem e a visão teocêntrica dá lugar à visão antropocêntrica 
em que o conceito de indivíduo como pessoa dotada de valor em si mesmo ganha espaço; e 
a reforma protestante, em que a Igreja perde o monopólio da fé, desestabilizando as 
estruturas de força, tradição e passado. Nesse contexto, grupos sociais plurais aparecem e o 
que pode assegurar a integração social é somente o direito moderno que serve como 
categoria de mediação social. 
[resposta Edison]
Paradigma Pré-moderno do Direito: sociedade estamental, não havendo a figura do 
individuo no direito, que se aplica de acordo com a tradição. A punição depende do 
estamento do qual a pessoal pertence. As decisões dependem, por exemplo, do local de 
nascimento, do conjunto de privilégios que a pessoa possui. Discursos para justificar esse 
direito como elemento eterno e imutável. Direito jusnaturalista, com forte fundo religioso.
Direito Pré-moderno: pressupõe forma de organização social; estamental, hierarquizada, 
privilégios, prerrogativas são atribuídas em razão do local de nascimento, estrutura de 
direito devido em razão do local de nascimento. Amalgama: direito consuetudinário 
[costume], canônico, príncipe, reproduziu portanto, um direito natural de base teológica e 
um direito positivo.
Paradigma Moderno do Direito: produção centralizada do direito, estado racionalizado, 
codificado. Sec. XI \u2013 processo mudança social \u2013 que vai produzir a modernidade. 
Direito Moderno: sociedade diferenciada, subsistemas sociais; positivo, posto, estabelecido, 
por deliberação, direito histórico, tendencialmente escrito, sistematizado, modificável, c 
alto nível de contingencia.
[Copiar trecho caderno Gabriel]
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Daniel diz> Paradigma pré-moderno do direito: direito com base estamental,. Direito é 
entendido como \u201ccoisa devida\u201d em razão da classe social; o passado é a base da 
legitimidade; direito como eterno/atemporal; direito é extremamente ligado a religião, ética, 
moral e política; direito não positivado ( no sentido de centralização no Estado).
Paradigma moderno do direito : direito se torna uma categoria de integração, se diferencia 
da ética, moral, política e religião mas não se separa delas ( dialoga com elas, não há mais 
um amálgama/coincidência com ellas). Organizado não mais como estamento, mas para os 
indivíduos. 
Quanto mais centraliza o poder, mais descentraliza a administração pública. 
Direito cada vez mais formalizado, direito baseado no presente que se abre para as 
perspectivas do futuro ( não se pretende eterno), é instável , contingente e mutável.
9 \u2013 Em que sentido os direitos fundamentais foram, mais do que alargados, redefinidos na 
passagem do paradigma do Estado Liberal para o paradigma do Estado Social? Em linhas 
gerais, reconstrua paradigmaticamente os direitos de liberdade e de igualdade no Estado 
Liberal e no Estado Social. 
[resposta Day]
Os direitos fundamentais tiveram a interpretação modificada no advento da passagem do 
Estado Liberal para o Estado Social. 
Ao Estado Liberal caberia a proteção e garantia aos direitos individuais e direitos políticos 
específicos, não havendo espaço para os direitos sociais e econômicos. São direitos 
individuais em sentido negativo, em que é priorizada a esfera de autonomia privada do 
indivíduo, sua liberdade individual sem restrições em que o Estado se abstém de interferir 
na economia e na esfera individual dos cidadãos, deixando que o mercado e os indivíduos 
se regulem livremente, seguindo a máxima \u201cpode-se fazer tudo o que a lei não proíbe\u201d. A 
igualdade era formal em que se considerava a máxima \u201ctodos são iguais perante a lei\u201d, 
sendo uma máxima geral e abstrata.
No Estado Social, há uma ampliação na interpretação desses direitos. Os direitos 
individuais e políticos deixam de ser negativos e passam a exigir uma prestação positiva do 
Estado, são, portanto, revistos, reescritos, prevendo mecanismos para que possam ser 
exercidos. Surgem os direitos sociais e econômicos em que são garantidos direitos como 
educação, emprego, saúde e a economia passa a ser regulada pelo Estado. Neste contexto, 
os direitos não são absolutos, sofrendo restrições quanto à garantia do bem comum e o 
Estado abandona sua posição abstencionista e passa a atuar positivamente para garantir e 
fazer cumprir os direitos fundamentais. A liberdade passa a ser interpretada como a 
liberdade de ir e vir, de interferir na economia mas com condições que prezem pelo 
interesse coletivo. A igualdade passa de geral e abstrata para fática em que se analisa os 
fatos para se definir e restringir a igualdade de alguém. 
[resposta Edison]
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No paradigma do Estado Liberal, o Estado reconhece direitos básicos. No nível da esfera 
privada, reconhecem-se direitos naturais, vida, liberdade e propriedade. E no nível da esfera 
pública, convencionam-se direitos perante o Estado e direitos à comunidade estatal: status 
de membro (nacionalidade), igualdade perante a lei, certeza e segurança jurídicas, tutela 
jurisdicial, segurança pública, direitos políticos.
Com a crise da sociedade liberal, com o surgimento de um capitalismo monopolista, com o 
aumento de demandas sociais e políticas, além da Primeira Guerra Mundial, tem início a 
fase do Constitucionalismo Social. Surge um Estado que intervém na economia, através de 
ações diretas e indiretas; e visa garantir o capitalismo através de uma proposta de bem-estar 
(Welfare State) que implica uma manutenção artificial da livre concorrência e da livre 
iniciativa, assim como a compensação das desigualdades sociais através da prestação estatal 
de serviços e da concessão de direitos sociais. O cidadão-proprietário do Estado Liberal 
passa a ser encarado como o cliente de uma Administração Pública garante de bens e 
serviços.
Daniel diz> Comentário na monitoria: As mudanças ocorreram tanto no sentido 
quantitativo, quanto no sentido qualitativo, ou seja: houve uma ampliação dos direitos e 
também uma mudança na forma de ver este direito. Ex> direito à educação ( antes não 
considerado no Estado Liberal e hoje compreendido).
10 - Em que sentido se pode compreender a mediação entre soberania popular e direitos 
humanos, bem como a relação entre autonomia pública e autonomia privada, da 
perspectiva do paradigma procedimentalista do Estado Democrático de Direito, em 
contra-ponto aos paradigmas anteriores, tomando como exemplo as \u201cpolíticas feministas 
de equiparação\u201d? 
[resposta Day]
Diante das mazelas que o Estado Social apresentava, precisava-se de um modelo que 
superasse o até então existente e que abrangesse o sistema jurídico e a concepção liberal de 
democracia. Surge então o paradigma procedimentalista do Estado Democrático de Direito. 
Esse modelo não pretende romper com o Estado Social, mas radicalizar os mecanismos 
democráticos vigentes para que seja aberta à sociedade meios para intervir de forma 
democrática nas políticas públicas, de forma ampliar o exercício e a garantia aos direitos 
humanos, dando a oportunidade para se vivenciar a soberania popular, além da conciliação 
dos interesses das autonomias pública e privada.
Nesse modelo procedimentalista não há conteúdo pré-determinado, absoluto do direito, em 
que são criados procedimentos para ultrapassar a barreira entre o Estado e a sociedade 
garantindo sua participação efetiva nas políticas públicas, como os orçamentos 
participativos e audiências públicas, por exemplo. O direito é considerado como um 
conteúdo aberto que depende de um processo jurídico e político em que, no caso concreto, 
é que se definirá o