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DIREITO CIVIL I

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CAPACIDADE CIVIL
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 É uma medida limitadora ou delineadora da possibilidade de adquirir direitos e de contrair obrigações.

 Capacidade significa a aptidão que a pessoa tem de adquirir e exercer direitos.
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 A capacidade é a regra, ou seja, pelo código civil toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil; a incapacidade é a exceção, ou seja, são incapazes aqueles discriminados pela legislação (menores de 16 anos, deficientes mentais, etc).
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A capacidade divide-se em:
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CAPACIDADE DE DIREITO
Consiste na capacidade de contrair direitos, todos os indivíduos possuem tal capacidade visto que de acordo com o art. Primeiro do Código Civil brasileiro todo o homem é capaz de direitos e obrigações na ordem civil. Esta, também pode ser chamada de capacidade de gozo ou de aquisição. A capacidade surge com o nascimento e termina com a morte.

A personalidade jurídica ou civil confere a pessoa uma capacidade de direito.

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Capacidade de exercício
 A capacidade de exercício é a tão conhecida capacidade civil plena, qualidade que confere às pessoas naturais que a possuem a plena condição de exercício livre, pleno e pessoal de seus direitos, bem como do cumprimento de seus deveres.

 Possui a capacidade de fato aqueles que se dirigem com autonomia no mundo civil, agindo pessoal e diretamente, sem intervenção de uma outra pessoa que os represente ou os assiste. Diz-se que essa pessoa se acha em pleno exercício de seus direitos. “Capacidade de fato é o poder efetivo que nos capacita para a prática plena de atos da vida civil”.
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A regra é:
Toda pessoa tem capacidade de direito; mas nem toda a de fato

Toda pessoa tem faculdade de adquirir direitos, mas nem toda pessoa tem o poder de usá-los pessoalmente e transmiti-los a outrem por ato de vontade.
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 É a restrição legal ao exercício dos atos da vida civil, devendo ser analisada de forma restrita, porque como ensina a doutrina deve ser aplicado o princípio de que “a capacidade é a regra e a incapacidade é a exceção”. Portanto, só haverá incapacidade nos casos estabelecidos em lei.
INCAPACIDADE
Devemos salientar que estamos tratando da falta da capacidade de exercício e não da capacidade de direito, já que esta todos a possuem.
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Incapacidade absoluta
Será absoluta a incapacidade quando a lei considera um indivíduo totalmente inapto ao exercício da atividade da vida civil. Os absolutamente incapazes podem adquirir direitos, pois possuem a capacidade de direito, mas não são habilitados a exercê-los, pois falta a capacidade de exercício.
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São absolutamente incapazes: (Art.3°, CC)

a) Menores de 16 anos - O primeiro caso de absolutamente incapaz previsto no art. 3º do Código Civil está ligado ao fator idade, ou seja, todos aqueles que possuem menos de 16 anos de idade são absolutamente incapazes. Vale destacar, que alguns autores denominam os menores absolutamente incapazes de menores impúberes (expressão usada no direito pré-codificado), ou seja, o direito anterior ao Código Civil.
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b) Os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos - O objetivo do Código Civil foi compreender nesta expressão, todos os casos de insanidade mental, permanente e duradoura, adquirida ou hereditária. Para que haja a interdição por este motivo, é necessário sentença judicial, ou seja, só depois de decretada judicialmente a interdição é que se recusa a capacidade de exercício. Aqui é interessante esclarecer ao aluno que a sentença de interdição é meramente declaratória e não constitutiva, uma vez que não cria a incapacidade, pois esta advém da alienação mental.
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 c) Os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade - A incapacidade não deriva exclusivamente da deficiência, mas de sua conjugação com a impossibilidade de manifestar a vontade, então os que possam expressar a vontade, através de qualquer meio de comunicação, não são considerados como absolutamente incapazes.
A incapacidade absoluta gera a nulidade de pleno direito do ato praticado (art. 166 do CC).
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Incapacidade Relativa: (Art. 4°)
 São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer, os maiores de 16 e menores de 18 anos; os ébrios habituais, os viciados em tóxicos e os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido: os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo; os pródigos. No parágrafo único declara que a “capacidade dos índios será regulada por legislação especial”.Como essas pessoas têm algum discernimento, não ficam afastadas da atividade jurídica , podem praticar alguns atos por si sós. Estes, porém, são exceções, pois elas devem estar assistidas por seus assistentes legias ,para a prática dos atos em geral, sob pena de anulabilidade.
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São os menores púberes; podem praticar alguns atos sem a assistência legal. Se ocultarem, de propósito, sua idade, no ato de se obrigar, perderão a proteção que a Lei dá aos incapazes e não poderão, assim, anular a obrigação por eles contraída ou eximir-se de cumpri-la (art. 180, CC). Exige-se, no entanto, que o erro da outra parte seja escusável. Se não houve malícia do menor, anula-se o ato, para protegê-lo. Como ninguém pode locupletar-se (levar vantagem) à custa alheia, será restituída a importância paga ao menor, se ficar provado que o pagamento nulo reverteu em proveito dele (art. 181, CC). O incapaz, menor de dezoito anos ou deficiente mental, responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes (art. 928 CC)
Maiores de 16 e menores de 18 anos
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 Os ébrios habituais, os viciados em tóxicos e os deficientes mentais de discernimento reduzido:
 Somente os alcoólatras e os toxicômanos, são considerados relativamente incapazes. Os usuários eventuais que, por efeito transitório dessas substâncias, ficarem impedidos de exprimir plenamente sua vontade estão incluídos no rol dos absolutamente incapazes (art. 3º, inciso III CC).
 Os deficientes mentais de discernimento reduzido são os fracos da mente. Há, assim, uma gradação para a debilidade mental: quando privar totalmente o amental do discernimento para a prática dos atos da vida civil, acarretará a incapacidade absoluta (art. 3º, inciso II CC); quando, porém, causar sua redução, será incapacidade relativa.
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Os excepcionais sem desenvolvimento mental completo:

O Código declara relativamente incapazes não apenas os surdos-mudos, mas todos os excepcionais sem desenvolvimento completo.Mas, são considerados os surdos-mudos que, por não terem recebido educação adequada e permanecerem isolados, ficaram privados de um desenvolvimento mental completo. Se a tiverem recebido, e puderem exprimir plenamente sua vontade, serão capazes. Assim, também ocorre com todos os excepcionais sem desenvolvimento mental completo.
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Pródigo é o indivíduo que gasta tudo o que tem. Trata-se de um desvio da personalidade e não um estado de alienação mental.
Pode ser submetido à curatela (art. 1.767, V ,CC), pelos pais ou curadores, cônjuge ou companheiro, ou parente.
O pródigo só não pode praticar, sem curador, atos que implicam no comprometimento do patrimônio, como emprestar, dar quitação, alienar, hipotecar (art. 1.782 CC).
Pode, assim, casar, dar autorização para casamento dos filhos menores, etc.

Os pródigos:
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Índios ou silvícolas são os habitantes das selvas, não integrados à civilização.O diploma legal (= Lei) que atualmente regulamenta a situação jurídica