Cimento
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Cimento

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è Cimento Portland Composto com Escória
CP II.Z è Cimento Portland Composto com Pozolana
CP II.F è Cimento Portland Composto com Filer
· CIMENTO PORTLAND DE ALTO FORNO (CP III)
· CIMENTO PORTLAND POZOLÂNICO (CP IV)
· CIMENTO PORTLAND DE ALTA RESISTÊNCIA INICIAL (CP V-ARI)
· CIMENTO PORTLAND BRANCO
· CIMENTO PORTLAND RESISTENTE A SULFATOS (RS)
CLASSES DE RESISTÊNCIA

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Os Cimentos Portland são definidos para efeito de verificação de conformidade por suas
classes, conforme indicado a seguir:

Resistência à compressão aos 28 dias de idade (MPa)
(*)

 Cimento Classe
Limite inferior Limite superior

CP I
CP I S
NBR 5732

25-32 e 40
25-32 e 40

25-32 e 40
25-32 e 40

Para 25 42
Para 32 49

Para 40 sem limite

CP II - E
CP II - Z
CP II - F
NBR 11578

25-32 e 40
25-32 e 40
25-32 e 40

25-32 e 40
25-32 e 40
25-32 e 40

Idem

CP III
NBR 5735

25-32 e 40

25-32 e 40 Idem

CP IV
NBR 5736

25
32

25,0
32,0

Para 25 42
Para 32 49

CP V-ARI Resistência à Compressão aos 7 dias de idade (MPa) (*)
NBR 5733 34 -
(*) MPa (Mega Pascal) = 10,1977 kgf/cm2 (aproximadamente 1MPa = 10 kgf/cm2).
ESPECIFICAÇÕES
1 Cimento Portland Comum (NBR 5732)
1.1 - DESIGNAÇÃO

Sigla Designação Classe(*)
CP I Cimento Portland Comum 25, 32 e 40
CP I S Cimento Portland Comun com Adição 25, 32 e 40
NOTA:(*) Caracterizada pela resistência mínima à compressão aos 28 dias de idade,
expresso em MPa( Mega Pascal)
2 Cimento Portland Composto (NBR 5732)

Sigla Designação Classe
CP II-E Cimento Portland Com Escória 25, 32 e 40
CP II-Z Cimento Portland com Pozolana 25, 32 e 40
CPII-F Cimento Portland com Filer 25, 32 e 40
3 Cimento Portland de Alto Forno

Passa a ser designado pela sigla de CP III, seguido do número indicativo da classe: 25,
32 ou 40
4. Cimento Portland Pozolânico

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Passa a ser designado pela sigla de CP IV, seguido da classe: 25 ou 32
5. Cimento Portland de Alta Resistência Inicial

Passa a ser designado pela sigla de CP V - ARI

Teores dos Componentes (% em massa)

Sigla Classe Clinquer +
Sulfato de
Cálcio

Escoria
Granulada

Material
Pozolânico

Material
Carbonático

CP I 25, 32 e 40 100 0 0 0
CP I S 25, 32 e 40 99 a 95 1 a 5
CP II-E 25, 32 e 40 94 a 56 6-34 0 0 a 10
CP II-Z 25, 32 e 40 94 a 76 0 6 a 14 0 a 10
CP II-F 25,32 e 40 94 a 90 0 0 6 a 10
CP III 25, 32 e 40 65 a 25 35 a 70 0 0 a 5
CP IV 25 e 32 85 a 45 0 15 a 50 0 a 5
CP V 100 a 95 0 0 0 a 5
HIDRATAÇÃO DO CIMENTO PORTLAND
Cimento +Água = Compostos Hidratados Estáveis + Ca(OH)2

Þ
(Pega e Endurecimento)

a) Reações dos silicatos com a água :
1) 2(SiO2. 3CaO) + 6H2O = 2SiO2 . 3CaO . 3H2O + 3 Ca(HO) 2
 Þ Þ Þ
 alita tobermorita portlandita
2) 2(SiO2. 2CaO) + 4H2O = 2SiO2 . 3CaO . 3H2O + Ca(HO) 2
 Þ Þ Þ
 belita tobermorita portlandita
b) Reações dos aluminatos com a água :
3) C3A + água = aluminato tri-cálcico hidratado
4) C4AF + água = aluminato tri-cálcico hidratado + ferrito mono-cálcico hidratado
5) Aluminato tri-cálcio hidratado + Gipsita = = 3CaO. Al2O3. 3CaSO4 31H2O
 Þ

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 Sal de Candlot
6) Aluminato tricálcico hidratado +Ca (OH)2 = Al. tetra-cálcico hidratado
7) Ferrito monocálcico hidratado +Ca(OH)2 = Ferrato tri-cálcico hidratado
8) CaOlivre + água = Ca(HO)2
9) MgO + água = Mg(HO)2
AÇÃO DAS ÁGUAS SOBRE AS PASTAS DE CIMENTO PORTLAND
1 - Ação da água doce:
· Dissolução do Ca(HO)2 ð eflorescência de CaCO3
2 - Ação da água do mar:
a) MgSO4 + Ca(HO)2 ð SO4Ca + Mg(HO)2

b) CaSO4 + C3A hidratado ð Sal de Candlot ( expansão e fragmentação)
As escórias e pozolanas (hidraulites) atuam sobre o Ca(HO)2 è produzem silicatos e
dimunui a ação nociva dos sulfatos.

PEGA DO CIMENTO PORTLAND

Causa da pega:
a) Hidratação do C3A (inicialmente)
b) Hidratação do C3S (complementa)

FATORES QUE INFLUEM NA PEGA:

 1 - Finura do cimento
 2 - Temperatura
 3 - Substâncias adjuvantes:

ADITIVOS:

Classificação: Segundo (Antônio de S. Coutinho)

· Redutores de água ð plastificantes
· Introdutores de ar
· Aceleradores de pega
· Retardadores de pega
· Aceleradores de endurecimento
· Impermeabilizantes ðhidrófugos ou redutores de capilaridade
· Expansores

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· Diversos ð anticorrosivos, fungicidas, germicidas, etc.

RETARDADORES DE PEGA:

· Linosulfatos de cálcio, de sódio, de amônia

· Ácidos e sais de ácidos hidroxi-carboxílicos

· Hidratos de carbono ðglicose, sacarose, amido, celulose

· Ácidos fosfóricos e fluorídricos

· Glicerina

· Fosfatos e fluoretos

· Borato e bi-carbonato de sódio

· Cloreto de cálcio ( < 0,5% )

ACELERADORES DE PEGA:

· Cloreto de cálcio ( > 0,5% )

· Cloretos de sódio e de alumunio

· Bases alcalinas : soda, potassa, amoníaco

· Carbonatos e aluminatos de Na e K

VARIAÇÃO DO VOLUME DAS PASTAS, ARGAMASSA E
CONCRETOS:

EXPANSÕES

a) de origem química - Expansibilidade
b) de origem hidráulica - Expansão hidráulica
c) de origem térmica - Dilatação térmica

CONTRAÇÕES

 Retração Autógena
 ö
a)Origem química
 ø
 Retração por Carbonatação
b) origem hidráulica ð Retração hidráulica
c) origem térmica ð Retração térmica

EXPANSIBILIDADE

A expansibilidade mais significativa é a de de origem química, que é de uma ordem de
grandeza muito maior que a retração ou expansão de origem hidráulica.

A estabilidade de volume pode ser afetada por:

 a) excesso de CaO livre

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 b) teor excessivo de MgO

 c) teor excessivo de CaSO4.2H2O

O excesso de CaO livre pode ser devido a:

1 - uso de mistura com excesso de calcário

2 - calcinação deficiente

3 - moagem insuficiente da mistura crua

RETRAÇÃO

a) Retração plástica ou retração inicial

· Ocorre antes da pega devido a perda d'água.

b) Retração autógena (de 10 a 150 m /m)
· Ocorre nos primeiros 90 dias, independente da evaporação da água, devido as

reações de hidratação do cimento.

c) Retração por carbonatação (de 100 a 200 m /m)

· Devida a reação do CO2 com o Ca(HO)2 liberado na hidratação.

d) Retração hidráulica (de 200 a 700 m /m)

É devida a evaporação da água do material endurecido e aumenta ao longo do tempo.

e) Retração térmica (de 7 a 14 m /m /
o
C)

Devida à variação de temperatura do ambiente, ou da gerada internamente pelo calor de
hidratação.

Fatores que influem na retração hidráulica:

a) Natureza do cimento Ü C3A e finura
b) Natureza do agregado Ü módulo de elasticidade
c) Dosagem da água Ü relação A/C
d) Dosagem de agregados Ü relação agregado/cimento
e) Dimensões das peças
f) Granulometria Ü % de material fino
g) AditivosÜretardadores e aceleradores de pega
h) Cura Ü cura inicial
i) Umidade relativa do ar

INFLUÊNCIA DO CIMENTO NAS PROPRIEDADES DO CONCRETO
Trabalhabilidade
Resistência Mecânica
Elasticidade
Fluência
Estabilidade de Volume
Permeabilidade
Proteção das